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sábado, 8 de setembro de 2012

Iscas Naturais - Pesca

Iscas naturais para água doce:

Apesar de estar em pleno crescimento à pesca com iscas artificiais, em face da grande divulgação e a sua real praticidade, a pesca com iscas naturais continua tendo grande aceitação, tanto na água doce como na salgada.

A isca é um dos segredos de todo pescador, estabelecido pelas experiências adquirida em cada pescaria, a escolha da isca varia muito em função do peixe que iremos pescar.

Lembre-se que o peixe é um animal irracional, segue instintivamente padrões de comportamento próprios de cada espécie, mas isto não é uma constante.

Temos diversas iscas utilizadas para pesqueiros, aqui iremos relatar algumas delas:

• Files de peixe, lambaris, tilapinhas, manjubinhas, sardinhas, cabeças de peixes, guelras, tuviras.

•Minhoca, minhocuçu, bichinho de laranja.

• Fígado de galinha, fígado de boi, coração de galinha, miudezas em geral.

• Salsicha uma das mais utilizadas em pesqueiros, mortadela, salame, goiabada, presunto, queijo prato, queijo mussarela etc.

• Frutos, João bolão, acerola, milho, goiaba, banana, mandioca, jabuticaba, amora, ameixa, coquinho, esses iscas tem bastante eficiência quando estamos pescando em lagos próximos as árvores que contenham os frutos citados, pois os mesmos caem na água servindo de alimentos para os peixes.

• Rã, caranguejo, lesma, caramujo, Pão, Pão de Queijo etc.

Essas são algumas das diversas iscas que podem ser utilizadas, podendo pegar diversos peixes, segue abaixo as iscas que devem-se utilizar para determinadas espécies:

Tilapias e Cara: pega-se com minhoca, minhocoçu, bichinho de laranja, queijo, milho e massas em geral entre outras.

Carpas: Massas são as mais indicadas para essa especial, variando gosto e aromas.

Pacu, tambaqui e tambacu: Lambaris, tilapinhas, minhocoçu, salsicha, goiabada, queijo, frutos em geral, pão-de-queijo, pão entres outras.

Trairas: Lambaris, tilapinhas, minhocoçu, miudezas em geral.

Matrinxã: Lambaris, tilapinhas, minhoca, minhocuçu, salsicha.

Pintado e Cachara: A isca mais utilizada é a salsicha, mas também pode-se pegar com minhocoçu, tilapinha, lambari, tuviras.

Pirarara: Essa come de tudo, pode-se pesca-la com files de peixe, lambaris, tilapinhas, manjubinhas, sardinhas, cabeças de peixes, guelras, tuviras, salsicha, minhoca, minhocuçu, fígado de galinha, fígado de boi, coração de galinha, miudezas em geral, queijo.

Essas são algumas das espécies que encontramos em pesqueiros que podem ser capturadas com as iscas indicadas.

Em pescarias de rios quando utilizamos as iscas naturais, devemos conhecer as preferências dos peixes locais para conseguirmos maior sucesso na pescaria.

Geralmente as iscas se encontram a disposição, no próprio local da pescaria, sendo necessário apenas coletá-las antes da pescaria.

A utilização de mais de um tipo de isca, também pode ser uma alternativa produtiva.
Algumas iscas são mais utilizadas, entre elas, podemos destacar:

Tuvira ou piramboia:
É de fácil manejo e bastante resistente, pode ser fisgada tanto nas costas como no rabo, é utilizada viva.

Lambari: Peixe de pequeno porte, comumente encontrado em lagoas, pode ser fisgado pelas costas para que continue nadando, atraindo assim os peixes com maior eficiência.

Pitu:
Camarão de água doce, podendo ser utilizado vivo ou morto alguns, peixes como o Pacu, são apreciadores de algumas frutas.

Minhocas e minhocoçu:
Talvez a isca mais conhecida para a pesca em água doce, pode ser encontrada com muita facilidade e possui grande eficiência na captura de diferentes peixes.

Para as espécie de peixes predadores pode-se utilizar pequenas espécie de outros peixes como piranha, piau, trairinha entres outros, para serem utilizados como iscas, pegando peixes de grande porte.

