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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Cupuaçu

O Cupuaçu nasce em uma árvore natural da porção brasileira da Amazônia. Seu nome científico é Theobroma grandiflorum, anteriormente conhecida como Sterculiaceae. Este vegetal, que pode ser encontrado até mesmo com 20 metros de altura, embora em média ele meça de 10 a 15 m, é do grupo familiar do cacau.

O fruto desta árvore, igualmente denominada cupuaçuzeiro, cupuaçueiro ou cupu, sustentou durante muito tempo tribos inteiras e os animais da floresta. Ele se transformou em um alimento popular, inclusive internacionalmente, por suas sutis propriedades gastronômicas, pois é normalmente utilizado na confecção de sucos, sorvetes, geléias e tortas, principalmente devido à sua consistência cremosa, que apresenta um sabor incomum.

Este alimento ancestral se torna maduro de janeiro a abril, em meio a uma temporada de chuvas intensas. Em vários centros urbanos da América do Sul a procura por este fruto é tão ampla, que o volume produzido se torna insuficiente. Os índios acreditam que o cupuaçu também detém valores medicinais, após ser benzido por um pajé.

Desta forma era receita imprescindível nos partos difíceis, na forma de suco, nas regiões do Rio Negro e do Orinoco. Até hoje a tribo dos Tikuna se vale das sementes do cupuaçu para aliviar dores no abdômen.

As folhas do cupuaçu alcançam 60 centímetros de comprimento e se caracterizam por ostentarem uma feição ferruginosa no lado inferior. Suas extensas flores apresentam uma coloração vermelho-escura e são as mais vastas desta classe, crescendo atipicamente descoladas do tronco, mais especificamente nos galhos.

O fruto desta árvore pode ser encontrado no formato de uma esfera ou na feição ovóide. Ele pode alcançar até 25 centímetros de comprimento, apresentando sempre o invólucro pétreo e plano, na cor castanho-escura. Suas sementes estão abrigadas em uma polpa branca, azeda e de intenso aroma.

O cupuaçu nasce em terra sólida e distante da superfície, com incrível capacidade de reter água, fértil e bem consistente fisicamente. Seu Ph oscila entre 6,0 e 6,5, sendo ideal para o cultivo deste vegetal. As plantas resultantes podem ser reproduzidas por intermédio de enxertia e através do cultivo de outras sementes.

Seu alto potencial no mercado torna o cultivo do cupuaçu muito cobiçado, principalmente porque sua similaridade com o cacau permite a produção de uma espécie alternativa de chocolate. Assim, em vários territórios brasileiros, vem sendo aprimorada a fabricação de um chocolate de cupuaçu, igualmente conhecido como ‘cupulate’. No Japão já é comum encontrar este produto, portanto é cada vez maior o volume do cupuaçu exportado para este país.

Esta performance econômica do cupuaçu tem provocado também o avanço da biopirataria, principalmente da parte dos japoneses. Recentemente a Asahi Foods, do Japão, viu sua patente do termo cupuaçu suspensa na União Européia, Japão e Estados Unidos, graças ao empenho de ONG’s e do Estado brasileiros.

Cresce também o uso do cupuaçu como bombom, produtos estéticos, licores e vinhos desprovidos de álcool. Avançam pesquisas científicas sobre suas reais propriedades medicinais, especialmente nos órgãos gastro-intestinais.

Fontes:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Cupuaçu
http://www.amazonlink.org/biopirataria/cupuacu.htm


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Texto e Foto - Reprodução

Fonte: www.infoescola.com / Por Ana Lucia Santana

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Taioba

A taioba, cujo nome científico é Xanthosoma sagittifolium (L.), é uma monocotiledônea herbácea, tropical, perene, rizomatosa, que pode atingir até dois metros de altura. Possui como características grandes folhas cordiformes encontradas em tons de verde e roxo escuro, com enormes limbos cerosos e carnosos e, com nervuras marcantes.

A planta é cultivada em praticamente todas as regiões do Brasil e por ser uma espécie tropical, necessita de temperaturas quentes, em torno de 25 a 28 graus Celsius. A taioba não tolera geada e em condições climáticas onde as temperaturas sejam inferiores a 15 graus Celsius, o crescimento da planta é muito comprometido. Para que se desenvolva bem, necessita de solos bem drenados, enriquecidos com matéria orgânica e cujo pH esteja entre 6 e 7. As taiobas podem ser colhidas de 80 a 100 dias após o plantio.

Nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, a melhor época para o plantio de taioba é de setembro a novembro. No Centro-Oeste é de setembro a fevereiro e já na região Nordeste e Norte, onde o calor é predominante, as taiobas podem ser plantadas durante todo o ano.

Pertencente a família Araceae da qual estão inclusas cerca de três mil espécies, entre elas o inhame e diversas plantas ornamentais como o comigo-ninguém-pode e o copo-de-leite, a taioba é destaque por ser uma espécie comestível que apresenta alto teor de minerais e vitaminas.

Da taioba, utiliza-se para o consumo tanto as suas folhas, como também os seus rizomas. As folhas que possuem um sabor suave são excelentes fontes de vitamina A e diversas pesquisas já comprovaram inclusive, que a quantidade desta vitamina encontrada nas folhas de taioba é superior as encontradas nas cenouras, que são fontes de vitamina A, bastante populares. Além disto, as folhas contêm também vitamina C e minerais como o ferro, potássio e manganês. Já o rizoma, é ricamente constituído por carboidratos, porém não é muito consumido quanto às folhas, pelos brasileiros. Na África e na Ásia o consumo dos rizomas é comum.

No Brasil, principalmente nos estados de Mina Gerais, Bahia, Rio de Janeiro e Espírito Santo, aprecia-se muito o consumo de folhas de taioba. Elas que podem ser preparadas de variadas maneiras, desde cruas em saladas, como também refogadas e como ingredientes de receitas exóticas, estão se tornando cada vez mais conhecidas e presente na alimentação dos brasileiros, tanto por serem nutritivas, como também pelos seus poderes medicinais.

Fontes:


http://eptv.globo.com/terradagente/0,0,4,103;10,taioba.aspx
http://www.cnph.embrapa.br/bib/saibaque/taioba.htm
http://www.umassvegetable.org/ethnic-crops/marketing/documents/Taioba.pdf


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Texto e Foto - Reprodução

Fonte: www.infoescola.com / Por Marina Martinez

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Jatobá

Árvore da espécie “Hymenae courbaril”, da família “Leguminosae-Caesalpinoideae”.
O jatobá também é conhecido como jataí; jataí-amarelo; jataí-peba, jitaí, farinheira, imbiúva.

A sua altura média é de quinze a vinte metros, o tronco atinge até um metro de diâmetro, cada folha apresenta de seis a quatorze centímetros de comprimento. A espécie é encontrada do Piauí ao Norte do Paraná. O seu florescimento ocorre durante os meses de outubro a dezembro, os frutos começam a amadurecer a partir do mês de julho.

A madeira do jatobá é utilizada na construção civil, confecção de artigos esportivos, ferramentas, esquadrias e móveis. O fruto desta espécie de árvore apresenta uma farinha comestível.

A casca de seu tronco é lisa com coloração cinza ou castanho-cinza. As folhas são pecioladas e bifoliadas; as flores são hermafroditas com quatro pétalas brancas e alaranjadas. O fruto possui formato de vagem cilíndrica medindo cerca de 8 a 15 cm de comprimento.

O interior do fruto é farináceo, doce e amarelo-claro, cada fruto possui de 2 a 6 sementes. No exterior é encontrada no México, Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbia, Peru e Bolívia.

É grande fonte nutricional das tribos indígenas. Uma espécie muito conhecida é o jatobá-do-cerrado, Ocorre em cerrados e facilmente identificada pelas suas folhas, mesmo na ausência de flores, as folhas são alternas e compostas por dois folíolos. A folha do jatobá possui propriedades medicinais para o fortalecimento das vias respiratórias superiores e aparelho cardio-vascular.


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Texto e Foto - Reprodução

Fonte: www.infoescola.com

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Gabiroba

A gabirobeira é um arbusto silvestre, típico do cerrado brasileiro, acostumado a se desenvolver em clima tropical quente e com baixo índice pluviométrico, e por esse motivo deve estar sempre exposto ao sol. Esta planta, pertencente à família das Mirtáceas, pode atingir uma altura de até 15 metros, com um tronco ereto e rajado de branco e uma copa densa, cujas folhas exalam uma aroma característico.

Seu fruto, a gabiroba, possui um formato arredondado, de cor verde-amarelada e uma polpa esverdeada e suculenta, que envolve diversas sementes. Ao se extrair as sementes do fruto, as mesmas devem ser semeadas logo uma vez que perdem rapidamente a capacidade de germinar. A gabiroba é rica em proteínas, carboidratos, niacina, sais minerais, vitaminas do complexo B. São usadas no combate à gripe e no tratamento de diarréias, cãibras e males do trato urinário.

