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sábado, 8 de setembro de 2012

Paca

Paca (Cuniculus paca)

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Rodentia
Família: Cuniculidae
Género: Cuniculus
Espécie: C. paca
A paca (Cuniculus paca) é uma espécie de roedor da família Cuniculidae. Anteriormente era denominada Agouti paca.

Só tem um filhote e geralmente uma única gestação por ano. Notívaga, alimenta-se de frutas ou raízes. Assim como a capivara, era encontrada originariamente em quase todo Brasil.

Ela se caracteriza pelo seu pelame duro e eriçado, vermelho com manchas brancas. As pernas são fortes e terminam em grandes unhas afiadas. Ela possui quatro dedos nas patas dianteiras e cinco nas traseiras. Sua cauda é minúscula.

A paca é encontrada na América do Sul, desde a bacia do Orinoco até o Paraguai. Animal de faro apurado e de ouvido aguçado, ela vive nas florestas tropicais, de preferência perto de um rio ou riacho. É boa nadadora e gosta da água, que é o local onde ela se refugia quando está em perigo. Sua toca tem muitas saídas de emergência, bem escondidas por folhas. A paca passa o dia na sua toca. Sai para se alimentar somente quando não estiver enluarado: nas fases de lua nova a crescente a paca espera a lua se pôr para sair da toca; nas fases de lua cheia e minguante ele sai da toca e volta antes da lua nascer. Ali na toca a fêmea tem suas ninhadas. São até duas por ano de um filhote cada uma. Geralmente as pacas trilham caminhos nas matas, os quais são chamados de carreiro, e por estes caminhos sempre trafegam em busca de comida, passando por eles todos os dias. Sua carne , muito consumida e muito apreciada em todo o pais , é considerada uma das melhores carnes de caça.


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Fonte: iconpublicita.blogspot.com.br/2010/06/galeria-de-bichos-ameacados-paca.html

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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Seriema

Seriema (Cariama cristata)

Ave típica dos cerrados do Brasil, a seriema possui porte imponente e cauda longa

Classe: Aves

Ordem: Gruiformes

Família: Cariamidae

Nome científico: Cariama cristata

Nome vulgar: Siriema

Categoria: Não consta


Características físicas: ave típica dos cerrados do Brasil, a seriema possui porte imponente e cauda longa. Sua plumagem é cinza-amarelada, com finas riscas escuras: abdomên um pouco mais claro, bico e pernas vermelhos. Tem a crista formada por um tufo de penas longas, com cerca de 12 cm. É uma das poucas aves que possuem pestanas. Atinge uma altura média de 70 cm, podendo chegar a 90 cm de comprimento e pesar até 1,4 kg.

Alimentação: vermes, roedores, insetos e pequenos répteis, incluindo lagartos e cobras, fazem parte de sua dieta.

Biologia e comportamento social: durante o dia, casais ou pequenos bandos procuram alimentos no chão. À noite dormem empoleirados em galhos baixos.

Reprodução: o casal usa gravetos para construir ninhos em árvores, onde põem dois ovos brancos, levemente rosados e pintados de castanho. O casal se reveza no choco. Após 26 dias os ovos eclodem mas os pais costumam criar apenas um dos filhotes que fica cerca de duas semanas no ninho, onde é alimentado. Habitam campos e cerrados.


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Fonte: ambientes.ambientebrasil.com.br/fauna/aves/siriema_(cariama_cristata).html
Fonte parcial: Guia Ilustrado de Animais do Cerrado de Minas Gerais. 2.° edição. CEMIG. Editare Editora.2003.

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Ema

Ema (Rhea americana)

Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Struthioniformes
Família Rheidae
Gênero Rhea
Espécie
Rhea americana

O macho é o responsável pela incubação dos ovos.


As emas pertencem à mesma ordem que os avestruzes: Rheidae, mas diferentemente deles ocorrem naturalmente na América do Sul, mais especificamente na Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai. Em classificações mais recentes, são consideradas integrantes do grupo das aves de grande porte e não voadoras, as chamadas ratitas. São elas os avestruzes, casuares, quivis e as extintas aves-elefantes e moas.

Tais animais podem atingir 1,70 metros de altura, e até trinta e cinco quilos; sendo as maiores aves do Brasil. Possuem asas atrofiadas, penas de cor marrom acinzentada e três dedos em cada pé. Nos machos há uma mancha negra no pescoço, diferindo-os das fêmeas.

