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"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina"
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sábado, 31 de março de 2012

quarta-feira, 28 de março de 2012

terça-feira, 27 de março de 2012

Adolescente sobrevive depois de 26 dias à deriva no Pacífico

Ele foi encontrado sozinho no barco perto das ilhas equatorianas de Galápagos (Foto: AP)
Seus dois companheiros morreram; barco foi encontrado a mais de mil km de distância.
Um adolescente sobreviveu após ficar à deriva em um pequeno barco no Oceano Pacífico por 26 dias.

Adrian Vasquez, de 18 anos de idade, deixou o hotel onde trabalha como enfermeiro no Panamá e saiu para pescar com dois amigos em fins de fevereiro.

Ele foi encontrado sozinho no barco de 3 m de comprimento no domingo nas proximidades das ilhas equatorianas de Galápagos, mais de mil km do ponto de partida.

O capitão da guarda costeira do Equador Hugo Espinosa, que socorreu Vasquez, disse que o adolescente contou que o barco voltava repleto de peixes após dois dias de pescaria quando o motor falhou, por volta das 18h do dia 24 de fevereiro. Os três tripulantes podiam ainda avistar a terra.

Nos primeiros dias, eles ainda tinham muita comida e água, mas quando o gelo derreteu, eles tiveram que jogar fora o peixe apodrecido e seus ânimos foram esmaecendo. Eles comiam o que conseguiam capturar com sua rede.

O mais velho do trio, Oropeces Betancourt, de 24 anos de idade, parou de comer e beber após duas semanas. Ele morreu no dia 10 de março e seu corpo começou a se decompor depois de três dias, sendo jogado no mar.

O outro adolescente, Fernando Osório, de 16 anos, morreu no dia 15 de março, aparentemente de desidratação e insolação. Após três dias, Vasquez jogou o corpo do amigo no mar.

Perdido

Ele então teria ficado sem água nos dias seguintes, quando o sol estava forte e constante.

Espinosa diz que 'quando Vasquez estava quase morto, no dia 19 de março, choveu e o jovem conseguiu encher quatro galões de água'.

Ele teria passado os cinco dias seguintes comendo peixe cru até ser avistado por um barco pesqueiro, que avisou a Guarda Costeira. Após ser resgatado, ele pediu para fazer dois telefonemas, para sua mãe e seu patrão, para explicar tantos dias longe do trabalho.

'Ele não sabia o que estava acontecendo. Estava quieto, parecia perdido', disse Espinosa.

O capitão afirmou que, após ser hidratado e dormir por várias horas, Vasquez acordou com muita fome e sede.

'Pouco a pouco ele começou a reagir. Mas quando se fala sobre seus amigos mortos, ele fica em silêncio e abaixa o olhar. Ele custou muito a discutir o tema.'


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Texto e Foto - Reprodução

Fonte: g1.globo.com/mundo

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terça-feira, 20 de março de 2012

Caça de Subsistência no baixo Tapajós

Barco regional às margens do Rio Tapajós, na Floresta Nacional do Tapajós, próximo a foz do Amazonas, em Santarém, nos preparativos para proteção da tempestade de verão que se aproxima.

O relato a seguir foi obtido em maio de 2000, com um ex-caçador de subsistência, atual morador da Comunidade de Jauarituba, antigo morador da Comunidade de Muratuba, atualmente incorporada à Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns.

Antônio de Oliveira, 62 anos, conhecido por Mucura, na foto com duas netinhas, foi caçador por 15 anos, prática abandonada a pedido da mãe depois de ter sido picado por uma cobra surucucu, que o benzeu e curou, passando a viver só da pesca. Quando caçador, alimentava a família constituída da esposa e três dos seis filhos que teve (cinco mulheres e um homem).

De fala mansa e aparentando não ter pressa nenhuma, Mucura tem um arsenal de causos e histórias que se mesclam num verdadeiro painel da vida cabocla, onde a fronteira entre a verdade e a invenção é um mero detalhe.