As folhas da gabiroba possuem propriedades medicinais adstrigentes e antidiarréica. A infusão destas folhas pode ser usada como um relaxante muscular através de banhos de imersão, e assim aliviar dores. Estas folhas simples e glandulares, possuem a face superior com a nervura central impressa, e a face inferior com ou sem pêlos.

Já a polpa pode ser utilizada em diversas aplicações culinárias como geléias, sucos, doces, sorvetes, pudins, licores, batidas ou cachaça, além de poder ser consumida ao natural.

Sua madeira tem um belo aspecto rajado, de exuberantes manchas brancas, oriundo das várias lascas desprendidas com o tempo, porém tem um uso limitado na construção civil tornando-a uma forte fonte para lenha e carvão. Isso porque é pesada, com uma textura média, sujeita ao rachamento na secagem e pouco durável.

Todavia, a gabirobeira é utilizada na arborização em geral, graças a sua bela conformação ornamental, principalmete na primavera, quando sua copa se enche de pequenas flores brancas, dando um agradável e relaxante sensação de limpeza e claridade ao ambiente. Pode ser utilizada também para arborização e reflorestamento de áreas degradadas.

O nome gabiroba possui raiz na língua tupi-guarani e significa casca amarga. O fruto ainda é pouco experimentada em pomares comerciais. Trata-se de uma planta perene, cuja a flor é hermafrodita e autofértil, da mesma família da goiaba e do araçá. Talvez por isso seu gosto adocidado lembre um pouco o sabor das frutas citadas.

Não há informações sobre a venda em grandes quantidades da gabiroba, encontradas mais facilmente no chão de quintais e pomares.

Fontes:


http://www.frutas.radar-rs.com.br
http://revistagloborural.globo.com
http://www.4elementos.bio.br
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gabiroba


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Texto e Foto - Reprodução

Fonte: www.infoescola.com

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Como Testar se uma Planta é Comestível

Amora é muito rica em vitaminas A, B e C e contém ácido cítrico. Tem propriedades depurativas, digestivas e refrescantes

Se algum dia você ficar perdido no mato por muitos dias sem comida, você vai ter que achar um meio de se alimentar. Se estiver preparado e conhecer a área, você não vai ter problemas em encontrar plantas comestíveis; porém, se ocorrer o pior e você não souber se uma planta é segura, siga estas regras para testar.

Passos

  1. Planeje cuidadosamente para evitar ter que usar os métodos deste artigo. Algumas plantas são letais, e mesmo seguindo estas regras com perfeição, sempre existe uma chance de que uma planta lhe faça mal. Prepare-se para ir para o campo; aprenda sobre a fauna e a flora local e leve um livro de taxonomia para identificar plantas. Mesmo se não estiver preparado e não puder encontrar comida segura, lembre-se de que o corpo humano pode passar dias sem comida, dependendo do seu nível de atividade. É melhor passar fome que morrer envenenado.
  2. Encontre uma planta que exista em abundância. Não é uma boa idéia testar a planta se não houver o bastante para comer na região.
  3. Não beba nem coma nada por oito horas antes do teste, exceto água pura. Se tiver que usar este método, este passo é inevitável.
  4. Divida a planta em partes. Algumas plantas têm partes comestíveis e partes venenosas. Na verdade, você só quer testar se uma das partes (folha, raiz ou caule) é comestível.
  5. Descubra se a planta tem veneno que afeta pelo tato. Plantas deste tipo causam irritação só de encostar na pele. Esfregue a parte da planta no interior (o lado mais sensível) do cotovelo ou pulso. Esmague a planta, de modo a deixar a seiva tocar a pele, e deixe lá por 15 minutos. Se o local se alterar de alguma forma nas próximas 8 horas, não continue testando esta parte da planta.
  6. Prepare uma pequena porção da planta. Algumas plantas só são venenosas cruas; é uma boa idéia cozinhar a que estiver testando, se isto for possível. Se não puder cozinhá-la ou se souber que não será possível cozinhá-la no futuro, teste ela crua.
  7. Segure um pedaço pequeno da parte cozida contra um dos lábios por 3 minutos. Não ponha dentro da boca. Se sentir alguma reação, como uma queimação ou coceira, pare os testes.
  8. Coloque outra porção na língua. Segure-a no local sem mastigar por 15 minutos. Se sentir algo, pare os testes.
  9. Mastigue a planta e segure-a na boca por 15 minutos. Mastigue bem e não engula. Pare os testes se sentir algo.
  10. Engula uma pequena porção.
  11. Espere oito horas. Não coma ou beba nada durante este período, exceto água pura. Se se sentir mal ou enjoado, provoque vômito imediatamente e beba bastante água. Se tiver carvão ativo, tome-o junto com a água. Pare os testes se tiver qualquer reação adversa.
  12. Coma 1/4 xícara da mesma planta, preparando-a do mesmo modo. É importante usar a mesma parte da mesma planta e prepará-la da mesmo forma que na amostra inicial.
  13. Espere 8 horas. Não ingira nada, exceto água pura. Provoque vômito imediatamente se se sentir mal. Se nenhuma reação ocorrer, você pode apenas considerar que aquela parte da planta é comestível, e apenas se preparada do jeito que usou no teste.
  14. Comece a testar outra parte se a que você escolheu tiver falhado.
    • Se a primeira planta tiver falhado já no teste de contato, você pode testar logo uma outra planta no seu outro braço, ou atrás do joelho.
    • Se a planta tiver causado uma reação antes de ser engolida, espere até que os efeitos tenham passado antes de testar outra planta.
    • Se a reação tiver ocorrido depois de ingerir, espere até que os sintomas tenham passado.
    • Apesar de poder haver outras partes da mesma planta que sejam comestíveis, é preferível testar outra planta do que continuar na mesma.

