Página Inicial / homepage  -   Entre no fórum/participe
"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina"
Mostrando postagens com marcador vegetal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vegetal. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Carvão Vegetal - Utilidades

O carvão vegetal é obtido a partir da queima ou carbonização de madeira, após esse processo resulta em uma substância negra.


No cotidiano o carvão vegetal é utilizado como combustível de aquecedores, lareira, churrasqueiras e fogões a lenha, além de abastecer alguns setores industriais, como as siderúrgicas.

O carvão também é usado na medicina, nesse caso chamado de carvão ativado oriundo de determinadas madeiras de aspecto mole e não resinosas.

Essa substância tem sido utilizada desde a Antiguidade, na civilização egípcia tinha seu uso difundido na purificação de óleos e uso medicinal. Na Segunda Guerra serviu para a retirada de gases tóxicos a partir de sua elevada capacidade de absorver impurezas sem alterar sua estrutura, em razão de sua composição porosa.

No Brasil há relatos de uso de carvão vegetal por parte dos índios, esses realizavam a mistura da substância com gorduras de animais com finalidade de combater doenças como tumores e úlceras.

O carvão também se destaca na condução de oxigênio e um eficiente disseminador de toxinas. Diante de várias indicações positivas do carvão, pode-se destacar o seu uso no tratamento de dores estomacais, mau hálito, aftas, gases intestinais, diarreias infecciosas, desinteria hepática e intoxicações.

O Brasil ainda faz uso do carvão vegetal na produção industrial, prática que deixou de ser desenvolvida nos países centrais, o país ocupa o primeiro lugar na produção dessa substância. Diante disso, cerca de 85% do carvão produzido é utilizado nas indústrias, as residências respondem por 9% do consumo e o setor comercial como pizzarias, padarias e churrascarias 1,5%.

Apesar dos benefícios apresentados com a utilização do carvão vegetal é preciso analisar as consequências que sua produção provoca. Em primeiro lugar é importante analisar o fator social, quando pessoas adultas e até crianças trabalham nas carvoarias  em condições, na maioria das vezes, precárias de trabalho e baixíssimos salários.

Outro fator não menos importante que o primeiro é o ambiental, pois para o desenvolvimento dessa atividade diversas vezes é preciso retirar a cobertura vegetal de importantes composições vegetativas contidas no território brasileiro, que geralmente não são oriunaos de madeiras de reflorestamento ou madeira cultivada para esse fim, pois algumas pesquisas revelam que aproximadamente 78% do carvão produzido no Brasil é de origem de vegetação nativa, o que causa um enorme prejuízo ambiental.

Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia


Video acima do Canal de Edgarbushcraft


»»---------(Bushcraft Minas)------>

Texto e Foto - Reprodução

Fonte: /www.brasilescola.com

Seguir no Twitter Siga Bushcraft Minas no Twitter
Seguir no Twitter Curtir Bushcraft Minas no Facebook

Seguir no Twitter Siga Bushcraft Minas no Google +

Seguir no Twitter Youtube inscreva-se no Canal de Bushcraft Minas

Seguir no Twitter Seja amigo de Bushcraft Minas no Orkut

tags: Bushcraft ,bushcraft ,facas , sobrevivencia ,tecnicas de sobrevivencia,sobrevivencia na selva,
selva ,agua,fogo,comida,alimento,abrigo,sinalização,orientação,mochileiro,escoteiro,pescador,
montanhista,militares, mateiro,camping,mata ,mato ,floresta ,faca ,facao ,ray mears ,bear grylls ,
company ,magazine, equipment , equipamento ,skill ,machado ,pederneira ,fazer ,minas ,mateira ,
arte ,armadilhas ,armadilha ,fogueira, sobrevivencialismo ,gerais ,Trekking , knives,

Deixe seu comentário

sábado, 10 de março de 2012

Alimentos de Origem Vegetal

6-8. INTRODUÇÃO

Cada região possui recursos naturais e os regionais utilizam formas e processos peculiares para procurá-los e prepará-los. O habitante local, o nativo, será sempre uma fonte de referência útil. Caso não possa ele próprio fornecer algum recurso alimentar, poderá informar quanto às possibilidades da região, nesse particular.

