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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Mico-leão-dourado

O mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) é um mamífero pertencente à família Callitrechidae e à ordem Primates. O comprimento deste animal varia de 20 a 37 cm, o rabo mede de 30 a 40 cm. Seu peso oscila entre 360 e 800 g e sua pelagem, suave e sedosa, tem cor amarelo dourado e está disposta sobre sua cabeça em forma de juba, fato que lhe valeu o apelido.

O mico-leão-dourado atinge a maturidade aos dois anos e pode viver (em cativeiro) até 15 anos. Esta espécie de primata se diferencia dos outros por possuir dois molares, ao invés de três, em cada lado da mandíbula superior e, com exceção do polegar, por ter garras em vez de unhas.

Este mico habita o sudeste do Brasil (na mata atlântica do Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo). Seus hábitos são diurnos e arborícolas e, durante a noite, dorme nos buracos das árvores. Sua alimentação é baseada em frutas (mais de 70 tipos diferentes), seiva, flores, invertebrados e répteis (estes dois últimos procurados no interior de bromélias).


A estrutura social é a família, formada por um casal e seus filhotes (o grupo é composto por mínimo 3 e, no máximo, 7 integrantes). Os membros da família costumam ficar próximos uns dos outros. Cada família se desloca por uma zona específica, chamada área de ação (esta área tem de 36 a 61 hectares e é defendida pelos membros da família). Foram observados casos deste animal vivendo sozinho.

Normalmente só quem reproduz no grupo é a fêmea dominante, esta controla suas filhas por meio de agressão para evitar que elas procriem. A reprodução ocorre, na maioria dos casos, uma vez por ano, a maior parcela de nascimentos acontece de setembro a fevereiro e o período de gestação dura de 127 a 137 dias. Em cada parto a fêmea dá à luz a um ou dois filhotes. Os membros do grupo ajudam a mãe a cuidar das crias, que são transferidas para outro integrante, após 7 dias.

Graças ao tráfico desta espécie, ao envio de animais para zoológicos e à destruição do seu habitat, para desenvolvimento da agricultura, criação de gado e urbanização, o mico-leão-dourado está ameaçado de extinção. Dada a perigosa situação deste primata, desde 1.984, foram introduzidos na natureza vários exemplares criados em cativeiro, mas os resultados tiveram êxito relativo, visto que, até 2.004, somente 65% dos animais sobreviveram por mais de 6 meses. Há estimativas de que, hoje, existam aproximadamente 2.000 exemplares deste animal vivendo em liberdade, mas ainda é um número pequeno para a continuidade da espécie.


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Texto e Foto - Reprodução

Fonte: www.infoescola.com

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Ariranha

A ariranha (Pteronura brasiliensis) é um mamífero da família Mustelidae, a mesma das lontras. No entanto, a ariranha é bem maior, podendo medir 1,8 metros, e pesar até 34 quilos. É encontrada em várias regiões da América do Sul. No Brasil, é encontrada principalmente nas bacias: Amazônica, Alta Bacia do Paraguai, do São Francisco e na Bacia do Paraná.

A pelagem da ariranha é curta e tem cor castanha, ficando mais escura quando molhada. Em seu queixo, peito e garganta, a ariranha apresenta manchas amareladas. A ponta do focinho da ariranha é coberta de pêlos. A cauda da ariranha e musculosa e achatada do meio até a ponta, fazendo dela uma espécie de leme para o deslocamento na água. Além da cauda, os pés largos e com membranas entre os dedos fazem da ariranha uma excelente nadadora.

Brincalhonas e barulhentas, as ariranhas vivem em pequenos grupos de até nove indivíduos – embora possam formas grupos temporários de até 20 ariranhas – nas margens de rios e lagos. Cada grupo domina um território de aproximadamente 12 km². Abrigam-se e reproduzem em tocas nas margens de rios e lagos, passam a maior parte do tempo na água, e seus hábitos são predominantemente diurnos.

