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"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina"
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quinta-feira, 29 de março de 2012

Como usar uma bussola

     

Modo de segurar numa bússola

Ao usar a bússola, deve sempre colocá-la o mais na horizontal possível. Se fizer leituras com a bússola inclinada estará cometendo erros.O polegar deve estar corretamente encaixado na respectiva argola, com o indicador dobrado debaixo da bússola, suportando-a numa posição nivelada.

 


     

Nomenclatura de uma bússola

 

 


 

Nunca se devem fazer leituras com a bússola perto de objetos metálicos ou de circuitos elétricos.

Abaixo você poderá alguns exemplos de objetos e respectivas distâncias que devemos respeitar quando quisermos fazer uma leitura com a bússola.





Distâncias mínimas de utilização da bússola
 

Objetos

Distância

linhas de alta tensão

60 m

fios telefônicos

10 m

arame farpado

10 m

carro

10 m

machado

1,5 m





O que é azimute?


Um azimute é uma direção definida em graus, variando de 0º a 360º. Existem outros sistemas de medida de azimutes, tais como o milésimo e o grado, mas o mais usado pelos Escoteiros é o Grau. A direção de 0º graus corresponde ao Norte, e aumenta no sentido direto dos ponteiros do relógio.
 

direções (norte é igual a zero grau)

Exemplo de um azimute de 60 graus



Tipo de azimutes


1) Azimute Magnético: quando medido a partir do Norte Magnético (indicado pela bússola);
2) Azimute Geográfico: quando medido a partir do Norte Geográfico (direção do Pólo Norte)
3) Azimute Cartográfico: quando medido a partir do Norte Cartográfico (direção das linhas verticais das quadrículas na carta).





Como determinar o azimute magnético de um alvo
 

 

 

Querendo-se determinar o azimute magnético de um alvo usando uma bússola há que, primeiro, alinhar a fenda de pontaria com a linha de pontaria e com o alvo. Depois deste alinhamento, espreita-se pela ocular para o mostrador e lê-se a medida junto ao ponto de referência.

Todo este processo deve ser feito sem deslocar a bússola, porque assim alteraria a medida. O polegar deve estar corretamente encaixado na respectiva argola, com o indicador dobrado debaixo da bússola, suportando-a numa posição nivelada.

 





Como apontar um azimute magnético


Querendo apontar um azimute magnético no terreno, para se seguir um percurso nessa direção, por exemplo, começa-se por rodar a bússola, constantemente nivelada, de modo a que o ponto de referência coincida com o azimute pretendido. Isto é feito mirando através da ocular para o mostrador. Uma vez que o ponto de referência esteja no azimute, espreita-se pela fenda de pontaria e pela linha de pontaria, fazendo coincidir as duas, e procura-se ao longe, um ponto do terreno que possa servir de referência. Caso não haja um bom ponto de referência no terreno, pode servir bastão da patrulha que, entretanto, se deslocou para a frente do azimute e se colocou na sua direção.


Como marcar um azimute numa carta


Para marcar um azimute numa carta, basta usar um transferidor. Coloca-se a base do transferidor (linha 0º - 180º) paralela às linhas verticais das quadrículas da carta e o ponto de referência sobre o ponto a partir do qual pretendemos traçar o azimute. De seguida faz-se uma marca na carta mesmo junto ao ponto de graduação do transferidor correspondente ao ângulo do azimute que pretendemos traçar. Por fim, traçamos uma linha a unir o nosso ponto de partida e a marca do azimute.


Exemplo para marcar um azimute de 55º a partir de uma Igreja
 

 

 

A Igreja, a partir da qual se pretende marcar um azimute de 55º

 

O transferidor alinhado com as linhas verticais das quadrículas, e com o ponto de referência sobre a igreja.

 

O azimute de 55º traçado a partir da Igreja e passando pela marca correspondente aos 55º graus.





Azimute inverso
 

 

 

O Azimute Inverso é o azimute de direção oposta.

Por exemplo, o Azimute Inverso de 90º (Este) é o de 270º (Oeste).

Para o calcular basta somar ou subtrair 180º ao azimute em causa, consoante este é, respectivamente, menor ou maior do que 180º.

 


Exemplos: Como calcular o azimute inverso de 65º e de 310º
 

Azimute

Operação

Azimute Inverso

65º

como é inferior a 180º deve-se somar 180º

65º + 180º = 245º

310º

como é superior a 180º deve-se subtrair 180º

310º - 180º = 130º





Método da triangulação para determinar a nossa posição numa carta
 

 

 

Este método nos permite localizar, com bastante precisão, a nossa posição numa carta.