6-9. REGRAS GERAIS

a. Existem mais de 300 mil espécies vegetais catalogadas no mundo, sendo a maioria delas comestíveis e pouquíssimas as que matam quando ingeridas em pequenas quantidades. Não há uma forma absoluta para identificar as venenosas. Seguindo-se a regra abaixo, poder-se-á utilizar qualquer vegetal, fruto ou tubérculo, sem perigo de intoxicação ou mesmo envenenamento.

"NÃO DEVEM SER CONSUMIDOS" os vegetais que forem cabeludos e tenham sabor amargo e seiva leitosa, ou, minemonicamente, CAL:


C - cabeludos;
A - amargo sabor;
L - leitosa seiva.

OBSERVAÇÃO: Exceção será feita ao amapá, à sorva e ao abiu.

b. Qualquer fruto comido pelos animais poderá também ser consumido pelo homem.

c. Se uma planta não for identificada, outra regra básica é utilizar exclusivamente os brotos, de preferência os subterrâneos, pois serão mais tenros e saborosos.

d. Nas regiões onde houver igarapés, seguindo seus cursos, obter-se-ão alimentos vegetais com maior facilidade.

e. Não há na área amazônica palmitos tóxicos; todos podem ser consumidos: buriti, bacaba, açaí, patauá. Apresentam-se sempre como prolongamento central do tronco, sendo o seu tamanho proporcional à idade da palmácea.

f. Os alimentos de origem vegetal estarão sempre na dependência da época do ano e da distribuição geográfica.

g. Para eliminar a toxidez de alguns vegetais basta fervê-los durante cinco minutos, realizando a troca de água por duas ou três vezes nesse período. Após isto o vegetal poderá ser consumido. São exceções a esta regra os cogumelos.

h. Se o sobrevivente consumir exclusivamente vegetais, deverá fazê-lo de forma moderada até que seu organismo se acostume à nova dieta.

6-10. VEGETAIS COMESTÍVEIS a. Os mais conhecidos são:

(1) Abiu - Fruto do abieiro, cuja árvore é oriunda do PERU. É comestível, variando de forma e tamanho, esférico ou ovóide. A coloração é predominantemente amarela com manchas verdes.

(2) Abricó - Fruta de casca amarela, redonda, polpa também amarelada; as flores do abricoteiro são brancas. Come-se a polpa que, além de saborosa, é abundante.

(3) Abutua - Outros nomes: parreira-brava, parreira-do-mato, uva-dorio- apa. É uma trepadeira que dá cachos semelhantes aos da videira, com bagas pretas e de gosto adocicado. Não se comem essas frutas, tendo elas, entretanto, emprego terapêutico. Assim, a raiz e a casca do tronco, por cocção, podem ser usadas para reumatismo, prisão de ventre, afecções hepáticas e má digestão, além de diuréticas. Dez a quinze gramas por litro d’água e 4 a 5 xícaras por dia será a dose indicada. Por outro lado, é indicada para cataplasmas em inflamações e contusões.

(4) Açaí (Fig 6-9) - Fruto escuro, colhido em cachos. Quando amassado, produzirá um líquido grosso, do qual resulta, em mistura com água, saudável refresco. É uma rica fonte de calorias e de ferro. O açaizeiro é uma palmeira cujo palmito poderá ser comido cru ou cozido.

(5) Açucena - Planta aquática, de flores brancas ou amarelas; os talos e as tuberosidades (batatas) são comestíveis, crus ou cozidos, e as sementes também, delas resultando, quando secas e trituradas, uma espécie de farinha.

(6) Amapá - Árvore grande, de cuja casca, após sulcada inclinadamente, escorrerá um leite vegetal com teor alimentício, de gosto semelhante ao leite de gado, mesmo sem açúcar. Deve ser adicionado à água (2 porções para uma de amapá) para que não traga prejuízo ao sistema digestivo.

(7) Anil - Outros nomes: caachica (AMAZONAS) ou timbó-mirim (MATO GROSSO). Planta herbácea, ramosa, de cor verde esbranquiçada; folhas em palmas e compridas; flores róseas, miúdas e em pequenas cachos; o fruto é uma vagem cilíndrica, curvada, aguda na ponta, contendo sementes parecidas com o feijão. Usos principais: diurético, purgativo e febrífugo (chá das folhas e raízes), contra sarnas (folhas machucadas) e repelente de insetos (raízes e sementes, secas e pulverizadas).