A ariranha alimenta-se de peixes, pequenos crustáceos, moluscos, cobras e até filhotes de jacarés. Caça o peixe (geralmente grande) durante o mergulho, com a boca, mas sai da água para consumi-lo com a ajuda das mãos, embora não seja incomum vê-las se alimentando enquanto nadam de costas.

As ariranhas são monogâmicas. A reprodução ocorre na estação das chuvas, geralmente entre janeiro e março, sendo que a gestação dura aproximadamente 70 dias. De cada gestação nascem entre 1 e 5 filhotes. Durante os três primeiros meses, os filhotes não saem da toca, onde recebem o alimento da mãe. Após esse período, se unem ao grupo, que defendem os filhotes em conjunto. Com um ano, os filhotes começam a se tornar independentes. Entre 2 e 3 anos, as ariranhas alcançam a maturidade sexual.

A destruição do habitat natural das ariranhas somada a caça desses animas durante décadas – por causa de sua pele macia e sedosa – fazem com que essa espécie seja considerada vulnerável e ameaçada de extinção.

Referências:

MMA/SINIMA. Ariranha: Pteronura brasiliensis. Disponível em:
http://ambientes.ambientebrasil.com.br/fauna/mamiferos/ariranha_%28pteronura_brasiliensis%29.html.

Foto: www.cpap.embrapa.br/fauna/ariranha.html


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Fonte: www.infoescola.com/

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Capivara

A capivara (Hydrochoerus hydrochoeris) é um mamífero roedor que pertence à família Hydrochaeridae. Trata-se do maior animal entre os roedores.

Um animal adulto chega a ter 1,20 m de comprimento e pesa até 60 kg, em seu habitat natural. Em cativeiro chega a 80 kg. Sua pelagem é rala e grosseira, de cor castanha. Seus dedos, quatro nas patas dianteiras e três nas traseiras, são unidos por membranas que a tornam uma ágil nadadora. Seus dentes incisivos medem 1 cm de largura e podem chegar a 7 cm de comprimento, pois apesar de serem frequentemente desgastados (devido ao hábito das capivaras de roerem troncos e pedras), eles não param de crescer.


Típica da América do Sul, a capivara é encontrada desde o norte da Argentina até o Panamá. Vive nos arredores dos rios ou lagos, em pastagens e em florestas úmidas ou secas. No Brasil é encontrada na região do Pantanal.

Excelente nadadora, a água é seu refugio para fugir de predadores. Por esse motivo, geralmente se afasta no máximo a 3 km da água. A capivara é capaz de permanecer submersa por mais de 5 minutos.

As capivaras vivem em bandos de até 30 indivíduos. Cada bando é composto por um macho dominante, pelas fêmeas e seus filhotes e por outros machos subordinados ao líder. Em terra, o bando sempre anda em fila, se preferência sempre pelas mesmas trilhas, mesmo porque, os territórios são demarcados pelos machos graças a uma glândula sebácea grande entre o focinho e a testa. Ao esfregar a glândula em árvores, nas fêmeas e nos filhotes, a glândula libera um forte odor que demarca seu território. Seus hábitos são noturnos, embora desenvolvam atividades durante o dia. Alimenta-se de grama, capim, vegetação aquática e de algas.

A reprodução das capivaras ocorre o ano todo, embora seja maior o número de gestações nos primeiros meses da estação das chuvas. Geralmente o macho dominante é o responsável por copular com todas as fêmeas de seu bando. A fêmea chega a ter duas crias por ano, sendo que em cada cria o número de filhotes varia entre 1 e 8. O período de gestação varia de 119 a 125 dias.

Os filhotes nascem com aproximadamente 2 kg, de olhos abertos, com a pelagem formada e com todos os dentes. Com três dias já comem grama, embora a amamentação dure 90 dias. A fêmea é ótima mãe, cuidando dos filhotes com esmero até o desmame. Após esses 90 dias o filhote se torna independente, podendo inclusive formar um novo grupo. A capivara pode viver aproximadamente 12 anos.