Segue-se um exemplo de como utilizar este método. Começa-se por identificar, no terreno e na carta, dois pontos à vista. Neste caso escolheu-se um marco geodésico e um cruzamento, pois ambos estão à vista do observador e são facilmente identificáveis na carta através dos seus símbolos.

De seguida, com a bússola determinam-se os azimutes dos dois pontos, 340º e 30º, respectivamente para o marco geodésico e para o cruzamento.

 

     

 

Conhecidos os azimutes, passamos a calcular os azimutes inversos respectivos: 160º é o azimute inverso de 340º e 210º o de 30º. 

Na carta, e com o auxílio de um transferidor, traçam-se os azimutes inversos a partir de cada um dos pontos (160º para o marco geodésico e 210º para o cruzamento).

O ponto onde as linhas dos dois azimutes inversos se cruzam corresponde à nossa localização.





Método da triangulação para identificar um ponto do terreno na carta
 

 

 

Este método nos permite, com bastante precisão, identificar um determinado ponto do terreno à nossa frente na carta.

O seguinte exemplo usa a mesma localização que o anterior. Desta vez, pretende-se localizar na carta o ponto onde está o Totem de Patrulha.

 

     

 

É preciso que um escoteiro vá até aos dois pontos com uma bússola e meça os azimutes desses pontos para o Totem. Depois disso, não é preciso calcular os azimutes inversos, porque basta usar os mesmos azimutes para traçar as linhas na carta e obter os pontos (tal como na figura do exemplo anterior).


Referências Bibliográficas


- Rover Net - Geografia, planeta.terra.com.br/educacao/rover/geografia.htm, Brasil, 2001;
- Gilbert, W, De Magnete, www.educeng.ufjf.br, IX Encontro Educação em Engenharia, UFF, Brasil, 2003;
- Piassi, L P, Física em Rede, www.scite.pro.br, Brasil, 2004;
- Corpo Nacional de Escuta, Escutismo Católico Português, www.cne-escutismo.pt, Portugal, 2003.


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Fonte: www.cartografia.eng.br

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segunda-feira, 19 de março de 2012

Bussola

A bússola é um instrumento de navegação e orientação baseado em propriedades magnéticas dos materiais ferromagnéticos e do campo magnético terrestre. A palavra bússola vem da italiano do sul bussola, que significa “pequena caixa” de madeira de buxo.

As bússolas são geralmente compostas por uma agulha magnetizada colocada num plano horizontal e suspensa pelo seu centro de gravidade de forma que possa girar livremente, e que orienta-se sempre em direção próxima à direção norte-sul geográfica de forma a ter a ponta destacada - geralmente em vermelho - indicando o sentido que leva ao sul magnético da Terra, ou de forma equivalente, a um ponto próximo ao polo norte geográfico da Terra.

A bússola é sem dúvida o instrumento mais conhecido da Era dos Descobrimentos, pois foi provavelmente o mais importante. Indicando sempre o sentido sul magnético, o que significa indicar aproximadamente norte geográfico, tal instrumento constituiu e constitui instrumento indispensável a todo e qualquer navegador. A equivalência ocorre devido ao fato dos polos norte magnético e norte geográfico situarem-se em hemisférios distintos do globo.

As bússolas atuais variam um pouco entre si, mas têm os mesmos componentes básicos. Com o mesmo nome de bússola pode ser designado qualquer dispositivo magnético que use uma agulha para indicar o sentido do polo sul magnético da magnetosfera do planeta, bem como qualquer instrumento eletrónico com o mesmo fim.

O uso da bússola para fins precisos requer que se tenha em mãos também um mapa cartográfico que indique a correção a ser feita na leitura bruta da bússola a fim de se localizar o norte geográfico corretamente. Tal correção deriva não apenas do fato dos polos magnéticos e geográficos não coincidirem precisamente mas também do fato de a leitura da bússola ser diretamente influenciada pelas condições ambientais locais - a exemplo pela grande presença de material ferromagnético no solo. As cartas de navegação normalmente apresentam tal informação sob o nome de "declinação magnética" do local.

Veja Como utilizar uma bussola aqui

Como fazer uma bússola

Material necessário:

uma agulha, uma rolha de cortiça, uma faca, um vasilhame com água e um íman de verdade. Instruções: Primeiro, deve-se cortar a rolha de cortiça, deixando-a com cerca de um centímetro de altura, formando um disco. Segundo, fazer um corte raso para (receber) deixar a agulha fixa na rolha de cortiça. A seguir, magnetizar a agulha: com uma das extremidades da agulha, passa-se umas 20 vezes com o ímã e sempre na mesma direcção por entre um dos magnetos. No fim, a agulha deve ser fixada (no corte) da cortiça e colocada sobre um vasilhame com água tendo ao fundo desenhado os pontos cardeais. Se mexer na agulha, reparará que ela sempre volta a mesma marcação dos quatro pontos cardeais, não sendo obrigatoriamente a direção norte-sul.