São encontrados em ambientes cobertos por gramíneas, alimentando-se de folhas, frutos, sementes, invertebrados e pequenos vertebrados, ou seja: são onívoros. Para auxiliar na trituração do alimento, podem ingerir pequenas pedras e cocos.

Possuem longas e fortes pernas, propiciando que, em situações de perigo, alcancem os 60 km/h. Para tal, as asas auxiliam tais indivíduos no equilíbrio.

As emas vivem em bandos de aproximadamente trinta indivíduos. Na época de acasalamento, o macho dominante expulsa os demais, reúne aproximadamente cinco fêmeas, e se acasala com elas. É também o responsável pela preparação dos ninhos, incubação dos ovos e cuidado com os filhotes. Todos os ovos, de aproximadamente meio quilo cada, são colocados em um mesmo ninho, e eclodem em um pouco mais de um mês, dando origem a aproximadamente vinte e cinco filhotes.

Essa espécie atinge a maturidade sexual aos três anos de idade e tem expectativa média de vida de quarenta anos.

Teiús são os maiores predadores de ovos de emas; e os filhotes são fonte alimentar de gaviões, alguns felinos e do lobo-guará. Aliadas a este fato, a caça (com o intuito de retirar suas penas) e a perda de habitats permitiram com que tal espécie se encontre, atualmente, em declínio, quase ameaçada de extinção, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN).


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Fonte: www.brasilescola.com/animais/ema.htm
Por: Por Mariana Araguaia

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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Tamanduá Bandeira

O tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), também conhecido como papa-formigas, é um mamífero quadrúpede e desdentado pertencente à família Myrmecophagidae e à ordem Xenarthra. È um animal de aspecto bem diferente, solitário, pacífico e cauteloso que costuma caçar tanto durante o dia como durante a noite. Pode-se encontrar este estranho animal desde a América central (Belize) até a América do Sul (Argentina).

Este mamífero tem uma pelagem espessa que se torna maior na cauda. O focinho dele tem formato cilíndrico. Sua visão é fraca, mas sua capacidade de olfação é bem aguçada (cerca de 40 vezes maior que a do homem), desta forma, ele não tem problemas para localizar facilmente um formigueiro ou um cupinzeiro na hora de se alimentar. O peso de um adulto desta espécie pode pesar até 40 kg, seu comprimento pode chegar até 2m (incluindo a cauda) e sua altura pode atingir 60 cm. Eles têm uma coloração acinzentada, com faixas diagonais pretas com as bordas brancas.

Este animal é dotado de fortes e longas garras dianteiras com as quais escava as resistentes paredes dos formigueiros e cupinzeiros onde, em seguida, introduz sua língua, pegajosa e longa (aproximadamente 60 cm), que é utilizada para explorar as galerias do formigueiro e levar os insetos à boca, normalmente formigas, cupins, larvas, besouros. Por dia o tamanduá-bandeira é capaz de ingerir até 30.000 insetos. As garras também são utilizadas para se defender dos predadores, situação na qual o tamanduá-bandeira abraça seu predador para cravar-lhe as longas garras. É daí que surge a expressão popular “abraço de tamanduá”.

Infelizmente o tamanduá-bandeira é mais um animal ameaçado de extinção devido ao fato do homem estar destruindo seu habitat. Os fatores que têm contribuído para isso são: a caça indiscriminada, as queimadas (e seu pêlo é extremamente inflamável) e o avanço da agropecuária no cerrado (ecossistema que, por ser bem aberto, não possui lugares onde o tamanduá-bandeira possa se esconder).

Estes animais são vistos juntos somente na época da reprodução, normalmente na primavera. A fêmea tem apenas um filhote por ano, este filhote nasce, após uma gestação de 190 dias, muito frágil com aproximadamente 1,3 kg. Ele é carregado no dorso de sua mãe e alimentado durante os primeiros 9 meses, período em que só se alimenta de leite.


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Texto e Foto - Reprodução

Fonte: www.infoescola.com

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Onça Pintada

A onça pintada (Panthera onca) é um felino da família Feliade. Esse animal é carnívoro, sendo que também é chamado de jaguar (nome que tem origem na Mitologia Guarani). A onça pintada chega aos 2,10 metros de comprimento, pesa em média 150kg e sua altura chega a 90 cm. Em cativeiro, comem aproximadamente 2,5 kg de carne por dia, porém em liberdade, como gastam mais energia, comem bem mais.