(8) Araçá - Várias espécies de vegetais com este nome têm larga distribuição em toda a AMAZÔNIA. O fruto é semelhante à goiaba, um pouco ácido, de casca amarelo-avermelhada e pequenas sementes. A polpa do araçá, além de ser consumida ao natural, serve para o fabrico de doces e refrescos e para os chamados “vinhos” dos indígenas.

(9) Babaçu (Fig 6-10) - Planta da família das palmeiras cujo fruto pode ser consumido e a casca (que é muito dura) pode ser utilizada como carvão. No fruto pode ser encontrado o “tapuru” (larva de besouro vivo com grande valor calórico e proteico).

Fig 6-9. Açaí

Fig 6-10. Babaçu

(10) Babosa - Outros nomes: caraguatá ou erva-babosa. Planta semelhante ao ananás, de folhas compridas, grossas e orladas de espinhos em serrilha; tem cheiro forte e do centro sai uma haste onde, na parte superior, ficam as flores amarelas; seus frutos são ovóides e cheios de pequenas sementes. Usos principais: queimaduras e inflamações (suco das folhas) e oftalmia (polpa das folhas).

(11) Bacaba (Fig 6-11) - Palmeira que, além de fornecer um palmito comestível, produz frutos semelhantes ao açaí, que dão um excelente vinho.

(12) Bacuri - Fruto do bacurizeiro, árvore de grande porte que é encontrada no AMAZONAS, PIAUÍ, TOCANTINS, PARÁ, MARANHÃO e MATO GROS-SO. O fruto é uma baga globosa, amarela, de 7cm de diâmetro longitudinal, com polpa branco-amarelada, comestível e de gosto agradável. As próprias sementes têm sabor de amêndoas e são comestíveis.

(13) Bambu - Os brotos são amargos, mas poderão ser comidos crus; para tirar o amargor bastará cozinhá-los em uma ou duas águas; antes de comêlos, tirar as películas que os envolvem; as sementes também são comíveis.

(14) Biribá (Fig 6-12) - Fruta grande, semelhante à ata ou pinha, de casca esverdeada. A polpa é abundante e esbranquiçada e as sementes, pequenas e pretas. O fruto verde e seco, reduzido a pó, é empregado como antidiarréico, por ser rico em substâncias tônicas.

Fig 6-11. Bacaba

Fig 6-12. Biribá

(15) Buriti (Fig 6-13) - Palmeira que fornece folhas, palmito e frutos. O palmito será encontrado no prolongamento do caule. Os frutos são arroxeados e escamosos, possuem alto teor de provitamina A e são ricos em gordura.

(16) Cacau - Fruto gomoso, de casca dura e amarelada, dentro do qual estão as sementes envoltas por uma polpa branca. Somente esta polpa poderá ser aproveitada em estado natural.

(17) Cajuí - Também conhecido como caju-do-mato, é uma fruta vermelha, semelhante ao caju comum; a castanha, torrada, poderá ser comida.

(18) Camocamo - Árvore de caule liso que poderá ser encontrada em terrenos baixos à beira dos lagos; o fruto é semelhante à jabuticaba, rico em vitamina “C” é também comestível.

(19) Capim-elefante - Também chamado rabo-de-gato. Dele são comestíveis o pólen, os ramos novos e tenros.

(20) Cará ou inhame - Planta de folhas cordiformes e comestíveis, substituindo os espinafres. Os tubérculos dos carás podem ser arroxeados ou brancos, são ricos em amido e são consumidos cozidos, assados ou associados a outros alimentos de origem animal.

(21) Caruru - Planta de folhas finamente recortadas que flutuam na corrente. As flores, que parecem penas róseas com cheiro de violetas, emergem da água na extremidade de compridos pedúnculos. A planta, secada ao sol, e após queimar e lavar suas cinzas, apresentará como resíduo um sal grosseiro, porém útil.

(22) Castanha (Fig 6-14) - Fruto de árvore majestosa, chamada castanheira, que atinge até 50 metros de altura, de onde pendem pesados ouriços. Em cada ouriço encontram-se de 12 a 22 nozes. As amêndoas contidas nestas nozes possuem alto teor nutritivo (100g de castanha do BRASIL fornecem 400 calorias).