Iscas naturais para água salgada:

Os camarões são as principais iscas naturais servindo para todas as espécies de peixes de água salgada, Também existe o camarão de água doce que é conhecido como pitu, que por sua vez é igual- mente apreciado por uma grande quantidade de espécies de peixes de água doce, podem ser utilizados tanto vivos como mortos.

Os camarões vivos podem ser eficientes em locais próximos à estruturas submersas com pouca profundidade (inferior a 15 metros) e próximos a estruturas como galhadas, píer, canais, costões, etc.

Já o camarão morto pode ser utilizado em todos os tipos de ambiente, uma informação muito importante é a utilização de exemplares frescos e de espécies do ambiente de pesca, evitando levar camarões de outras localidades. Se você for congelar os camarões para uma pescaria em locais distantes (embarcado) ou para pescar em alguns dias, retire a cabeça e mantenha as cascas, durante a pescaria, principalmente nos dias quentes, descongele os camarões por porções, ampliando o tempo de qualidade da isca.

Além do camarão podemos destacar outras iscas que podem ser utilizadas:

Lula:
Muito utilizada nas pescas de fundo por ser uma isca mais firme. Boa para pesca de Garoupas e Badejos entre outros.

Corrupto:
Encontrado nas praias, pode ser coletado com antecedência. Altamente eficaz para a pesca de praia.

Sardinha:
Isca muito versátil, dependendo do peixe que se pretende capturar a sardinha poderá ser utilizada de diferentes formas.

Uma dica é salgar a sardinha uma semana antes da pescaria, fazendo com que ela fique mais dura, facilitando sua fixação no anzol. Pode ser utilizada em pedaços ou inteira.

Tatuí:
Facilmente encontrado na areia, é uma boa isca para a pesca de praia.

Baratinhas:
Boa para pescar em costões, local onde vivem.

Sarnambi:
Tipo de concha encontrada na areia da praia, abre-se a concha para a retirada do molusco que é colocado no anzol.


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Fonte: www.brasilpescarias.com.br/iscas/1/30/naturais.aspx

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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Cuidados com o Motor de Popa

    Mesmo com a avançada tecnologia com que são feitos, os motores de popa necessitam cuidados básicos. Independente das revisões periódicas e necessárias, cada pescador deve adotar alguns procedimentos para prolongar a vida útil do motor e evitar prejuízos.

1. Nunca deixe gasolina velha nos tanques. A oxidação que ocorre no combustível antigo pode entupir os dutos do motor. Trinta dias de armazenamento é um prazo razoável.

2. Motor sem uso pode gerar problemas. Ligue mensalmente seu motor por alguns minutos. Esta operação pode ser feita inclusive fora da água, com uso do "telefone" (aparelho para injetar água e possibilitar a refrigeração).

3. Após cada uso em água salgada, "adoce" o motor. Isto é, faça-o funcionar em água doce por alguns minutos. Lave-o por fora e por dentro e não deixe umidade na parte interna. Após a secagem você pode pulverizar com vaselina líquida, silicone ou outro lubrificante.

4. Periodicamente retire o hélice e engraxe o eixo, calços e porca de fixação. Ao recolocar, certifique-se do aperto correto e da colocação da trava para evitar a saída da porca.

5. A carenagem do motor, além de proteção é responsável pela estética e demonstra os cuidados do dono. Seu estado de conservação tem muita influência no valor de revenda.

6. Lave e encere periodicamente o motor. Só evite passar cêra no anodo de sacrifício (peça fixada junto ao cavalete ou na rabeta, que evita oxidação). O desgaste dessa peça é normal e significa que ela está exercendo sua função.

7. Cuidado com as aproximações para embarque e desembarque de passageiros em áreas rasas. Uma batida no fundo pode entortar o hélice ou leme. tome maior cuidado ainda com o transporte fora da água.