Caça Comunitária, de subsistência

A caça comunitária é prática regular nas comunidades amazônicas e, em geral, é praticada por dois ou três caçadores, no máximo cinco. Pode acontecer de o caçador ir à caça sozinho. As caçadas, duas por semana, duram em média um dia ou uma noite, mas em certas ocasiões duram a semana inteira, de segunda a sábado.

Independentemente do número de participantes, a caça sempre é repartida entre parentes, amigos e vizinhos em porções chamadas de putaua, que corresponde a três ou quatro quilos de caça, suficientes para provisionar por um dia uma família de seis a oito pessoas ou para um bom assado com amigos.

Tipos de caçada

A caçada em geral é feita à noite e de “espera”, em rede armada em galhos de árvores, com altura adequada ao tipo da caça: a partir de dois metros do solo (paca, tatu) e podendo atingir até dez metros, para animais de faro apurado (anta, veado). Outras vezes, a caçada é feita durante o dia, na trilha dos animais ou com cachorros farejadores.

Quando a caçada é feita na época das chuvas (“inverno”) ou se vai durar alguns dias, os caçadores preparam um abrigo chamado tapiri, coberto com palha de palmeira curuá ou inajá.

A tralha

A arma usada, em geral, é a cartucheira calibre 20, mortal a 20 ou 30 metros, com cartuchos normalmente recarregados pelo próprio caçador com bagos de chumbo de tamanho proporcional ao porte da caça. Dependendo do tempo que se vai passar caçando, fazem parte da tralha a faca e/ou facão (terçado), o suqui (sacola de pano amarrada no ombro à moda bandoleira), fósforos, lanterna, sal, pimenta, limão, rede e mosquiteiro.

A bóia

Antes de caçar, em geral a bóia é fraca. O caçador leva farinha, com a qual, misturada com água que obtém em igarapés ou cipós na mata, prepara o chibé. Este tem uma versão “luxo” com adição de sal, pimenta e limão, chamada de cação. Após caçar, o caçador prepara o salmorado, que consiste em salgar a carne em peças para conservar.

Após a salga no paneiro (cesto de tala de palmeira de trançado largo, geralmente forrado de folhas, usado para carregar mercadorias - farinha, frutas, etc., também considerado como padrão de medida) a peça de carne é enrolada com folhas (caponga, caxirica ou cacauda-mata) e em seguida é enterrada para evitar moscas-varejeiras.

Outra forma de conservar a carne da caça é fazendo um muquiado, que consiste em assar a carne, depois de limpa, por duas ou três horas, no muquém (espeto) ao calor de brasas (o fogo é feito ao lado e brasas são arrastadas para debaixo do muquém).

A carne não consumida pode ser guardada por até uma semana desde que seja aquecida todo dia, caso contrário apodrece.

Caça, trabalho pesado

Conta Mucura que, certa vez, ele e o cunhado, com a ajuda de quatro cachorros, abateram oito caititus. As carcaças, depois de limpas da barrigada, foram carregadas para casa numa distância de mais de oito quilômetros, em caminhada de quase seis horas. As cargas, pesando uns 80 quilos por homem, foram carregadas no cipoapara, espécie de amarrado de cipós que se apóia na cabeça e nas costas.


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Texto e Foto - Reprodução

Fonte: www.ecobrasil.org.br/

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domingo, 18 de março de 2012

Instinto materno no mundo selvagem

Leopardo fêmea adota filhote de um seus piores inimigos: o babuíno, espécie de macaco muito feroz, que, ao contrário de seus semelhantes, passa a maior parte de seu tempo no solo.
Só mesmo o instinto de mãe poderia explicar essas cenas maravilhosas do mundo selvagem – um exemplo para a nossa sociedade, cada vez mais violenta


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Video - Reprodução

Fonte: Web

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