Fig 6-13. Buriti

Fig 6-14. Castanha

(23) Cipó-cravo - Cipó facilmente encontrado na Amazônia, quando cortado transversalmente, apresenta o formato de uma “cruz de malta” na secção. Preparado em forma de chá terá efeito diurético e antidiarréico.

(24) Cúbio - Fruto amarelado, redondo e azedo, cujo pé é um arbusto de capoeira coberto de espinhos. Cozido, pode ser comido.

(25) Cucura - Planta leguminosa robusta, com raízes tubulares acima do solo, para sustentar o possante tronco. Seus frutos são doces e acídulos e, fermentados, dão uma bebida vinosa.

(26) Cupuaçu - É cultivado em todo o Norte do BRASIL e sua árvore, podendo atingir até 6 metros de altura, tem a casca marrom ou acinzentada. O fruto é uma cápsula elipsóide de até 30 cm de comprimento por 15 de diâmetro, de casca escura, verrugosa e lenhosa; a polpa branca, envolvendo as sementes, é agradável. Rica em glicídios, pode ser dissolvida na água, em forma de vinho ou refrigerante.

(27) Cupuaí - Existe na AMAZÔNIA, sobretudo em terrenos pantanosos; seu caule pode atingir até 15 metros de altura e é de casca amarela ou cinzento-escura. O fruto é uma cápsula amarela, sendo consumido o epicarpo carnoso, que é adocicado. As sementes são sucedâneas do cacau.

(28) Fedegoso - Outros nomes: mata-pasto, mananga, manjerioba (CEARÁ), pajamarioba (PARÁ), folha-de-pajé ou lava-pratos. É uma planta de caule cilíndrico, ramoso e ascendente, de folhas enrugadas e de flores tubulosas, brancas ou violetas; o fruto é uma noz, contendo 4 caroços redondos. Usos principais: purgativa (infusão das folhas, na dose de 10 gramas em uma xícara de água) e diurética (casca da raiz, na dose de 4 gramas em uma xícara de água fervendo).

(29) Fetos - São plantas encontradas em lugares úmidos. As partes comestíveis são as raízes e os brotos das extremidades de cada ramo.

(30) Fruta-de-guariba - Também chamada gogó-de-guariba. Tem fruto arredondado, de 10 cm de diâmetro, cor marrom clara, casca lisa sabor pouco agradável.

(31) Goiaba-de-anta - A árvore alcança 10 metros de altura, ocorrendo na AMAZÔNIA. Seus frutos são bagas que se desenvolvem aderidas ao próprio tronco.

(32) Graviola (Fig 6-15) - Árvore disseminada pelos trópicos de todo o globo, atingindo até 10 metros de altura e sendo encontrada, inclusive, em forma silvestre. O fruto é uma baga de forma irregular, areolada, com polpa branca, suculenta e um pouco fibrosa. Uma única fruta pode pesar até 2 quilos. A polpa é comestível ao natural ou transformada em suco. O fruto verde é antidisentérico e as sementes são adstringentes (provocam constrição) e eméticas (provocam vômitos). Outros nomes: pão-do-pobre e graviola-donorte.

(33) lnajá - Palmeira de pequeno porte (5 a 6 metros), cujas amêndoas e palmitos são comestíveis.

(34) lngá-açú (Fig 6-16) - Árvore alta, copada, de folhas miúdas; o fruto é uma vagem achatada, de até 30cm de comprimento. A polpa que envolve a semente é doce e saborosa.

Fig 6-15. Graviola

Fig 6-16. Ingá-açu

(35) lngá-cipó - Semelhante à anterior, mas as vagens alcançam 80 cm de comprimento.

(36) lngaí - Árvore silvestre, de vagem pequena, cuja polpa dos frutos é comestível.

(37) lnhame - Ver Cará.

(38) Jaci - Palmeira de caule e folha espinhentas. Seu fruto é um “coco” pequeno de formato redondo-achatado e de cor marrom-clara. Na sua polpa pode ser encontrado o “tapuru” (larva de um besouro vivo com grande valor calórico e protéico).