8. No transporte rodoviário do barco com o motor, verifique se ele está apoiado no suporte de tráfego.

9. Nos motores de 2 tempos, use a mistura óleo/gasolina na proporção correta indicada no manual. Nos motores carburados prefira óleo com especificação TCW-3. Nos motores com injeção eletrônica use o óleo especificado pelo fabricante. Nos motores 4 tempos, o ideal é trocar o óleo a cada 6 meses.

10. Tome cuidados com a instalação do motor. Altura e ângulo correto proporcionam desempenho e economia na navegação. Use o passo correto do hélice. A escolha certa proporciona ao motor atingir o giro máximo na aceleração máxima. 

Publicado na revista Pesca Esportiva - edição 113.


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Texto e Foto - Reprodução

Fonte: cantinhodapescaria.freevar.com

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sexta-feira, 23 de março de 2012

Licença para Pesca Amadora

O Ministério da Pesca e Aqüicultura (MPA) é responsável pela política nacional da pesca amadora desde o primeiro semestre de 2009.

O ministério passou a emitir com exclusividade as licenças de pesca amadora a partir de julho de 2010.

O serviço de emissão da Licença de Pesca Amadora está disponível no SITE do Ministério da Pesca e Aqüicultura: http://www.mpa.gov.br

 

Categorias e taxas para a prática da pesca amadora:

  • Categoria Adesembarcada custa R$ 20,00 (vinte reais)

  • Categoria Bembarcada custa R$ 60,00 (sessenta reais), quem optar pela categoria embarcada, poderá também pescar na categoria desembarcada.

  • Categoria C - subaquática custa R$ 60,00 (sessenta reais) importante lembrar que a prática subaquática é indicada apenas para quem pratica a pesca de mergulho em apnéia.

O pagamento poderá ser efetuado na rede bancária ou lotérica.

 

Validade da Licença de Pesca Amadora

A licença para pesca amadora é válida em todo território nacional pelo prazo um ano a contar da data de pagamento.

A “Licença Provisória” terá validade de 30 dias após o pagamento do boleto bancário. Após ter efetuado o pagamento do boleto que o usuário imprimiu no site do Ministério da Pesca, o pescador deve retornar a este site e imprimir a sua licença de pesca amadora definitiva.

 

Dispensados da taxa da Licença de Pesca Amadora

  • Aposentados;

  • Maiores de 60 anos (mulher);

  • Maiores de 65 anos (homem);

  • Menores de 18 anos;



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Texto - Reprodução

Fonte: Web

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quinta-feira, 22 de março de 2012

Chumbada

Inicialmente cabe mencionar que o termo "chumbada" na verdade refere-se a qualquer objeto pesado atado a extremidade da linha de pesca para viabilizar seu arremesso a distância e manter os anzóis e iscas abaixo da superfície da água. Pelo seu baixo preço e densidade relativamente alta estes objetos são tradicionalmente confeccionados em chumbo, daí a denominação "chumbada".

Para a escolha da chumbada mais adequada deve-se levar em consideração, além das características da vara e da linha que se esta utilizando, as características locais, tais como ventos, corrente e tipo de fundo. Isto, evidentemente, sem falar na espécie de peixe que se esta tentando capturar.

MODELO

NOME
POPULAR

PARA
AREIA

 PARA
PEDRA

PARA
CORRENTEZA

ATRITA
 NO AR

ATRITA
 NA ÁGUA

PIRAMIDE
 COMUM

boa

não

sim

sim

sim

PIRAMIDE CONCAVA
modelo argentino
Quilmes

ótima

não

sim

sim

sim

TRIANGULO

boa

não

sim

sim

sim

TRIANGULO CONCAVO

muito
boa

não

sim

sim

sim

GOTA

ótima

boa

não

não

não

GOTA
QUADRADA

ótima

ótima

não

não

não

BOMBA

modelo europeu

 

 

ótima

boa

não

não

não

TORPEDO

modelo europeu

 

 

boa

não

não

não

não

BOMBA
COM ALÇA

modelo europeu

 

boa

não

não

não

não

BOMBA
 COM
 GARRA

modelo europeu

 

boa

não

sim

não

não

GOTA
GARATÉIA

boa

não

sim

não

não

BOMBA
GARATÉIA

ótima

não

sim

não

não

OLIVA

boa

ótima

não .

