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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Cobra Coral

Cobra Coral

As corais (Micrurus, Erythrolamprus, Oxyrhopus e Anilius) são serpentes de pequeno porte, facilmente reconhecidas por seu colorido vivo. Há corais peçonhentas (Micrurus) e não-peçonhentas (Erythrolamprus, Oxyrhopus e Anilius), mas é difícil a distinção, possível apenas pelo exame minucioso da posição das presas ou da qualidade dos desenhos (anéis). As cobras-coral existem na América do Sul, América Central e Sul dos Estados Unidos da América. É também conhecida pelos nomes cobra-coral-venenosa, coral-venenosa, coral-verdadeira, ibiboboca, ibiboca e ibioca.

As corais, além de serem muito visíveis devido às suas cores, não apresentam o comportamento de ataque como, por exemplo, das cascavéis. As presas das corais são pequenas e podem estar localizadas na porção anterior da mandíbula (dentição proteróglifa), na Micrurus, como na porção posterior (dentição opistóglifa), nas Erythrolamprus, Oxyrhopus e Anilius. Portanto, elas não picam, mas mordem a caça para inocular a peçonha.

As cobras-coral possuem uma peçonha de baixo peso molecular que se espalha pelo organismo da vítima de forma muito rápida. A coral necessita ficar "grudada" para inocular a peçonha pelas pequenas presas. A cobra-coral é tão peçonhenta quanto uma Naja. A sua peçonha é neurotóxica, ou seja, atinge o sistema nervoso, causando dormência na área da picada, problemas respiratórios (sobretudo no diafragma) e caimento das pálpebras, podendo levar uma pessoa adulta a óbito em poucas horas. O tratamento é feito com o soro antielapídico intravenoso.

A coral verdadeira geralmente é identificada pela posição das presas ou pela quantidade e delineamento dos seus anéis. As peçonhentas de forma geral possuem um ou três destes anéis completos em volta do corpo e as não-peçonhentas os possuem apenas na parte dorsal.

A coral tem hábito noturno e vive sob folhas, galhos, pedras, buracos ou dentro de troncos em decomposição. Para se defender, geralmente levanta a sua cauda, enganando o ameaçador com sua forte coloração; este pensa que é a cabeça da cobra e foge para não ser atacado. As atividades diurnas estão ligadas às buscas para reprodução e à maior necessidade de aquecimento que as fêmeas grávidas apresentam. Após o acasalamento, a fêmea posta de 3 a 18 ovos, que em condições propícias abrem após uns 90 dias. Dada a capacidade de armazenar o esperma do macho, a fêmea pode realizar várias posturas antes de uma nova cópula.

Os acidentes ocorrem com pessoas que não tomam as devidas precauções ao transitar pelos locais que possuem serpentes. Ao se sentir acuada ou ser atacada, a cobra-coral rapidamente contra-ataca, por isso recomenda-se o uso de botas de borracha cano alto, calça comprida e luvas de couro, bem como evitar colocar a mão em buracos, fendas, etc. A pessoa acidentada deve ser levada imediatamente ao médico ou posto de saúde, procurando-se, se possível, capturar a cobra ainda viva. Deve-se evitar que a pessoa se locomova ou faça esforços, para que o veneno não se espalhe mais rápido no corpo. Deve-se também evitar técnicas como abrir a ferida para retirar o veneno, chupar o sangue, isolar a área atingida, fazer torniquetes, etc., sendo o soro a melhor opção.

Existe um antigo ditado para distinguir uma coral verdadeira da coral falsa:

“Vermelho com amarelo perto, fique esperto. Vermelho com preto ligado, pode ficar sossegado”



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Video - Reprodução

Fonte: Youtube/ Canal: cortandoestrada

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terça-feira, 13 de março de 2012

Intoxicações Gerais e tratamento - Ofídios

Ofídios

Os critérios para a classificação das serpentes a partir da observação da cabeça triangular, escamas, olhos ou cor do animal são bastante falhos, sendo assim é aconselhável não afirmar se a cobra é ou não peçonhenta com base apenas na observação dessas características.

O grau de toxicidade da picada depende da potência, quantidade de veneno injetado e do tamanho da pessoa atingida.
Picadas por cobras pode ser na grande maioria das vezes por ofídios que não produzem peçonha ou que não conseguem inocular seu veneno devido a posição de suas presa inoculadoras.