Na Mitologia Maia, é considerada um animal sagrado. Os índios usam sua gordura para passar no corpo das crianças, pois acreditam que isso lhes dá força. Também acreditam que ao comerem a gordura da onça, utilizando para isso a ponta de uma flecha, ficam mais corajosos.

A onça pintada vive às margens dos rios e também nos ambientes campestres desde o sul dos EUA até a Argentina. A onça têm como território individual de caça, aproximadamente 80 quilometros quadrados.

A onça pintada tem a mandíbula mais poderosa entre os felinos e a segunda mais poderosa entre os carnívoros. Para matar as capivaras, macacos e outros animais menores ela ataca diretamente no crânio da vítima.

    Ela move-se silenciosamente, com  cabeça abaixada: as manchas de seu pêlo constituem uma perfeita camuflagem. A onça é um bom pescador. Agita a cauda sobre a superfície do rio para atrair o peixe que ela pega com uma patada.  Como o tigre, ao contrário da maioria dos felinos, ela nada freqüentemente, atravessando rios e riachos.
    A onça tem sido muito caçada por causa da sua bela pele.
 Por isso, a espécie está ameaçada, uma vez que sua reprodução é lenta. O acasalamento dá-se em qualquer época.  Ao nascer, o filhote pesa quase um kg.  Com seis semanas já vai  caçar. Fica com a mãe até um ou dois anos.  

Dieta da Onça Pintada
  A onça-pintada é uma excelente caçadora. As patas curtas não lhe permitem longas corridas, porém lhe proporcionam grande força, fundamental para dominar animais possantes como antas, capivaras, queixadas, tamanduás e até mesmo jacarés. Ocasionalmente esses felinos atacam e devoram grandes serpentes (jibóias e sucuris), quando a fome aperta e não encontram outra presa. Na Venezuela foram registrados casos de onças a devorar anacondas adultas. Enquanto os outros grandes felinos matam suas vítimas, mordendo-as na jugular, a onça o faz atacando-as diretamente na cervical, graças a suas mandíbulas poderosas, as mais fortes de todos os felinos e a segunda mais forte entre os carnívoros terrestres. A mordida de uma onça pode facilmente atravessar o casco de uma tartaruga. Apesar disso, o onça não se furta em comer pequenos animais se a chance lhe aparece. A onça pintada é o maior mamífero carnívoro do Brasil, e necessita de pelo menos 2 kg de alimento por dia, o que determina a ocupação de um território de 25 a 80 km2 por indivíduo a fim de possibilitar capturar uma grande variedade de presas.
    A onça seleciona naturalmente as presas mais fáceis de serem abatidas, em geral indivíduos inexperientes, doentes ou mais velhos, o que pode resultar como benefício para a própria população de presas.
   

           Reprodução
  As onças-pintadas são solitárias e só buscam a companhia de um par durante a época de acasalamento. A gestação dura em média 100 dias e até quatro filhotes podem ser gerados. Estes nascem cegos e passam a enxergar após 2 semanas. A fêmea só cria até dois por ninhada, permanecendo os filhotes com a mãe até os dois anos de idade. Os machos atingem a maturidade sexual em torno dos três anos, enquanto as fêmeas a alcançam com dois anos. Em cativeiro, as onças vivem até 20 anos. A expectiva de vida para animais selvagens cai pela metade. Na época reprodutiva, as onças perdem um pouco os seus hábitos individualistas e o casal demonstra certo apego, chegando inclusive a haver cooperação na caça. Normalmente, o macho separa-se da fêmea antes dos filhotes nascerem. Em geral, após cem dias de gestação nascem, no interior de uma toca, dois filhotes - inicialmente com os olhos fechados. Ao final de duas semanas abrem os olhos e só depois de dois meses saem da toca. Quando atingem de 1,5 a 2 anos, separam-se da reprodutora, tornando-se sexualmente maduros e podendo assim se reproduzirem.
     