Veja Como fazer uma bússola caseira aqui


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Fonte: Web

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quinta-feira, 8 de março de 2012

Como utilizar uma bussola

Na verdade, a única coisa que a bússola faz é apontar o Norte Magnético. E não é a coisa mais precisa do mundo. A agulha da bússola pode ser desviada por grandes quantidades de minério de ferro, objetos de aço, linhas de alta tensão e outras bússolas (quando próximas demais). E nestes casos, a agulha indicará uma falsa direção. Assim, é preciso avaliar a qualidade e características de sua bússola antes de cada saída em campo. Mais adiante veremos como fazer isto.

Uma bússola atual de modelo simples é uma caixinha circular (cápsula) de material transparente. Lá dentro está uma peça metálica a que chamamos de agulha. Esta peça fica equilibrada sobre um pino e tem livre movimento circular na horizontal. Como a agulha é imantada ela aponta, sempre, para o Norte Magnético. Nas boas bússolas, o interior da cápsula é preenchido por um fluido viscoso, destinado a diminuir a "oscilação" da agulha. As bússolas destinadas a serem sobrepostas aos mapas são feitas em acrílico transparente e se assemelham ao desenho acima. Em torno da cápsula, está um anel giratório graduado denominado Limbo. No fundo da cápsula há uma série de linhas paralelas. As linhas mais finas servem para alinhar a bússola (ou a cápsula) às linhas norte-sul da grade de coordenadas do mapa. As duas linhas mais centrais (no fundo da cápsula) são enfatizadas (mais grossas, cor diferente, ou um desenho especial). A faixa entre estas linhas internas chama-se Seta-Guia. A seta-guia normalmente está em perfeito alinhamento com o 0 (zero) ou "N" do limbo. Mas alguns modelos de bússola permitem que a seta-guia seja ligeiramente desviada, para compensar a declinação magnética. Sobre a placa-base da bússola, partindo da cápsula há uma seta apontando para extremidade mais distante: esta é a Linha-de-Fé.

O limbo, dependendo do tamanho da bússola, é graduado de grau em grau ou de 2 em 2 graus, ou mesmo mais. Quanto menor o diâmetro do limbo, mais graus haverá entre cada par de marcas. Assim, uma bússola muito pequena oferece menor precisão, pois a graduação terá divisões pouco nítidas. Uma bússola que não tenha um limbo giratório do mesmo modo terá pouca utilidade na prática.

Normalmente a escala do Limbo é em graus. Esta escala vai de 0º a 360º (ou a marca N, no limbo), começando e terminando no mesmo ponto, denominado norte-do-limbo. Os valores lidos no limbo sã o chamados de Azimutes Magnéticos (não confundir com "rumo", que é coisa diferente). Azimutes magnéticos sã o valores angulares que começam na direção do norte magnético (apontada pela agulha) e vão até uma direção escolhida por nós. Esta direção pode ser a de um pico de montanha, uma árvore grande, uma casa ou outro referencial qualquer.

Provavelmente voce já sabe que o Polo Norte Magnético está afastado em vários quilômetros do Polo Norte Geográfico (verdadeiro). A diferença angular entre estes dois polos é chamada de Declinaçã o Magnética.. Tenha sempre em mente: a bússola tem como referência o Norte Magnético, enquanto os mapas se referem ao Norte Geográfico, e a diferença angular entre eles muda sempre. Consulte em seu mapa qual a diferença anual a ser compensada. Ela varia em cerca de 8 minutos por ano (1 grau tem 60 minutos) aproximadamente, mas seu mapa fornecerá esse dado com exatidão. Para evitar que você tenha que fazer muitos cálculos, algumas bússola já vêm com um parafuso de compensação da declinação. A finalidade deste parafuso é desalinhar a Seta-Guia em relação ao "N" do limbo, compensando com um desalinhamento angular a declinação e no sentido oposto.

Como foi dito no início, a bússola só serve para lhe apontar direções. Cabe a você escolher a direção certa. E para saber a direção a seguir, você precisa saber em que lugar voce se encontra . Em outras palavras: sem um mapa, uma bússola servirá apenas para nos manter em um determinado rumo escolhido, não servindo para nos orientar muito mais que isso. A maioria dos nossos mapas são em escalas muito amplas, ficando muitas vezes difícil localizar (no mapa) nossa posição. É aí que entra a bússola.

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terça-feira, 6 de março de 2012

Métodos de Orientação Sem Bússola

Mostramos como se orientar sem uma bússola ou GPS e como encontrar civilização e ajuda seguindo linhas de transmissão.


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Texto e Foto - Reprodução

Fonte: Web

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