Porém temos quatro tipos principais de ofídios:

- Gênero Crotalus: cascavel, Boicininga

- Gênero Bothrops: Jararaca, urutu, cruzeira, cotiara, jararacuçu, etc.

- Gênero Micrurus: Corais

- Gênero Lachesis: Surucucu.

Tipos de Veneno:

-Ação Proteolítica Causa as lesões locais, como edema, bolhas e necrose, atribuídas inicialmente à “ação proteolítica”, têm patogênese complexa, com a liberação de mediadores da resposta inflamatória, da ação das hemorraginas sobre o endotélio vascular e da ação prócoagulante do veneno.

Ação coagulante A maioria dos venenos botrópico ativa, de modo isolado ou simultâneo, o fator X e a protrombina, convertendo o fibrinogênio em fibrina. Essas ações produzem distúrbios da coagulação, podendo ocasionar incoagulabilidade sangüínea. Este quadro é semelhante ao da coagulação intravascular disseminada.

Ação hemorrágica As manifestações hemorrágicas são decorrentes da ação das hemorraginas que provocam lesões na membrana basal dos capilares, associadas à plaquetopenia e alterações da coagulação.

Ação Neurotóxica Produzida principalmente pela fração crotoxina, uma neurotoxina de ação pré-sináptica que atua nas terminações nervosas inibindo a liberação de acetilcolina, com o bloqueio neuromuscular do qual decorrem as paralisias motoras apresentadas pelos pacientes.

Ação miotóxica Produz lesões de fibras musculares esqueléticas (rabdomiólise) com liberação de enzimas e mioglobina para o soro e que são posteriormente excretadas pela urina. A mioglobina, e o veneno possuem atividade hemolítica “in vivo”.

Quadro comparativo dos tipos de cobra e da ação do veneno.

crotalus - micrurus - Lachesis - Botrophs


neurotoxico - crotalus micrurus Lachesis
coagulante - crotalus Lachesis Botrophs
hemorrágico - Lachesis Botrophs
Proteolítico - Lachesis Botrophs
Miotoxico - crotalus micrurus
Mialgia - crotalus micrurus
Dor /edema local - Lachesis Botrophs
Visão borrada - crotalus micrurus
Urina escura - crotalus micrurus
Falta de ar - crotalus micrurus
incidência 6% 0,3% 1% 73%

Diagnóstico:

-Picada com normalmente duas marcas ou arranhões;
-Pode estar presente dor e vermelhidão local;
-Em caso de cobras do gênero crotalus estarão presentes sintomas neurológicos tipo
pálpebras caídas com fácies de bêbado e letargia, e os outros tipos de veneno;
normalmente causam sintomas de anticoagulação.

Conduta:

-Lavar o local da picada com água e sabão;
-Orientar o paciente a evitar todo e qual quer tipo de esforço físico;
-Nunca realizar torniquetes;
-Não tentar cortar o local;
-Não tentar sugar o veneno;
-Nunca colocar fumo, lama ou substâncias caseiras;
-Hidratar a vítima desde que não haja náuseas e ou vômitos.

Procedimentos específicos:

-Encaminhar para centro de referência;
-Sempre que possível identificar a cobra para poder ministrar soro antiofídico específico;
-Estar sempre alerta à prevenção deste tipo de acidente, tais como uso de botas, e evitar levar a mão desavisada em arbustos e ou tocas de animais.

Mais importante que prestar socorro nesse tipo de acidente é fazer a prevenção:

-Não trabalhar ou andar descalço em jardins;
- Não mexer em buracos no chão ou em paredes;
-Olhar bem para o chão ou em paredes; Olhar bem para o chão quando estiver caminhando;
-Ter cuidado com montes de folhas, capim seco, e com mato;
-Lugares onde aparecem muitos roedores (ratos) são os melhores para as cobras se alimentarem;
-Mantenha jardins e quintais limpos; não deixe perto de casa restos de materiais de construção;
-Só ande em regiões de matas com botas até os joelhos.
-Não ataque esses animais, nem procure importuná-los. Eles o atacarão apenas ao sentirem-se ameaçados.


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Texto e Foto - Reprodução

Fonte: www.biblioteca.sebrae.com.br

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