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domingo, 2 de setembro de 2012

Biomas do Brasil

O Brasil possui em seu meio ambiente a maior biodiversidade do planeta. O País abriga aproximadamente 524 espécies de mamíferos, 517 de anfíbios, 1.677 de aves e 468 de répteis. Além disso, dentre essas formas de vida, grande parte é endêmica, ou seja, existem apenas em território brasileiro: 131 espécies de mamíferos, 294 de anfíbios, 191 de aves e 468 de répteis são exclusivos do Brasil.

Dono das maiores reservas de água doce e de um terço das florestas tropicais que ainda restam no mundo, o Brasil, detentor de 20% de toda espécie animal e vegetal do planeta, possui seis biomas: Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa. Segundo definição do IBGE, bioma é o conjunto de vida (vegetal e animal) constituído pelo agrupamento de tipos de vegetação contíguos e identificáveis em escala regional, com condições geoclimáticas similares e história compartilhada de mudanças, o que resulta em uma diversidade biológica própria.

Dentre os biomas brasileiros, a Amazônia, maior floresta tropical úmida do mundo, é o destaque nacional e também global, possuindo a maior variedade de vida da Terra. Com 5,5 milhões de quilômetros quadrados, a Floresta Amazônica possui um terço de todas as espécies vivas do planeta. Estima-se que existam aí mais de 5 milhões de espécies vegetais, das quais apenas 30.000 foram identificadas. Ainda assim, uma entre cada 5 espécies vegetais do mundo está em seu território. Em apenas um de seus hectares podem existir até 300 diferentes tipos de árvores. Quanto à variedade animal, somente no Alto do Juruá no Acre, região da floresta mais rica em biodiversidade, existem 616 espécies de ave, 50 de réptil, 300 de aranha, 140 de sapo, 16 de macaco e 1.620 de borboleta conhecidas.

O Cerrado, bioma conhecido como “savana brasileira”, localiza-se principalmente na região central do país e compreende os Estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Maranhão, Minas Gerais, Piauí e São Paulo, além de outras localidades. Com clima tropical de altas temperaturas e estação seca, o solo desse bioma possui baixo ph, baixa fertilidade e alto nível de alumínio, além de pouca disponibilidade de água em sua superfície. Em razão dessas condições geográficas, o cerrado apresenta uma vegetação adaptada à escassez de nutrientes. As raízes de suas árvores podem, por exemplo, atingir grandes comprimentos na busca da sobrevivência. Com grande número de formigas e cupins, o Cerrado possui uma alta biodiversidade de fauna e flora.

Situado na região centro-oeste dos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul está o Pantanal. Bioma caracterizado como uma grande planície alagável, é a maior área alagada da América do Sul e do mundo. Região de chuvas abundantes entre o final da primavera e verão e clima seco durante o resto do ano, o Pantanal possui uma grande diversidade biológica adaptada às mudanças entre períodos alagados e secos.

A Caatinga brasileira abrange os Estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, além de algumas áreas da Bahia, Alagoas, Pernambuco e Sergipe e localiza-se entre a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica e o Cerrado. Em razão das altas temperaturas e da escassez de chuva, seus solos são pedregosos e secos. Esse bioma possui uma grande riqueza de ambiente e espécies, porém é pouco estudado e habitado, e possui a menor quantidade de unidades de conservação do país.

Os Pampas, ou campos sulinos, localizam-se no Estado do Rio Grande do Sul e se estendem até o Uruguai e a Argentina. Com clima quente durante o verão e temperaturas baixas e maior intensidade de chuva no inverno, esse bioma possui a maior biodiversidade concentrada na fauna: 39% dos mamíferos aí existentes são endêmicos.

Já a Mata Atlântica, estendida do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul, tem na biodiversidade a sua principal característica. Esse bioma é considerado como uma das áreas mais ricas em espécies da fauna e da flora mundial. Ele possui uma grande variedade de espécies endêmicas, especialmente em árvores e bromélias. Existe também uma grande diversidade de animais vertebrados e invertebrados.

Por fim, temos também nosso costeiro, que apesar de não ser considerado um bioma, é é formado por vários ecossistemas que compõem o litoral brasileiro. São manguezais, restingas, dunas, praias, ilhas, costões rochosos, baías, brejos e recifes de corais, entre outros. Por abranger toda a costa brasileira, suas características variam de um lugar para outro. Por isso, as espécies animais, vegetais e os aspectos físicos são diferentes em cada um de seus ecossistemas.