(39) Jambuaçu - Conhecida ainda como agrião-do-pará ou agrião-dobrasil. É uma planta de hastes ramosas e rasteiras, de folhas dentadas, flores amarelas que passam a pardacentas e de frutos secos, com uma única semente. As folhas são comestíveis, mesmo cruas, e o extrato das flores é utilizado nas dores de dente.

(40) Janari - Palmeira donde se poderá extrair palmito.

(41) Jatobá - Árvore grande, também chamada jataí, que dá vagens marrons com bagas semelhantes às do ingazeiro.

(42) Jenipapo (Fig 6-17) - Fruto de casca marrom, do tamanho de uma laranja, cuja polpa é comestível e o vinho muito apreciado. O fruto deve ser consumido “in natura”, pois quando fervido produz um líquido que provoca ânsias de vômito.

(43) Macaxeira - Espécie de mandioca cuja raiz não contém princípios venenosos. A planta é menor que a da mandioca amarga. Os tubérculos podem ser comidos assados, cozidos ou fritos como a batata. Na AMAZÔNIA há duas variedades: a branca e a de casca roxa. Pedaços de macaxeira cozida podem ser associados a cozidos e assados de carne, obtida em caçada ou com armadilhas, e de peixe.

(44) Marajá - Palmeira que dá coquinhos pretos, conhecidos, também, por cocos-de-catarro.

(45) Mari - Conhecido também como umari ou mari-gordo. Árvore pequena que é encontrada na AMAZÔNIA. A fruta é do tamanho de um ovo pequeno, com polpa adocicada e oleosa, comestível, mas um tanto enjoativa.

(46) Marimari-de-várzea - Árvore pequena que é encontrada na AMAZÔ- NIA. Seu fruto é uma vagem de 80 cm de comprimento, quase cilíndrica, contendo grande número de sementes envoltas numa polpa verde, doce e comestível.

(47) Marupá - Outros nomes: marupá-mirim, marubá ou papariúba (MARANHÃO). Árvore de 20 a 25 metros de altura, o que a distingue do marupádo- campo (marupaí-do-campo, pau-paraíba ou mata-barata), que também é medicinal. A casca é muito espessa, fibrosa e porosa; a madeira é leve e branca, manchada de amarelo claro; folhas alternadas; flores esbranquiçadas e pequenas; fruto de 5 cápsulas, de forma e volume de uma azeitona, contendo cada uma 1(um) caroço oval. A infusão da casca, principalmente a da raiz, é indicada contra diarréias, disenterias, cólicas, febres intermitentes e afecções verminosas, na dose de 4 a 5 xícaras por dia. O pó da casca é cicatrizante.

(48) Mucajá - Palmeira que dá coquinhos amarelos, conhecidos, também, por cocos-de-catarro.

(49) Murici (Fig 6-18) - Árvore alta e frondosa, de folhas largas e aveludadas e caule reto, com ramagem simétrica. O fruto é pequeno e agridoce, com propriedades laxativas. Toda a planta é diurética e se consumida provoca vômitos. A casca é adstringente (provoca constrição) e antifebril.

Fig 6-17. Jenipapo

Fig 6-18. Murici

(50) Pacovan - Banana que alcança 40 cm de comprimento, bastante indigesta quando consumida ao natural, porém muito apreciada quando assada ou cozida.

(51) Pajurá (Fig 6-19) - Árvore de porte médio, comum na AMAZÔNIA, de fruto ovóide, com caroço unilocular, doce, pouco oleoso e aromático.

(52) Palmeiras - São plantas que reúnem cerca de 1.500 espécies e entre as quais estão os coqueiros, isto é, as que dão cocos grandes; as demais dão os chamados “coquinhos”. Cocos e coquinhos são os seus frutos, nunca venenosos, mas alguns não podendo ser comidos crus. De uma palmeira tudo será aproveitado, assim:

(a) o tronco poderá servir para construir balsas;
(b) as folhas servirão para cobertura dos diferentes abrigos e para “acolchoar” uma “cama”;
(c) como alimentos, ela poderá fornecer amido extraído de seu âmago, o qual, após duas lavagens em água, dará um depósito de goma que, seco, será usado como farinha; fornecerá palmito, cocos e coquinhos. Os cocos encontrados no chão, mesmo germinando, poderão ter sua polpa consumida, desde que seja antes cozida; com isto, ela perderá muito do seu poder laxativo. Será necessário ter cuidado, entretanto, ao se mexer na folhagem das palmeiras, porque, sendo quase todas muito semelhantes, o leigo não distinguirá a espécie chamada pindoba ou patioba que se constitui no “habitat” da serpente “surucucu-de-patioba”. Além disso, geralmente, a vegetação estará cheia de outros pequenos animais, como formigas, cabas e lagartas.

