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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Babosa - Aloe vera

Planta medicinal (cicatrizante e antibiótica) e comestível.
Nome científico: Aloe vera (L.) Burm. f.
Nomes populares: babosa, aloé, babosa-medicinal, erva-de-azebre, caraguatá, caraguatá-de-jardim, erva-babosa, aloé-do-cabo.
Família: Asphodelaceae (Liliaceae)
Centro de origem: Continente africano (provavelmente).
Planta suculenta, de até um metro de altura. Folhas grossas, carnosas e suculentas, dispostas em "roseta", com espinhos. Cresce espontâneamente na região Nordeste. Prefere solo arenoso e não exige muita água.

Outras espécies, de mesmos usos: Aloe arborescens Mill. e Aloe ferox Mill. (possuem florações de colocação rosada/amarelada e avermelhada, respectivamente).

O primeiro uso da babosa que vou citar é muito conhecido: o sumo da babosa é comprovadamente cicatrizante e antimicrobiano, sendo muito recomendada sua aplicação direta sobre ferimentos. Basta cortar a folha, e passar o gel ("mucilagem") dela sobre a ferida ou queimadura. Algumas pessoas, todavia, recomendam retirar com água antes o gel amarelo e utilizar apenas o gel transparente (não é difícil distinguir as diferentes mucilagens da planta). Eu tive bons resultados nos dois casos. Além disso, a planta é muito utilizada para tratar cabelos, sendo utilizada em cosméticos industriais e artesanais.

Já o segundo uso costuma surpreender: a babosa é uma planta comestível, inclusive muito rica em sais minerais. Mexicanos comem ela na salada. Na Venezuela, a mucilagem de babosa é parte do café da manhã, misturado com mel. Porém, ela é de um gosto extremamente forte e amargo, devido ao alto teor químico (alguém acompanha os mexicanos quando eles colocam "um pouquinho" de pimenta na comida?). Recomendação: experimente não com um pouco, mas com uma boa porção de mel junto do pedaço de babosa. Fica uma delícia. Só não exagere na dose, mesmo se você estiver acostumado, para não ter distúrbios pelo excesso de algum nutriente (sim, isso é possível, no caso de alguns sais minerais). Claro que estes distúrbios só podem ocorrer se você comer pedaços grandes de babosa todo dia.

Algo interessante da biologia da babosa é que sua química é das mais visivelmente influenciadas pela umidade e pela exposição ao sol. Dependendo destas variáveis, ao ser cortada ela pode exalar cheiro mais ou menos forte, e maior ou menor quantidade de mucilagem. Infelizmente eu nunca sistematizei minhas experiências com babosa, então não posso dar mais detalhes.

Mas algumas pessoas sistematizaram. E pelo menos uma com um fim muito nobre: tratar câncer. O último uso de babosa que vou citar hoje é uma receita, elaborada e melhorada pelo Frei Romano Zago, relatada em seu livro "Câncer têm cura!" (ver referências). Eu nunca experimentei a receita, porém muitos conhecidos, principalmente por intermédio de minha mãe, que divulgou entre os amigos a receita, alegaram ter se curado completamente usando a planta. Esta mesma receita pode ser tomada por pessoas saudáveis pelo menos uma vez ao ano, como tônico e rejuvenescedor, e para prevenir câncer.

Atenção:
- Colher a babosa de preferência de madrugada, antes do nascer do sol, e após 5 dias sem chuva (3 dias, pelo menos). Não colher com orvalho (para evitar o orvalho, colher a planta no meio da noite). Colher logo após o pôr-do-sol não é bom, pode-se colher parcialmente a química diurna da planta, que não é a desejada.
- Recomenda-se que o pé tenha alguns anos de vida. 
- Preparar o remédio logo após a colheita. Tanto a colheita quanto a preparação é ideal que sejam feitos ainda longe da luz solar, no escuro. Separe recipientes opacos para guardar o preparado final. Não lave a babosa com água! Use um pano seco ou uma esponja seca para remover qualquer poeira que exista nas folhas antes de começar.

Ingredientes
- Duas, três, ou quatro folhas de babosa (duas, se tiverem 50cm, três se tiverem 35cm, quatro, se tiverem 25cm), de modo a completar aproximadamente 1 metro, em fileira.
- Meio quilo de mel de abelha (evitar mel artificial, refinado, ou outras falsificações).
- 40 a 50 ml de bebida destilada (cachaça de alambique, uísque, conhaque, etc.; não entram álcool puro, vinho, cerveja, licores).A quantidade que cabe em uma pequena xícara de café.
- Não precisa ser apegado as estas medidas. Precisa sim ser apegado em colher em tempo seco e à noite!

Preparo
- Corte a babosa primeiro tirando os espinhos com uma faca afiada, depois picando em cubos.
- Tudo para liquidificador. Misture todos os ingredientes bem, até virar um creme esverdeado. Está pronto.
- Guarde em um recipiente tampado e opaco, como um vidro escuro, e na geladeira, evitando a luz.

