Página Inicial / homepage  -   Entre no fórum/participe
"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina"
Mostrando postagens com marcador Floresta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Floresta. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Militares do Cigs explicam como sobreviver na floresta amazônica

Densa, úmida e repleta de animais peçonhentos, a floresta amazônica é uma região de difícil acesso. Para preparar seus soldados, o Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) ensina como sobreviver na mata fechada, aproveitando os recursos naturais do lugar.

De acordo com o capitão Mendes Mello, a sobrevivência na floresta depende, principalmente, do local onde a pessoa se encontra e de que forma chegou lá. “Se alguém se perde sozinho, a primeira reação é de pânico, que se transforma em solidão. Estamos acostumados com o agito da cidade grande e esses sentimentos geram um desespero enorme. Já em grupo, a dica é apontar um líder para não haver desentendimentos, afinal vivemos em uma democracia”, explicou.

Acidentes de avião, naufrágios ou desorientação são os principais motivos que levam alguém a essas situações extremas. “Pode parecer bobagem, mas um canivete ou kit de primeiros socorros fazem milagres quando estamos em risco. Então, se você vai acampar ou viajar, lembre-se de levar uma bolsa com esse tipo de material. Não é pessimismo, é prevenção”, recomenda.

Outro ponto chave para a sobrevivência na floresta é a alimentação. De acordo com Mello, não se pode comer qualquer tipo de fruta. “O ideal é prestar atenção e verificar se existem frutas que foram mordiscadas por pássaros ou animais silvestres. Se tiver ração, use com moderação, afinal o corpo não pode ficar fraco nestes momentos”, frisou.

Material que os aventureiros devem ter por perto – Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

Aulas de sobrevivência

A amazonense Danielle Macedo é formada pelo curso de Comissários pela Escola de Aviação GF, de Brasília. Ela está participando de um estágio realizado pelo CIGS voltado para situações de risco na floresta. “Estou obtendo conhecimentos que abrangem várias áreas da sobrevivência. Todas as aulas nos ensinam o que fazer em determinado momento. É sem dúvida uma oportunidade para colocar as minhas habilidades a prova”, informou.

Durante as aulas de sobrevivência na selva, a tenente aderiu à nomenclatura ESAOM (Estacione-se, Sente-se, Alimente-se,Oriente-se e Navegue-se). Confira os detalhes da instrução:

Localize-se

- Evite deslocamento desnecessário;
- Aproveite os recursos da aeronave ou embarcações;
- Aguarde o resgate próximo ao local;
- Traçar um plano de sobrevivência

Sente-se

- Evite o cansaço;
- Cuide de seus ferimentos;
- Cuide dos feridos, pois, podem ser úteis para o grupo;
- Mantenha a calma

Alimente-se

- Procure nutrir o organismo;
- Busque alimentos oferecidos pelo local antes de consumir a porção;
- Seja moderado em suas necessidades

Oriente-se

- Determine o norte e o sul, para definir a direção certa;
- Na dúvida não prossiga

Navegue-se

- Procure documentos ou mapas, para saber os planos de voo e da rota de navegação;
- Utiliza-se dos meios de auxiliar à navegação (bússola, GPS, Carta do terreno);
- Siga a direção com exatidão e cuidado

Confira algumas dicas com o Cap. Mendes Mello

 


»»---------(Bushcraft Minas)------>

Fonte: http://www.portalamazonia.com.br/editoria/amazonia/como-sobreviver-na-selva-amazonica/

Seguir no Twitter Siga Bushcraft Minas no Twitter
Deixe seu comentário

segunda-feira, 19 de março de 2012

Doutor floresta

Científico: exímio conhecedor da flora, seu Luiz também domina o latim.