Aparência da Onça
    A onça-pintada se parece muito, à primeira vista, com o leopardo. Um exame mais detalhado mostra, contudo, que sua padronagem de pêlo apresenta diferenças significativas. Enquanto o leopardo apresenta rosetas menores mas em maior quantidade, as manchas da onça são mais dispersas e desenham uma roseta maior, algumas delas com pontos pretos no meio. O interior dessas manchas é de um dourado/amarelo mais escuro que o restante da pelagem. Existem também alguns indivíduos melânicos, as chamadas onças-pretas. Elas não pertencem a uma outra espécie, e suas manchas ainda são facilmente reconhecíveis na pelagem escura, trata-se apenas de uma mutação genética na qual os indivíduos produzem mais melanina do que o normal, o que provoca um maior escurecimento da pelagem desse animais.
    A cabeça da onça é proporcionalmente maior em relação ao corpo. Um exemplar adulto alcança até 2,10 de comprimento, chegando a pesar em torno de 115 kg, embora, em média, os machos pesem 90 kg e as fêmeas 75 kg. A altura da cernelha é de aproximadamente 70 cm, sendo o maior felino das Américas.
   

Beira da extinção
    Apesar de serem tão temidas, fogem da presença humana e mesmo nas histórias mais antigas, são raros os casos de ataque ao homem. Como necessita de um amplo território para sobreviver, pode "invadir" fazendas em busca de animais domésticos, despertando, assim, a ira dos fazendeiros que a matam sem piedade. Por esse motivo, e sobretudo pela rápida redução de seu habitat, esse felídeo, naturalmente raro, ainda encontra-se a beira da extinção no Brasil.


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Texto e Foto - Reprodução

Fonte: www.achetudoeregiao.com.br

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sábado, 10 de março de 2012

Caça

6-21. REGRAS GERAIS

a. A maior parte dos animais de sangue quente e com pêlos são cautelosos e difíceis de se deixarem apanhar. Para caçá-los será preciso habilidade e paciência; o melhor método será o chamado de “ESPERA” (Fig 6- 36), cujo tipo, altura e comodidade ficarão a critério do caçador. Os locais mais indicados para uma espera serão uma trilha, um bebedouro ou um comedouro.

Fig 6-36. Um tipo de espera

b. O caçador deverá construir sua espera segundo a direção do vento, isto é, o vento deverá levar ao caçador o cheiro da caça, e não o contrário.

c. O silêncio será fundamental. Se o caçador quiser seguir uma caça, poderá fazê-lo, mas terá que caminhar lentamente e com segurança; o vento terá de soprar, durante todo o tempo da perseguição, no sentido do animal para o homem. Só deverá avançar quando ele estiver comendo ou olhando para outro lado que não o do caçador, devendo este permanecer imóvel, se o animal levantar a cabeça em sua direção.

d. Os períodos mais recomendáveis para caçar serão entre 4:00 e 6:00 horas e entre 18:00 e 21:00 horas.

e. A caça deverá ser mais abundante e fácil de ser encontrada nas proximidades de água e nas clareiras. Ao caminhar, observar com atenção o terreno a fim de descobrir sinais de caça: trilhas, vegetação rasteira pisoteada, excrementos ou restos de comida e, mesmo, ruídos característicos. Quando se estiver percorrendo uma trilha, essa atenção deverá ser redobrada, pois o animal poderá surgir a qualquer momento.

f. Muitas espécies de animais vivem em buracos, nos ocos das árvores ou no chão. No primeiro caso, para pegá-los, tampam-se todos eles, menos um, o qual será remexido com uma vara comprida e flexível, ou enchido de água, para forçar a saída do animal; quando isto se der, uma pancada forte na cabeça será suficiente.

g. A caça noturna geralmente dará bom resultado, pois a maior parte dos animais se movimenta à noite. A luz de uma lanterna ou de um archote, projetada nos olhos do animal, torná-lo-á parcialmente cego, o que permitirá maior aproximação do caçador que, se não possuir arma de fogo, procurará abatê-lo com uma lança (pau com ponta afiada) ou mesmo com uma paulada. Os chamados “olhos sem corpo” não deverão perturbar o caçador, pois serão apenas o resultado dos reflexos da luz nos olhos de aranhas e insetos.

h. Animais de grande porte, quando feridos ou quando protegem os filhotes, são perigosos. Antes da aproximação para recolher a caça abatida, será conveniente certificar-se bem de que ela esteja realmente morta.