(53) Patauá - Palmeira que dá coquinhos semelhantes, na cor, ao açaí, e dos quais se extrairá bebida e óleo; podem ser comidos crus.

(54) Paxiúba - Palmeira donde se extrai palmito.

(55) Pindoba - Palmeira que fornece palmito e, dos coquinhos, óleo.

(56) Piririma - Palmeira de que se pode obter, igualmente, palmito e óleo.

(57) Pitomba (Fig 6-20) - Árvore copada, com folhas em palmas, de fruto globoso pequeno, marrom, com casca tenaz. O caroço é adstringente (provoca constrição), aplicando-se contra diarréias crônicas.

Fig 6-19. Pajurá

Fig 6-20. Pitomba

(58) Pupunha (Fig 6-21) - Palmeira que pode atingir 18 metros de altura; os frutos, ovóides ou arredondados, amarelados ou vermelhos, são comidos cozidos, muito nutritivos e de gosto agradável.

(59) Pupunharana - Palmeira de até 10 metros, com frutos do tamanho de um ovo, comestíveis.

(60) Saracura-muirá - Arbusto de 1 metro de altura, de folhas longas, abundante na AMAZÔNIA. A infusão de uma raspagem da raiz, bem batida com água, dá uma espécie de cerveja, um pouco amarga; se fervida, este amargor desaparecerá. É narcótica, quando ingerida em grande quantidade. Um caneco, por homem e por dia, é a medida máxima. Possui propriedades terapêuticas, funcionando como protetor hepático.

(61) Sorva - Árvore frondosa e de grande porte que fornece frutos pequenos e esverdeados e um tipo de leite vegetal, o leite de sorva. Este leite, colhido à semelhança do látex, sulcando-se, inclinadamente e sem provocar arestas, o grosso tronco e colocando-se uma folha no encontro das duas incisões, para facilitar a colheita, poderá ser utilizado, sem nenhum temor, na proporção de 2 dedos para um caneco d’água. O leite de sorva é perfeitamente branco e possui teor nutritivo, com sabor bastante semelhante ao leite de gado.

(62) Taperebá - Fruto de árvore que atinge até 25 metros de altura. Seu fruto tem a forma elipsóide, com comprimento de aproximadamente 4 cm, de cor amarelo-alaranjada. Tem odor agradável, sua polpa é comestível, muito sucosa, sendo usada no preparo de sucos, sorvetes e licores.

(63) Tucumã (Fig 6-22) - Sob esta denominação encontram-se diversas palmeiras, de grande utilidade, desde as folhas aos frutos. Das folhas obtêm-se fibras que, tecidas, são utilizadas no preparo de redes, cordas e atilhos; os frutos são comestíveis, tanto crus, como cozidos. Os troncos destas palmeiras são revestidos de espinhos e seus frutos são amarelos, com polpa fibrosa e semente (caroço) grande. A polpa é rica em pró-vitamina A e seu valor energético é significativo: 247 calorias por 100g de fruto. Da semente pode-se extrair óleo vegetal de grande aceitação.

Fig 6-21. Pupunha

Fig 6-22. Tucumã

(64) Uxi - Árvore grande, cujos frutos poderão ser comidos crus ou cozidos e de onde se poderá extrair uma gordura comestível.

(65) Xexuá - Cipó estriado com nervuras esverdeadas que, após raspado, apresenta uma cor amarela. Quando cortado pode-se ver círculos vermelhos concêntricos. O habitante da amazônia mistura “lascas” em garrafas de aguardente ou prepara-o em forma de chá quando, então, é considerado afrodisíaco.

b. A relação acima não esgota o assunto. Conforme a área da Região AMAZÔNICA, novas plantas e frutos poderão enriquecer esta lista ou, no mínimo, suplementá-la com novidades ou denominações locais.

Texto e Foto - Reprodução

Fonte: Web

Seguir no Twitter Siga Bushcraft Minas no Twitter
Deixe seu comentário