O mateiro Luiz Fernandes Coelho é o único sem-diploma da seleta equipe de pesquisadores da Unip. No cotidiano da coleta e classificação de plantas da Floresta Amazônica, a ausência de títulos não tem a menor importância. Doutor na prática, seu Luiz, como ele é conhecido, há muito se tornou referência para cientistas do mundo inteiro. Do britânico Prance Ghillean ao americano Douglas Daly, não há botânico de renome que tenha circulado pela floresta nas últimas décadas sem contar com os préstimos do mateiro. Além de conhecer a região e a vegetação como poucos, seu Luiz tem tanta familiaridade com nomes científicos das plantas que costuma deixar os pesquisadores boquiabertos. Termos como malpiguiácea e pitecelobium foram incorporados ao vocabulário do mateiro desde fevereiro de 1955, quando ele foi contratado como assistente de campo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, o Inpa.

Embora tenha chegado à instituição com as mãos calejadas pelo trabalho em plantações de abacaxi, ele logo tomou gosto pelos estudos, interrompidos involuntariamente em 1939. “No herbário do Inpa tinha um livro antigo, em latim, sobre a flora brasileira”, lembra. “Depois, no convívio com os pesquisadores, posso dizer que conheci um pouco de botânica”, diz, com modéstia. Só no Inpa, onde trabalhou por mais de 36 anos, seu Luiz participou de 30 mil coletas de plantas. O projeto marcante para sua carreira, no entanto, foi o Radar da Amazônia (Radam), que nos anos 70 mapeou os recursos naturais brasileiros, entre eles a flora. “Os rapelistas desciam do helicóptero com motosserras para fazer a clareira onde descíamos”, conta. “Depois, contávamos e classificávamos todas as árvores da área que tinham mais de 35 centímetros de diâmetro.” De volta ao Inpa, seu Luiz ainda trabalhou muito antes de se aposentar, em 1991. “Foi tão triste, até chorei”, lembra. Quatro anos depois, teve seus serviços contratados de novo, dessa vez para atuar no projeto coordenado por Drauzio Varella. Aos 74 anos, seu Luiz tem sete filhos, 13 netos, acaba de comemorar bodas de ouro com a mulher, Dorinha, e ainda acalenta sonhos profissionais: “Tenho certeza de que vamos descobrir alguma substância importante.”


»»---------(Bushcraft Minas)------>

Texto e Foto - Reprodução

Fonte: /www.terra.com.br/istoe-temp
Fonte: ISTOÉ Online

Seguir no Twitter Siga Bushcraft Minas no Twitter
Deixe seu comentário

sábado, 10 de março de 2012

Curiosidades Sobre a Floresta

A vazão do Amazonas corresponde a 20% da vazão conjunta de todos os rios da terra.

. O maior peixe de água doce do mundo é encontrado no Amazonas. Trata-se do pirarucu, que atinge até 2,5 metros de comprimento, pesando 250 quilos.

. Aproximadamente 15% da floresta amazônica original já foi destruída e o Governo estima que esse percentual chegue a 25% até 2020.

. O Parque Nacional do Jaú, criado em 1986, é o terceiro maior parque de floresta tropical do mundo, com área total superior à do estado de Sergipe (22.720 km2).

. Os métodos tradicionais de extração de madeira causam grande desperdício de árvores com valor comercial para cada árvore extraída. O manejo florestal reduz a perda em quase 50%.

. A regeneração da floresta é mais rápida nas áreas manejadas; há evidências de que o manejo reduz pela metade o tempo necessário para uma segunda extração em florestas já exploradas.

. A vitória-régia (victoria amazonica) é um dos símbolos da Amazônia. Algumas chegam a medir 2 metros de diâmetro.

. O maior animal da Amazônia é o peixe-boi, que pode atingir o peso de meia tonelada, com 3 metros de comprimento.

. A sucuri da Amazônia chega a medir 10 metros de comprimento.

. Em comparação com os demais biomas brasileiros, a Amazônia é o que detém o maior número de áreas de proteção integral (26) e também o maior percentual de florestas oficialmente protegidas (3,2% da área total do bioma). No entanto, apenas 0,38% da área dos parques e reservas hoje existentes na Amazônia está minimamente protegida de fato, pois não foram implementados ou encontram-se muito próximos a cidades.

Fonte: Web

Seguir no Twitter Siga Bushcraft Minas no Twitter
Deixe seu comentário