Muito utilizada para pesca com isca viva. Ideal para água doce

não

não


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Texto e Foto - Reprodução

Fonte: Web

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Carretilha

Existem carretilhas de vários tamanhos e modelos. A carretilha requer mais habilidade do pescador, pois, com a falta de prática, ela provoca as cabeleiras (linha embaraçada) dentro do carretel. Para quem tem prática (pesca frequentemente) ela é muito melhor para fazer arremessos.

CARRETILHA

Vantagens

Desvantagens

Alta resistência, própria para peixes grandes. Maior dificuldade de manejo, principalmente para principiantes, ocorrendo a formação de backlash - cabeleira.
Proporcionam arremessos mais longos, principalmente as providas de rolamentos. Maior dificuldade no arremesso de iscas leves ou a curta distância.
Maior precisão nos arremessos.  
Maior durabilidade da linha, pois as mesmas são enroladas em seu carretel sem se torcerem, proporcionam também menor atrito nos passadores.  
Boas para arremessos em situação de vento pois proporciona menos "barriga" ao liberar a linha no arremesso.  

Carretilhas de Baitcasting e iscas naturais
A carretilha pode ser encontrada em vários tamanhos e em modelos para diversos tipos de pescaria.
No caso do baitcasting e da pesca com iscas artificiais, esse equipamento è muito valioso, pois dá maior precisão aos arremessos, um trabalho mais suave e contínuo da isca e maior força de tração na hora da briga com o peixe.
Não são muito utilizadas pelos pescadores iniciantes, pois exigem uma dose de habilidade no arremesso a fim de evitar as “cabeleiras”.O que gira liberando a linha è um carretel apoiado sobre pequenos rolamentos, diferente do molinete, que possui carretel fixo e o que gira è a própria linha.O recolhimento da linha nas carretilhas è feito por uma manivela ligada a um conjunto de engrenagens que fazem o carretel girar. Esse sistema evita a torção da linha e prolonga sua vida ùtil.

As carretilhas classificam-se em (suportam linhas):
Leve: De 3 a 6 libras.
Média: De 8 a 20 libras.
Pesada: De 25 a 48 libras.
Extrapesada: Acima de 48 libras (pesca de fundo e oceânica).

Para um arremesso preciso é necessário conhecer e regular sua carretilha:
Botão de sintonia fina: está localizado atrás da manivela e funciona como um freio do carretel na hora do arremesso. Deve estar regulado em função do peso da isca. Quanto mais pesada à isca, mais travado deve estar o botão de sintonia.
Freio magnético ou centrifugo: fica no lado oposto ao da manivela e serve para controlar a velocidade da isca desde a sua saída até a água. É ele que deve ser controlado para evitar a cabeleira depois de efetuado o arremesso.
Fricção: localiza-se atrás da manivela, com formato de estrela, e evita que a linha arrebente. Alguns modelos de carretilha têm um recurso chamado flipping ele faz com que o carretel volte a posição fechada sem precisar girar a manivela.


Carretilhas de fly
Muitas pessoas acreditam que a carretilha de fly não tem nenhuma influência no arremesso e que sua função é apenas armazenar a linha.Na pesca de fly, assim como em outras modalidades, alguns peixes podem tomar bastantes linhas e certas características podem fazer a diferença.

Deve se observar alguns fatores: fricção, durabilidade, manutenção, capacidade de linha de arremesso, tipos de carretel e entre outros.

Fricção: São 3 tipos básicos: Fricção a disco, fricção do tipo turbina e sem fricção.As carretilhas com fricção a disco subdividem-se em fricção mecânica e fricção por disco de cortiça. A primeira é a mais comum, tem qualidade variável e exige constante manutenção e limpeza. A segunda opção é a mais utilizada para a pesca marítima e também é a mais cara.A fricção tipo turbina é muito popular. É macia e praticamente elimina o tranco inicial da saída de linha, não é indicada para as pescas pesadas. Nas carretilhas sem fricção, o pescador aplica pressão no carretel com a palma da mão (rim control).São as mais simples e baratas, mas não funcionam bem com peixes que tomam muita linha.