Como tomar:
- Três vezes ao dia, ao fim do jejum antes de cada refeição, tomar uma ou duas colheres do preparado.
- Tomar por 10 dias, então não tomar por pelo menos outros 10 dias, antes de tomar por outros 10 dias, assim sucessivamente, até a cura. Quem estiver tomando como tônico, tomar apenas a primeira série de 10 dias, e a seguinte, se desejar, apenas após alguns meses.

Obviamente, não é necessário parar outros tratamentos para tomar o preparado de babosa. E este em nada afeta os outros tratamentos.
(a menos, é claro, na possível obtenção de uma cura mais rápida)


Referências:
“Plantas Medicinais no Brasil – Nativas e Exóticas”, Harri Lorenzi e F. J. Abreu Matos. 2ª Edição, Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008.
“Câncer tem cura!”, Frei Romano Zago, OFM. 11ª Edição, Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 1997.

AVISO GERAL: Sempre que utilizar plantas medicinais, certifique-se de colher a espécie correta, e que a planta esteja saudável e tenha crescido em bom solo. Ou seja: evite plantas próximas à esgoto, lixo, sujeira, etc. Evite plantas com sinais de predação por insetos ou fungos. Não utilize produtos agroquímicos sobre plantios de finalidade medicinal. Leia atentamente as dicas e recomendações, no mundo biológico todo detalhe é importante.

O SUCO QUE CURA GRIPE E DESINTOXICA O FÍGADO

INGREDIENTES:

06 folhas de babosa
01 copo (americano) de água ou suco de laranja
1/2 maçã picada
01 folha de couve

MODO DE PREPARAR:

Tire os espinhos das folhas, lave e pique. Bata no liquidificador e coe. Despeje esse suco novamente no liquidificador junto com os demais ingredientes e bata. Tome em jejum uma vez por dia.

ATENÇÃO: esse suco não é indicado para gestantes. A casca possui uma substância que pode provocar parto prematuro.


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Fonte: vida-nos-bosques.blogspot.com.br/2011/04/babosa-aloe-vera.html#more

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domingo, 1 de abril de 2012

Babosa; Aloe - Plantas Medicinais

Nome popular: Babosa, Aloe

Nome científico: Aloe vera (L.) Burm. f.

Família: Liliaceae.

Origem: África.

Propriedades: Cicatrizante, antimicrobiana, emoliente (hidratante da pele).

Características: Planta herbácea suculenta, de até 1 metro de altura. Quando cortadas deixam escorrer um suco viscoso, amarelado, e muito amargo. Além de ser cultivada para fins medicinais, cosméticos e ornamentais, cresce também de forma espontânea em toda a região nordeste brasileira. Outras espécies desse gênero são igualmente cultivadas para os mesmos finas, das quais as mais importantes são: A. arborescens Mill. e Aloe ferox Mill.

Parte usada: Folhas.

Usos: Esta é uma das plantas de uso tradicional mais antigo que se conhece, inclusive pelos judeus que costumavam envolver os mortos em lençol embebido no sumo de aloe, para retardar a putrefação e extrato de mirra, para encobrir o cheiro da morte, como ocorreu com Jesus Cristo ao ser retirado da cruz. Na medicina popular ocidental seu uso mais comum é no tratamento dos cabelos.

O líquido da planta possui atividade fortemente cicatrizante que é devida ao polissacarídeo e uma boa ação antimicrobiana sobre bactérias e fungos, resultante do complexo fitoterápico (conjunto de substâncias).

Forma de uso / dosagem indicada: É indicada como cicatrizante nos casos de queimaduras e ferimentos superficiais da pele, pela aplicação local do sumo fresco, diretamente ou cortando-se uma folha. Depois de bem limpa, de modo a deixar o gel exposto para servir como um delicado pincel.

No caso de hemorróidas são usados pedaços cortados de maneira apropriada, como supositórios. Estes pedaços podem ser facilmente cortados com o auxílio de um aplicador vaginal ou de uma seringa descartável. Nas contusões, entorses e dores reumáticas emprega-se a alcoolatura preparada pela mistura de pequenos pedaços das folhas (50g) com meio litro de uma mistura de álcool e água passada através de um pano. Esta mistura pode ser aplicada na forma de compressas e massagens nas partes doloridas.

Alguns compostos na planta podem ser tóxicos quando ingeridos em grandes quantidades, especialmente em crianças, causando grande retenção de líquidos que pode levar à morte.

Cultivo: Prefere solos arenosos, não exigindo muita água. Pode ser multiplicada por separação dos brotos laterais (filhação).

Referências bibliográficas:
Lorenzi, H. et al. 2002. Plantas Medicinais no Brasil.
Vieira, L. S. 1992. Fitoterapia da Amazônia.


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Texto e Foto - Reprodução

Fonte: www.cultivando.com.br

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