A carne da capivara é muito apreciada, o que por vezes fez esse animal ser caçado pelo homem. Atualmente existem criações de capivara em cativeiro para suprir esse mercado.


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Fonte: www.infoescola.com

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Anta Brasileira

A anta brasileira (Tapirus terrestris) é um mamífero terrestre da família Tapiridae. Trata-se do maior mamífero da América do Sul. Geralmente as fêmeas são maiores, medindo até 2 m de comprimento, 1 m de altura e pesando até 300 kg.

O corpo da anta brasileira tem o formato parecido com a dos porcos, porém têm um tom de pele mais acinzentado. Seus pêlos são curtos e macios e não cobrem o corpo inteiro. Seus pés traseiros têm 3 dedos, enquanto os dianteiros apresentam um quarto dedo, um pouco reduzido. Sua cauda é fina e curta. No lugar dos lábios superiores, as antas apresentam uma pequena tromba, de até 17 cm, preênsil e flexível. Na tromba existem pêlos sensíveis à umidade e a cheiro.

Existem 4 espécies de anta: a Tapirus terrestris (Anta-brasileira), a Tapirus pinchaque (Anta-andina) e a Tapirus bairdii (Anta-de-Baird) habitam em diversos países da América do Sul, enquanto a Tapirus indicus (Anta-malaia), é encontrada em Sumatra, Laos, Myanmar, Tailândia, Malásia peninsular, e Vietnã.

A anta brasileira, aqui descrita, na verdade é encontrada em toda a América do Sul, exceto no Chile e no Uruguai. No Brasil, são mais encontradas nas áreas próximas aos rios Paraná e Paraguai, na bacia do rio da Prata e na bacia do rio Amazonas. As antas sempre estão próximas aos rios por que é neles que ela prefere se esconder de predadores. É uma ótima nadadora.

As antas têm hábitos noturnos, permanecendo escondida na floresta durante a noite. São animais herbívoros, alimentando-se de frutas, folhas, grama, ramos, brotos, caules, cascas de árvores e plantas aquáticas.

Eventualmente pastam em plantações de arroz, cana-de-açúcar, milho, entre outras. As antas costumam demarcar seu território graças a uma glândula facial que libera um odor típico por onde ela passa. Os machos da espécie demarcam seu território urinando sempre nos mesmos lugares. Além disso, emitem estalidos, assobios e bufos em diferentes situações.

Esses animais são solitários, formando casais somente na época da reprodução. Nessa época, os machos emitem estridentes assobios para atrair as fêmeas. O casal pode copular dentro ou fora da água. Logo após, o casal se separa.

A gestação dura entre 390 e 400 dias, nascendo um filhote a cada gestação, salvo raras exceções. Ao nascer, os filhotes são rajados de branco e marrom, coloração que permanece por 5 meses. Enquanto a mãe produzir leite o filhote é amamentado. Adquire a mesma aparência dos adultos por volta de um ano e meio.

Os predadores das antas são as sucuris e as onças, além do homem, que a caça pela sua carne muito apreciada. A anta é um animal pacífico, tímido, e indefeso em relação ao homem. Não existem informações precisas sobre a expectativa de vida das antas em seu habitat natural, embora em cativeiro ela chegue aos 35 anos.


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Fonte: www.infoescola.com

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Tamanduá Bandeira

O tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), também conhecido como papa-formigas, é um mamífero quadrúpede e desdentado pertencente à família Myrmecophagidae e à ordem Xenarthra. È um animal de aspecto bem diferente, solitário, pacífico e cauteloso que costuma caçar tanto durante o dia como durante a noite. Pode-se encontrar este estranho animal desde a América central (Belize) até a América do Sul (Argentina).