Linha mais backing – Para os peixes que tomam muita linha, a capacidade de backing ou linha extra è essencial. Isso aumenta o diâmetro do carretel e conseqüentemente a velocidade de recolhimento.

Tipos de carretel – Há apenas dois tipos:
Large arbor que recolhe uma quantidade maior de linha a cada giro e tem uma velocidade maior de recolhimento. Pode ser útil em uma briga em que seja preciso recolher o peixe rapidamente.
Direct Drive ou Anti-Reverse – A maioria das carretilhas de fly são direct drive, isto é, a manivela gira junto com o carretel. Nas que anti-reverse isso não acontece. Esse tipo de carretilha é utilizado na pesca de peixes de grande porte, como os oceânicos, e pode evitar acidentes, já que a manivela estará girando muito rápida.


Carretilha de pesca oceânica
A principal característica das carretilhas nessa modalidade de pesca é a grande capacidade de armazenar linha. Para os marlins, por exemplo, a carretilha tem que comportar pelo menos 500 metros de linha. Isso é muito importante, pois na pesca oceânica os peixes costumam ser de grande porte e exigem muita linha.O pescador não deve deixar o carretel muito freado, pois isso pode ocasionar uma tensão muito forte e a conseqüente quebra da linha.

Quanto mais linha o pescador solta, mais fácil fica a captura. Normalmente o equipamento para pesca oceânica è ultrapesado, ou seja, suporta linhas acima de 48 libras.No entanto, há equipamentos mais leves para os pescadores mais experientes e peixes menores, podem garantir uma divertida briga.

CLASSIFICAÇÃO DAS CARRETILHAS

TIPO LINHAS

LEVE

linhas de 0.14 a 0.20 mm (3/6 lb)

MÉDIA

linhas de 0.23 a 0.37 mm (8/20 lb)

PESADA

linhas de 0.40 a 0.62 mm (25/48 lb

EXTRA-PESADA

acima de 0.62 mm (48 lb)
(usada em pesca oceânica)

 

COMPONENTES DA CARRETILHA

Freios mecânicos ou magnéticos:
As carretilhas são dotadas de freios mecânicos ou magnéticos, que tem por finalidade evitar a formação de cabeleira. Para uma boa regulagem do freio, deve-se segurar a vara na horizontal, liberar gradativamente o freio, com a carretilha destravada, até que a isca artificial ou o conjunto, chumbo e isca natural, desça lentamente. Este é o ponto ideal de arremesso.

Gear ratio:
A expressão em inglês "Gear ratio " indica a relação de recolhimento. Exemplo: Gear 5:1 - indica que para cada volta da manivela são das 5 voltas no carretel. Esta relação é muito importante quando se pesca com iscas artificias.

Rolamentos:
A expressão em inglês "Ball bearing " indica ser uma carretilha com rolamentos. Quanto mais rolamentos, melhor a carretilha.

 

DICAS:

Colocando a linha:

A colocação da linha em uma carretilha deve ser feita com o carretel colocado frontalmente, de forma que gire enquanto estiver abastecendo a carretilha. Desta maneira evitam-se torções na linha. Tome cuidado para não enchê-lo demais ou de menos, respeitando um espaço de 1,5m até a borda do carretel. Coloque linha, de preferência, conforme as especificações da linha utilizada. Nunca utilize uma linha fora da especificação da sua carretilha

Regulando o freio:

Para se arremessar com carretilhas, com o equipamento já montado, execute a regulagem de freio. Isto é feito usando o botão de sintonia fina, de maneira que ao balançar a vara, a linha com a isca ou o peso desça suavemente.

Regulando a fricção:

Tanto para molinetes, carretilhas ou spincasts, o sistema de fricção normalmente é o mesmo. Um dispositivo de regulagem do carretel permite liberar as linhas com a pressão desejada. Sua necessidade se deve a evitar excessos tanto de resistência como quanto a de liberdade para os peixes.
Com a linha mais solta, os peixes têm facilidade de levar muita linha e enroscá-la ou tomar muita linha de seu carretel. Ainda se estiver muito fechada, pode romper logo nas primeiras corridas. Essa pressão precisa variar de acordo com a linha e modalidade de pescaria que você estiver fazendo.