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Fonte: IBGE - Instiuto Brasileiro de Geografia e Estatística

UNIFAP - Universidade Federal do Amapá

USP - Universidade de São Paulo

Portal WWF Brasil

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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Cupuaçu

O Cupuaçu nasce em uma árvore natural da porção brasileira da Amazônia. Seu nome científico é Theobroma grandiflorum, anteriormente conhecida como Sterculiaceae. Este vegetal, que pode ser encontrado até mesmo com 20 metros de altura, embora em média ele meça de 10 a 15 m, é do grupo familiar do cacau.

O fruto desta árvore, igualmente denominada cupuaçuzeiro, cupuaçueiro ou cupu, sustentou durante muito tempo tribos inteiras e os animais da floresta. Ele se transformou em um alimento popular, inclusive internacionalmente, por suas sutis propriedades gastronômicas, pois é normalmente utilizado na confecção de sucos, sorvetes, geléias e tortas, principalmente devido à sua consistência cremosa, que apresenta um sabor incomum.

Este alimento ancestral se torna maduro de janeiro a abril, em meio a uma temporada de chuvas intensas. Em vários centros urbanos da América do Sul a procura por este fruto é tão ampla, que o volume produzido se torna insuficiente. Os índios acreditam que o cupuaçu também detém valores medicinais, após ser benzido por um pajé.

Desta forma era receita imprescindível nos partos difíceis, na forma de suco, nas regiões do Rio Negro e do Orinoco. Até hoje a tribo dos Tikuna se vale das sementes do cupuaçu para aliviar dores no abdômen.

As folhas do cupuaçu alcançam 60 centímetros de comprimento e se caracterizam por ostentarem uma feição ferruginosa no lado inferior. Suas extensas flores apresentam uma coloração vermelho-escura e são as mais vastas desta classe, crescendo atipicamente descoladas do tronco, mais especificamente nos galhos.

O fruto desta árvore pode ser encontrado no formato de uma esfera ou na feição ovóide. Ele pode alcançar até 25 centímetros de comprimento, apresentando sempre o invólucro pétreo e plano, na cor castanho-escura. Suas sementes estão abrigadas em uma polpa branca, azeda e de intenso aroma.

O cupuaçu nasce em terra sólida e distante da superfície, com incrível capacidade de reter água, fértil e bem consistente fisicamente. Seu Ph oscila entre 6,0 e 6,5, sendo ideal para o cultivo deste vegetal. As plantas resultantes podem ser reproduzidas por intermédio de enxertia e através do cultivo de outras sementes.

Seu alto potencial no mercado torna o cultivo do cupuaçu muito cobiçado, principalmente porque sua similaridade com o cacau permite a produção de uma espécie alternativa de chocolate. Assim, em vários territórios brasileiros, vem sendo aprimorada a fabricação de um chocolate de cupuaçu, igualmente conhecido como ‘cupulate’. No Japão já é comum encontrar este produto, portanto é cada vez maior o volume do cupuaçu exportado para este país.

Esta performance econômica do cupuaçu tem provocado também o avanço da biopirataria, principalmente da parte dos japoneses. Recentemente a Asahi Foods, do Japão, viu sua patente do termo cupuaçu suspensa na União Européia, Japão e Estados Unidos, graças ao empenho de ONG’s e do Estado brasileiros.

Cresce também o uso do cupuaçu como bombom, produtos estéticos, licores e vinhos desprovidos de álcool. Avançam pesquisas científicas sobre suas reais propriedades medicinais, especialmente nos órgãos gastro-intestinais.

Fontes:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Cupuaçu
http://www.amazonlink.org/biopirataria/cupuacu.htm


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Texto e Foto - Reprodução

Fonte: www.infoescola.com / Por Ana Lucia Santana

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Taioba

A taioba, cujo nome científico é Xanthosoma sagittifolium (L.), é uma monocotiledônea herbácea, tropical, perene, rizomatosa, que pode atingir até dois metros de altura. Possui como características grandes folhas cordiformes encontradas em tons de verde e roxo escuro, com enormes limbos cerosos e carnosos e, com nervuras marcantes.