i. Rãs existirão de todos os tamanhos; à noite, na beira das águas, poderão ser pegas com as mãos, após focá-las com lanternas ou archote; de dia, com um caniço fino, espetando-as. Não devem ser confundidas com os sapinhos venenosos ou com o sapo-cururu.

j. Cobras também serão comestíveis, para pegá-las, poderá ser usada uma vara comprida com forquilha na ponta, com a qual se prenderá o “pescoço” do ofídio, matando-o em seguida com uma pancada na cabeça, de preferência, a fim de economizar munição.

l. Lagartos também poderão ser laçados ou fisgados com vara.

m. Tartarugas vivem na água, mas costumam vir a terra, quando, então, serão presas fáceis. Após capturadas, deverão ser viradas de pernas para o ar, em lugares onde não haja pontos de apoio que permitam que se desvirem por si. Será necessário, apenas, ter cuidado com a boca e as garras do animal. Quando elas fugirem para a água, irão esconder-se pousando na areia do fundo; neste momento, poderão ser fisgadas ou arpoadas. Até com anzol, tendo como isca pedaços de palmito, poder-se-ão pegá-las. Existem várias espécies de tartaruga; tracajá e viração são as mais encontradas, sendo a segunda, de grande porte, somente encontrada em grandes rios ou lagos, onde existem boas praias.

n. O jabuti, chamado “a tartaruga do seco”, aprecia toda e qualquer variedade de frutas, além de comer ervas e carnes. Costuma viver em troncos ocos de árvores caídas. Para caçá-lo, bastará fazer fogo em uma das bocas do tronco, ou fustigá-lo com uma vara comprida. Não morde, nem arranha.

o. Os pássaros não deverão ser desprezados como futuros alimentos. Para caçá-los, a melhor arma será a atiradeira (bodoque, baladeira, lançadeira, estilingue), pois não valerá a pena gastar munição.

p. Aves grandes, como mutum, jacu, jacamim, uru, nhambu, poderão ser caçadas a tiro ou por meio de arapucas. Serão encontradas, normalmente, nas árvores frutíferas, próximas das águas. Seus ninhos, quando encontrados, poderão fornecer ovos, todos eles comestíveis.

q. As trilhas serão os caminhos normais percorridos pelos animais da floresta. Sobre o solo deverão ser procurados ratos, porcos-espinhos porcosdo- mato, pacas, veados, tatus, antas, cutias etc. Onças, gatos-maracajás e jaguatiricas raramente serão avistados, mas, se o forem, fornecerão também caça para alimentação. Nas árvores serão procurados macacos, morcegos, esquilos, quatis e ratos.

6-22. PRINCIPAIS ARMADILHAS

a. Chiqueiro - São armadilhas para pegar onça ou gato-maracajá. Quando destinadas à primeira, não haverá necessidade de serem assoalhadas, mas para o segundo sim, com madeira dura (paxiúba, por exemplo). Quando para onça, deverá ter um outro compartimento na parte de trás, onde será colocada a isca (qualquer animal vivo); quando para o gato-maracajá, não haverá necessidade desse compartimento, pois a isca será carne, vísceras ou peixe. O importante nessa armadilha será o gatilho que a fará funcionar, composto de madeiras e cipós, e cuja construção dependerá da habilidade do caçador (Fig 6-37).

Fig 6-37. Chiqueiro (Obs: para manter qualquer felino no seu interior os troncos deverão estar unidos uns aos outros, assim a armadilha terá firmeza e solidez)

b. Mundéus (Fig 6-38 e 6-39) - Muito empregados para pegar tatus (china, canastra, quinze-quilos, peba, bola), baseiam-se no peso do próprio tronco que, quando cai por desarme do gatilho, atingirá o animal. Serão construídos sobre as trilhas ou próximos às tocas, e não precisarão de isca. Quando associados a um laço, poderão apanhar animais maiores.

Fig 6-38. Mundéu

Fig 6-39. Mundéu associado a laço

c. Arapuca (Fig 6-40) - Normalmente usada para pegar jacu, jacamim, mutum, etc, ou seja, aves grandes.

Fig 6-40. Arapuca

d. Alçapão - Consiste de um buraco fundo, cuja boca será coberta de varas finas e folhagem, a fim de camuflá-la. Poderá ou não ser colocada uma isca; se for o caso, terá a vantagem de atrair pelo cheiro. e. Laços - Grande será a variedade de laços, nos quais se colocarão, ou não, iscas, de acordo com a caça pretendida. As figuras 6-41 e 6-42 apresentam alguns tipos.