Um aspecto bastante importante é que a regulagem da fricção deve ser feita a ¼ de resistência da linha usada ou da vara (quando esta for de resistência menor que a linha). Exemplo: se você abasteceu a sua carretilha com linha de 12 libras de resistência, o seu ajuste deverá ser de 3 libras. Para executar esse ajuste, monte seu conjunto vara, carretilha e a linha passada, coloque uma balança na ponta da linha e aplique pressão na vara. Ela deverá acusar as 3 libras quando começar a soltar linha e, caso a marcação seja inferior, girar a estrela junto à manivela até atingir as 3 libras. Caso marque a maior, girar a estrela no sentido oposto de forma a soltar mais fricção para atingir as 3 libras desejadas. Para conversão de libras em quilos multiplique o valor em libras por 0,4536.
A regulagem da fricção, além de proporcionar maior emoção na hora da pescaria (por proporcionar uma briga mais justa com o peixe), ainda garante uma maior vida útil do equipamento, pois as engrenagens não estarão sendo danificadas.

Arremessando com sua carretilha:

Para executar o arremesso você deve liberar o carretel acionando o botão do lado direito, ou o auto cast, quando a carretilha for dotada deste recurso. Use o polegar para manter o carretel preso. Ao arremessar, alivie a pressão do polegar permitindo que o carretel gire e libere a linha, continuando o movimento. Importante: no momento que a isca toca na água ou chegar ao alvo desejado, exerça pressão novamente com o polegar, não permitindo que o carretel continue girando, evitando, desta forma, as famosas "cabeleiras".

Como fazer para evitar a cabeleira:
Faz-se necessário aprender a regular a carretilha, antes do uso. Primeiramente, a "roseta" (que fica logo abaixo da manivela) é o regulador da fricção e através dele se permite que a linha possa ser liberada sem risca de partir na luta com o peixe. O botão deslocado, abaixo da "roseta", é o de sintonia fina. Ele tem muita influência em relação ao peso da isca a ser lançada, pois se estiver muito aberto (sentido-horário), muito provavelmente ocorrerá "cabeleira" num arremesso, independente da regulagem do freio; se estiver muito fechado, a isca poderá até não sair.
Para regular este botão corretamente, com a carretilha armada na vara, coloca-se esta numa posição de 45º com o peso próximo ao tip top (último passador, na ponta da vara). Aí, fecha-se o botão da sintonia fina (sentido horário) e destrava-se o carretel. O peso não descerá. Começa-se a soltar aos poucos a sintonia fian (sentido anti-horário) até que o peso inicie a descida. Soltando-se demais, o peso descerá abruptamente e de menos o peso descerá somente um pouco.
Para quem está iniciando, é melhor usar o máximo de regulagem do freio. No caso do freio magnético, quanto mais perto do número maior (ascendente), mais ele restringirá a saída de linha, ou seja, o arremesso será mais curto. Mas, isto minimizará o efeito do carretel girar mais rápido na saída da linha. No caso do freio centrífugo, é só abrir totalmente os pinos que o efeito será o mesmo.
Simultaneamente, deve-se aprender a utilizar o "dedão", experimentando frear o carretel a cada lançamento, de tal forma que se torne automática a posição do dedo bem próximo (o suficiente para sentir a linha saindo) do carretel. Após algum tempo de treino, já será possível liberar o freio mais um pouco. No primeiro caso, ajustando para um ou dois números inferiores, e no outro, recolhendo dois pinos. Isto até que se consiga efetuar arremessos com a regulagem entre os números 3 e 5 (no caso do freio magnético) e dois pinos abertos (no caso do freio centrífugo).
Algumas carretilhas, como as de modelo "tambor" (Abu Garcia, série Ambassadeur, por exemplo), vêm somente com dois pinos no freio centrífugo, que geralmente não permitem regulagem. Nessa hipótese, a única solução é o ajuste através da "sintonia fina" e do controle do "dedão".