Este mamífero tem uma pelagem espessa que se torna maior na cauda. O focinho dele tem formato cilíndrico. Sua visão é fraca, mas sua capacidade de olfação é bem aguçada (cerca de 40 vezes maior que a do homem), desta forma, ele não tem problemas para localizar facilmente um formigueiro ou um cupinzeiro na hora de se alimentar. O peso de um adulto desta espécie pode pesar até 40 kg, seu comprimento pode chegar até 2m (incluindo a cauda) e sua altura pode atingir 60 cm. Eles têm uma coloração acinzentada, com faixas diagonais pretas com as bordas brancas.

Este animal é dotado de fortes e longas garras dianteiras com as quais escava as resistentes paredes dos formigueiros e cupinzeiros onde, em seguida, introduz sua língua, pegajosa e longa (aproximadamente 60 cm), que é utilizada para explorar as galerias do formigueiro e levar os insetos à boca, normalmente formigas, cupins, larvas, besouros. Por dia o tamanduá-bandeira é capaz de ingerir até 30.000 insetos. As garras também são utilizadas para se defender dos predadores, situação na qual o tamanduá-bandeira abraça seu predador para cravar-lhe as longas garras. É daí que surge a expressão popular “abraço de tamanduá”.

Infelizmente o tamanduá-bandeira é mais um animal ameaçado de extinção devido ao fato do homem estar destruindo seu habitat. Os fatores que têm contribuído para isso são: a caça indiscriminada, as queimadas (e seu pêlo é extremamente inflamável) e o avanço da agropecuária no cerrado (ecossistema que, por ser bem aberto, não possui lugares onde o tamanduá-bandeira possa se esconder).

Estes animais são vistos juntos somente na época da reprodução, normalmente na primavera. A fêmea tem apenas um filhote por ano, este filhote nasce, após uma gestação de 190 dias, muito frágil com aproximadamente 1,3 kg. Ele é carregado no dorso de sua mãe e alimentado durante os primeiros 9 meses, período em que só se alimenta de leite.


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Onça Pintada

A onça pintada (Panthera onca) é um felino da família Feliade. Esse animal é carnívoro, sendo que também é chamado de jaguar (nome que tem origem na Mitologia Guarani). A onça pintada chega aos 2,10 metros de comprimento, pesa em média 150kg e sua altura chega a 90 cm. Em cativeiro, comem aproximadamente 2,5 kg de carne por dia, porém em liberdade, como gastam mais energia, comem bem mais.

Na Mitologia Maia, é considerada um animal sagrado. Os índios usam sua gordura para passar no corpo das crianças, pois acreditam que isso lhes dá força. Também acreditam que ao comerem a gordura da onça, utilizando para isso a ponta de uma flecha, ficam mais corajosos.

A onça pintada vive às margens dos rios e também nos ambientes campestres desde o sul dos EUA até a Argentina. A onça têm como território individual de caça, aproximadamente 80 quilometros quadrados.

A onça pintada tem a mandíbula mais poderosa entre os felinos e a segunda mais poderosa entre os carnívoros. Para matar as capivaras, macacos e outros animais menores ela ataca diretamente no crânio da vítima.

    Ela move-se silenciosamente, com  cabeça abaixada: as manchas de seu pêlo constituem uma perfeita camuflagem. A onça é um bom pescador. Agita a cauda sobre a superfície do rio para atrair o peixe que ela pega com uma patada.  Como o tigre, ao contrário da maioria dos felinos, ela nada freqüentemente, atravessando rios e riachos.
    A onça tem sido muito caçada por causa da sua bela pele.
 Por isso, a espécie está ameaçada, uma vez que sua reprodução é lenta. O acasalamento dá-se em qualquer época.  Ao nascer, o filhote pesa quase um kg.  Com seis semanas já vai  caçar. Fica com a mãe até um ou dois anos.  