A planta é cultivada em praticamente todas as regiões do Brasil e por ser uma espécie tropical, necessita de temperaturas quentes, em torno de 25 a 28 graus Celsius. A taioba não tolera geada e em condições climáticas onde as temperaturas sejam inferiores a 15 graus Celsius, o crescimento da planta é muito comprometido. Para que se desenvolva bem, necessita de solos bem drenados, enriquecidos com matéria orgânica e cujo pH esteja entre 6 e 7. As taiobas podem ser colhidas de 80 a 100 dias após o plantio.

Nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, a melhor época para o plantio de taioba é de setembro a novembro. No Centro-Oeste é de setembro a fevereiro e já na região Nordeste e Norte, onde o calor é predominante, as taiobas podem ser plantadas durante todo o ano.

Pertencente a família Araceae da qual estão inclusas cerca de três mil espécies, entre elas o inhame e diversas plantas ornamentais como o comigo-ninguém-pode e o copo-de-leite, a taioba é destaque por ser uma espécie comestível que apresenta alto teor de minerais e vitaminas.

Da taioba, utiliza-se para o consumo tanto as suas folhas, como também os seus rizomas. As folhas que possuem um sabor suave são excelentes fontes de vitamina A e diversas pesquisas já comprovaram inclusive, que a quantidade desta vitamina encontrada nas folhas de taioba é superior as encontradas nas cenouras, que são fontes de vitamina A, bastante populares. Além disto, as folhas contêm também vitamina C e minerais como o ferro, potássio e manganês. Já o rizoma, é ricamente constituído por carboidratos, porém não é muito consumido quanto às folhas, pelos brasileiros. Na África e na Ásia o consumo dos rizomas é comum.

No Brasil, principalmente nos estados de Mina Gerais, Bahia, Rio de Janeiro e Espírito Santo, aprecia-se muito o consumo de folhas de taioba. Elas que podem ser preparadas de variadas maneiras, desde cruas em saladas, como também refogadas e como ingredientes de receitas exóticas, estão se tornando cada vez mais conhecidas e presente na alimentação dos brasileiros, tanto por serem nutritivas, como também pelos seus poderes medicinais.

Fontes:


http://eptv.globo.com/terradagente/0,0,4,103;10,taioba.aspx
http://www.cnph.embrapa.br/bib/saibaque/taioba.htm
http://www.umassvegetable.org/ethnic-crops/marketing/documents/Taioba.pdf


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Texto e Foto - Reprodução

Fonte: www.infoescola.com / Por Marina Martinez

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Jatobá

Árvore da espécie “Hymenae courbaril”, da família “Leguminosae-Caesalpinoideae”.
O jatobá também é conhecido como jataí; jataí-amarelo; jataí-peba, jitaí, farinheira, imbiúva.

A sua altura média é de quinze a vinte metros, o tronco atinge até um metro de diâmetro, cada folha apresenta de seis a quatorze centímetros de comprimento. A espécie é encontrada do Piauí ao Norte do Paraná. O seu florescimento ocorre durante os meses de outubro a dezembro, os frutos começam a amadurecer a partir do mês de julho.

A madeira do jatobá é utilizada na construção civil, confecção de artigos esportivos, ferramentas, esquadrias e móveis. O fruto desta espécie de árvore apresenta uma farinha comestível.

A casca de seu tronco é lisa com coloração cinza ou castanho-cinza. As folhas são pecioladas e bifoliadas; as flores são hermafroditas com quatro pétalas brancas e alaranjadas. O fruto possui formato de vagem cilíndrica medindo cerca de 8 a 15 cm de comprimento.

O interior do fruto é farináceo, doce e amarelo-claro, cada fruto possui de 2 a 6 sementes. No exterior é encontrada no México, Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbia, Peru e Bolívia.

É grande fonte nutricional das tribos indígenas. Uma espécie muito conhecida é o jatobá-do-cerrado, Ocorre em cerrados e facilmente identificada pelas suas folhas, mesmo na ausência de flores, as folhas são alternas e compostas por dois folíolos. A folha do jatobá possui propriedades medicinais para o fortalecimento das vias respiratórias superiores e aparelho cardio-vascular.


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Texto e Foto - Reprodução

Fonte: www.infoescola.com

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