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Texto e Foto - Reprodução

Fonte: Web

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sexta-feira, 16 de março de 2012

Varas de Pesca


Categorias

As varas dividem-se em duas categorias básicas, que as classificam como sendo de arremesso ou não.

Varas de Arremesso - Varas industrializadas que apresentam encaixe para spincast, molinete ou carretilha, podendo ter passadores ou não, quando são chamadas de interline. Proporcionam o arremesso das iscas de forma fácil e precisa, além de permitir com que o pescador trabalhe a captura do peixe fisgado, cansando-o durante o embate.
Varas Lisas -
Sem passadores, são utilizadas nas pesca de barranco sem carretéis e podem ser de bambu ou industrializadas. Alguns as denominam de varas de lambaris, devido sua aplicação na captura destes pequenos peixes utilizados como iscas vivas para outras espécies maiores.

VARAS: CATEGORIAS E AÇÕES
 
As varas de pesca podem ser confeccionadas nos mais diversos materiais, como bambu, fibra de vidro, grafite ou carbono, podendo ser de encaixe, inteiriças ou telescópicas, lisas ou com passadores. Abaixo temos uma tabela de categorias e ações de varas.
 
Categoria Ultra Light De 1 a 6 lb Ação ultra-leve
Categoria Média Light De 6 a 17 lb Ação média/leve
Categoria Média De 8 a 20 lb Ação média
Média Heavy De 10 a 25 lb Ação média/pesada
Média Heavy De 15 a 30 lb Ação média/pesada
Trig De 15 a 45 lb Ação pesada
Acima de 45 lb Ação extra/pesada

TIPOS DE VARAS
 
1- Telescópica lisa
Vara de mão
2- Telescópica com passadores
Adequada para molinetes
3- Vare de duas partes
Para molinetes, existindo também modelos para carretilhas.
4- Vara telescópica
Acima de 4,5 m em média - indicada para pesca de robalos.
5- Surf Casting
Acima de 3 m - indicada para pesca em praias.
6- Vara Casting
Modelo inteiriço ou em duas partes - indicada para pesca com carretilha.
7- Vara Spinning
Modelo inteiriço ou em duas partes - indicada para pesca com molinete..
8- Vara Fly
Indicada para pesca com mosca.
 
 


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Texto e Foto - Reprodução

Fonte: Web

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sábado, 10 de março de 2012

Pesca

6-24. REGRAS GERAIS

a. Não há normas que sirvam para distinguir os peixes desejáveis dos indesejáveis para a alimentação; uns terão a carne mais dura, outros, mais tenra; uns possuirão mais espinhas que outros; os de uma mesma espécie, às vezes, diferem entre si, devido ao local em que vivem e à alimentação que conseguem. O certo é que o cozimento os tornará todos iguais, em termos de alimentação. Apenas suas vísceras, quando se tratar de peixe desconhecido, não deverão ser aproveitadas para comida, apenas para isca.

b. Os melhores locais para pescar são os poços profundos, ao pé das cachoeiras, no final das corredeiras rápidas ou entre rochedos. Em correntes muito velozes, os peixes costumam se chegar mais para as margens.

c. À noite, a pescaria poderá tornar-se mais produtiva que de dia, caso se disponha de lanternas ou archotes, ocasião em que, até com pauladas ou varas pontiagudas, será possível matar os peixes.

d. Pescar dependerá, às vezes, de paciência; por isso, deverão ser tentadas todas as águas, profundas e rasas, rápidas, vagarosas e estacionárias, claras e turvas, utilizando-se vários tipos de iscas nos vários materiais para pesca.

e. Caranguejos, siris, caramujos e mariscos poderão ser encontrados sob rochedos, troncos e moitas de arbustos que se prendem sobre os cursos de água ou no fundo lodoso.

f. Os peixes mais comumente encontrados na água doce serão os bagres, os mandis, as piranhas, os baiacus e as arraias, entre aqueles que poderão oferecer mais periculosidade, quer devido à ferocidade, quer aos sistemas de defesa que possuem. Os que regionalmente são mais apreciados são o tucunaré, a pescada, a traíra, o tambaqui, o pirarucu (bacalhau brasileiro), o pacu, o acará, o jaraqui, o matrinchão, a pirapitinga, o surubim e vários outros encontrados nos cursos de água.

g. No litoral, de água salgada ou salobra, ou nos mangues, serão encontrados a tainha, a cavala, a corvina, etc., e crustáceos, como o camarão e o caranguejo.