Fig 6-41. Laço com dois tipos de gatilho

Fig 6-42.Outro tipo de laço

f. Armadilha com arma de fogo - A arma a empregar poderá ser uma pistola, revólver, espingarda de caça, etc. A pontaria deverá ser amarrada de acordo com a altura provável da vítima e sobre a trilha; praticamente, as seguintes medidas são adotadas: uma chave (um palmo), para paca; antebraço- mão, para veado; e braço-mão, para anta. O gatilho (não o da arma) será disparado quando o animal topar com uma das patas no cordel de tropeço distendido sobre a trilha (Fig 6-43).

Fig 6-43. Armadilha com pistola

6-23. RECOMENDAÇÕES FINAIS

a. As armadilhas deverão ser montadas antes do cair da noite e nas partes mais estreitas das trilhas; quando se quiser canalizar o animal em direção a uma delas, bastará construir um “túnel”.

b. Os laços deverão ter suas aberturas calculadas para deixar passar a cabeça do animal, e não o seu corpo. Os de enforcar e suspender terão duas vantagens: matar rapidamente e colocar a caça fora do alcance de outros animais.

c. É conveniente macerar folhas de árvores, misturar com água e aplicar a solução no local da armadilha, visando não permitir que odores estranhos à região afastem o animal.

d. Tudo o que se construir durante a montagem de uma armadilha deverá ser muito bem camuflado, para não despertar suspeitas.

e. Os locais em que forem carneadas as caças poderão atrair outros animais; neles será, portanto, aconselhável e vantajoso colocar armadilhas.

f. Toda a equipe na sobrevivência deverá conhecer a localização e não poderá andar nas trilhas dos animais e, por motivo de segurança, as “áreas de matar” devem ser evitadas.

Texto e Foto - Reprodução

Fonte: Web

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Mata Atlântica

A Mata Atlântica é uma formação vegetal que está presente em grande parte da região litorânea brasileira. Ocupa, atualmente, uma extensão de aproximadamente 100 mil quilômetros quadrados. É uma das mais importantes florestas tropicais do mundo, apresentando uma rica biodiversidade. 

A Mata Atlântica encontra-se, infelizmente, em processo de extinção. Isto ocorre desde a chegada dos portugueses ao Brasil (1500), quando iniciou-se a extração do pau-brasil, importante árvore da Mata Atlântica. Atualmente, a especulação imobiliária, o corte ilegal de árvores e a poluição ambiental são os principais fatores responsáveis pela extinção desta mata.

As principais características da Mata Atlântica são: 

- presença de árvores de médio e grande porte, formando uma floresta fechada e densa;
- rica biodiversidade, com presença de diversas espécies animais e vegetais;
- as árvores de grande porte formam um microclima na mata, gerando sombra e umidade
- fauna rica com presença de diversas espécies de mamíferos, anfíbios, aves, insetos, peixes e répteis.
- na região da Serra do Mar, forma-se na Mata Atlântica uma constante neblina.

Flora - Exemplos de vegetação da Mata Atlântica 

- Palmeiras
- Bromélias, begônias, orquídeas, cipós e briófitas
- Pau-brasil, jacarandá, peroba, jequitibá-rosa, cedro
- Tapiriria
- Andira
- Ananas
- Figueiras

Fauna - Exemplos de espécies animais da Mata Atlântica:

- Mico-leão-dourado(risco de extinção)
- Bugio  (risco de extinção)
- Tamanduá bandeira  (risco de extinção)
- Tatu-canastra (risco de extinção)
- Arara-azul-pequena (risco de extinção)
- Muriqui
- Anta
- Onça Pintada(risco de extinção)
- Jaguatirica 
- Capivara

Curiosidades:

- Alguns povos indígenas ainda habitam a região da Mata Atlântica. Entre eles, podemos destacar: Kaiagang, Terena, Potiguara, Kadiweu, Pataxó, Wassu, Krenak, Guarani, Kaiowa e Tupiniquim.

- É comemorado em 27 de maio o Dia da Mata Atlântica.

- A Mata Atlântica é a segunda maior floresta brasileira, em extensão.

Texto - Reprodução

Fonte: Web

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