Dieta da Onça Pintada
  A onça-pintada é uma excelente caçadora. As patas curtas não lhe permitem longas corridas, porém lhe proporcionam grande força, fundamental para dominar animais possantes como antas, capivaras, queixadas, tamanduás e até mesmo jacarés. Ocasionalmente esses felinos atacam e devoram grandes serpentes (jibóias e sucuris), quando a fome aperta e não encontram outra presa. Na Venezuela foram registrados casos de onças a devorar anacondas adultas. Enquanto os outros grandes felinos matam suas vítimas, mordendo-as na jugular, a onça o faz atacando-as diretamente na cervical, graças a suas mandíbulas poderosas, as mais fortes de todos os felinos e a segunda mais forte entre os carnívoros terrestres. A mordida de uma onça pode facilmente atravessar o casco de uma tartaruga. Apesar disso, o onça não se furta em comer pequenos animais se a chance lhe aparece. A onça pintada é o maior mamífero carnívoro do Brasil, e necessita de pelo menos 2 kg de alimento por dia, o que determina a ocupação de um território de 25 a 80 km2 por indivíduo a fim de possibilitar capturar uma grande variedade de presas.
    A onça seleciona naturalmente as presas mais fáceis de serem abatidas, em geral indivíduos inexperientes, doentes ou mais velhos, o que pode resultar como benefício para a própria população de presas.
   

           Reprodução
  As onças-pintadas são solitárias e só buscam a companhia de um par durante a época de acasalamento. A gestação dura em média 100 dias e até quatro filhotes podem ser gerados. Estes nascem cegos e passam a enxergar após 2 semanas. A fêmea só cria até dois por ninhada, permanecendo os filhotes com a mãe até os dois anos de idade. Os machos atingem a maturidade sexual em torno dos três anos, enquanto as fêmeas a alcançam com dois anos. Em cativeiro, as onças vivem até 20 anos. A expectiva de vida para animais selvagens cai pela metade. Na época reprodutiva, as onças perdem um pouco os seus hábitos individualistas e o casal demonstra certo apego, chegando inclusive a haver cooperação na caça. Normalmente, o macho separa-se da fêmea antes dos filhotes nascerem. Em geral, após cem dias de gestação nascem, no interior de uma toca, dois filhotes - inicialmente com os olhos fechados. Ao final de duas semanas abrem os olhos e só depois de dois meses saem da toca. Quando atingem de 1,5 a 2 anos, separam-se da reprodutora, tornando-se sexualmente maduros e podendo assim se reproduzirem.
     

Aparência da Onça
    A onça-pintada se parece muito, à primeira vista, com o leopardo. Um exame mais detalhado mostra, contudo, que sua padronagem de pêlo apresenta diferenças significativas. Enquanto o leopardo apresenta rosetas menores mas em maior quantidade, as manchas da onça são mais dispersas e desenham uma roseta maior, algumas delas com pontos pretos no meio. O interior dessas manchas é de um dourado/amarelo mais escuro que o restante da pelagem. Existem também alguns indivíduos melânicos, as chamadas onças-pretas. Elas não pertencem a uma outra espécie, e suas manchas ainda são facilmente reconhecíveis na pelagem escura, trata-se apenas de uma mutação genética na qual os indivíduos produzem mais melanina do que o normal, o que provoca um maior escurecimento da pelagem desse animais.
    A cabeça da onça é proporcionalmente maior em relação ao corpo. Um exemplar adulto alcança até 2,10 de comprimento, chegando a pesar em torno de 115 kg, embora, em média, os machos pesem 90 kg e as fêmeas 75 kg. A altura da cernelha é de aproximadamente 70 cm, sendo o maior felino das Américas.
   

Beira da extinção
    Apesar de serem tão temidas, fogem da presença humana e mesmo nas histórias mais antigas, são raros os casos de ataque ao homem. Como necessita de um amplo território para sobreviver, pode "invadir" fazendas em busca de animais domésticos, despertando, assim, a ira dos fazendeiros que a matam sem piedade. Por esse motivo, e sobretudo pela rápida redução de seu habitat, esse felídeo, naturalmente raro, ainda encontra-se a beira da extinção no Brasil.


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Texto e Foto - Reprodução

Fonte: www.achetudoeregiao.com.br

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