6-25. ISCAS, ANZÓIS E LINHAS

a. O material mais prático para se usar em pescaria será a linha com anzol.

b. Como iscas, poderão ser usados insetos, minhocas, carnes e vísceras de quaisquer animais. Caso se consiga descobrir o que comem os peixes no local em que se está, a pescaria será mais fácil. Iscas artificiais poderão ser confeccionadas com pedaços de panos coloridos, com penas de cores vivas, com fragmentos de algum metal brilhante ou com pequenos objetos.

c. Anzóis poderão ser improvisados (Fig 6-44); assim, poderão ser confeccionados anzóis de osso e de prego (Fig 6-45), anzóis de espeto de madeira (Fig 6-46) e anzóis de madeira (Fig 6-47 e 6-48).

Fig 6-44. Anzóis improvisados

Fig 6-45. Anzóis de osso e de prego

Fig 6-46. Anzol de espeto de madeira

Fig 6-47. Anzóis de madeira

Fig 6-48. Anzóis de madeira

d. As melhores linhas serão as de “nylon” e barbante; também poderão ser improvisadas de cipós, de tecimento de fios tirados de um tecido de pano, pedaços de arame, enfim, daquilo que a imaginação e habilidade condicionarem fazer.

e. Se os peixes se mostrarem indiferentes a todos esses artifícios, o melhor será fisgá-los com varas compridas e pontiagudas, ou procurar encravar o próprio anzol nos seus corpos, quando passarem perto.

6-26. OUTRAS ARMADILHAS

a. Outro material muito aconselhável para pescaria será a rede, inclusive a de dormir, de malha de camarão, que poderá ser armada como que interceptando um curso de água raso e de pouca correnteza, ficando com uma borda afundada por meio de pesos e a outra à superfície, flutuando, enquanto as duas alças serão afixadas por cipós; será uma espécie de “rede guelras”.

b. Também será possível apanhar peixes jogando-se bombas tipo “cabeça-de-negro” em um remanso, em uma curva de igarapé, em um poço, ou lançando timbó (veneno) à água, o que atordoará os animais. O timbó é uma planta venenosa da qual se aproveitarão as raízes para, após macerá-las, espalhar nas águas. O timbó possui em sua composição ácido cianídrico e é conveniente retirar o peixe rapidamente da água , pois o efeito químico sobre a carne será reduzido no cozimento que deve ocorrer logo em seguida.

c. Outros materiais poderão ser empregados para pescar: a camina, uma vara com um cesto preso à ponta e dentro do qual se colocará a isca; o espinhel, uma linha comprida, mesmo improvisada, amarrada de margem a margem, na qual se prenderão vários anzóis iscados; o covo ou juquiá (Fig 6-49).

Fig 6-49. Covo ou juquiá

d. Outras armadilhas, conhecidas pelo nome de curral, poderão ser construídas e serão bastante vantajosas, pois nelas os peixes entrarão e permanecerão, às vezes, em grande quantidade e variedade. A construção de um curral dependerá de um estudo do local. As figuras 6-50, 6-51, 6-52 e 6-53 apresentam alguns tipos de construção de armadilhas para peixes.

Fig 6-50. Armadilha para peixe

Fig 6-51. Armadilha para peixe

Fig 6-52. Armadilha para peixe

Fig 6-53. Armadilha para peixe (Este tipo é um verdadeiro “curral”)

e. Apesar de não serem peixes, mas sáurios, os jacarés também poderão ser apanhados, após atraídos e mortos, de preferência com tiros na cabeça. A isca a empregar será carne putrefata. Daí o cuidado quanto ao destino a ser dado à carne não aproveitada na alimentação.

Texto e Foto - Reprodução

Fonte: Web

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