Método Alternativo

Se estiver em uma situação na qual tenha acesso a outras fontes de comida (seguras), você pode incorporar este teste à sua dieta gradualmente, separando-o em 3 estágios e usando as suas 8 horas de sono como as 8 horas de preparação para o teste. Você só deve tentar executá-lo se estiver lutando pela sua sobrevivência (ou seja, se sua comida estiver acabando e você precisar testar outra fonte de alimento) ou se não conseguir encontrar informações sobre um determinado tipo de planta e estiver disposto a correr os riscos envolvidos (envenenamento e talvez morte).

  1. Acorde e faça o teste de contato. Após 8 horas, faça uma refeição normal (não coma a planta sendo testada).
  2. Na manhã seguinte, complete o teste engolindo um pedaço pequeno. Após oito horas, se você estiver vivo e bem, coma uma refeição normal novamente.
  3. Coma a amostra completa (1/4 xícara) da planta na terceira manhã. Após oito horas, comemore a adição de uma nova planta comestível ao seu cardápio selvagem comendo uma boa porção da mesma!
  4. Não deixe de seguir os outros passos, dicas e avisos. Este método alternativo serve apenas para evitar as 24 horas de jejum e permite que você teste novas plantas sem passar fome por mais de 16 horas por dia - e somente 8 horas no último dia, caso você já possa se alimentar apenas com 1/4 xícara da planta.

Dicas

  • Este artigo, principalmente a seção de Avisos, pode deixar de fora algumas plantas comestíveis, mas os avisos estão lá para lhe ajudar a evitar as plantas venenosas mais comuns.
  • Frutinhas agregadas, como a amora e a framboesa, são sempre seguras para comer - apesar de que, em locais em que são consideradas pragas, elas podem conter pesticidas.
  • Cozinhe sempre as partes subterrâneas das plantas, para matar bactérias e fungos.
  • Descasque frutas tropicais maduras e coma-as cruas. Se tiver que comer uma fruta verde, cozinhe antes. Siga todos os outros testes com estas frutas, a não ser que já saiba que ela é comestível.

Avisos

  • Em geral, evite plantas espinhosas. Se uma planta tiver frutinhas agregadas, elas são seguras.
  • Evite cogumelos e outros fungos. Existem muitos fungos comestíveis, mas a maioria é letal, e se você não for um conhecedor de fungos, é muito difícil dizer qual é qual, mesmo depois de ter testado.
  • Evite plantas com folhas lustrosas.
  • Evite plantas com frutinhas amarelas ou brancas.
  • Evite plantas com flores em forma de guarda-chuva.
  • Evite plantas com seiva leitosa.
  • Não presuma que uma planta que é comestível cozida é comestível crua.
  • Não presuma que uma planta é comestível só porque você viu animais comendo ela.
  • Após ter determinado que uma planta é comestível, tome cuidado para colher sempre a mesma planta. Muitas plantas são parecidas.
  • Testar plantas pode ser perigoso. Faça isto apenas se estiver em uma situação de emergência.


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Texto e Foto - Reprodução

Fonte: pt.wikihow.com

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