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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Machado

Lâmina de um machado de mão em corte de madeira

Um machado é uma arma branca, ferramenta essa originária de outra arma branca, o martelo, sendo um martelo que tem pelo menos uma das extremidades amoladas e própria para o corte, sendo portanto um martelo concebido para o corte e derrubamento de árvores, e outras ações. Tradicionalmente, é construído mediante a fixação de uma cunha perpendicular a um cabo de madeira, podendo o cabo ser de metal, como extensão de seu corpo.

Por ser cunha mesmo mal amolado consegue fender pela transferência de energia. A técnica correta na utilização do machado como ferramenta de corte consiste em golpeá-lo em dois planos alternadamente com 15° entre estes, para que os cavacos possam soltar-se.

Foi utilizado na antiguidade, vide obra de Sun Tzu, a Arte da Guerra, bem como também o seu precedente e originário, o martelo, tanto para corte pelo golpeamento e engenharia de combate, quanto para o combate propriamente dito. No combate, o machado era de difícil manejo, quando grande e dispositivo em máquinas de guerra na forma de arietes catapultas e outras engenharias próprias para abrir brechas nas fortalezas, porém extremamente eficaz na utilização pela infantaria e cavalaria, quando pequenos de até um metro de comprimento, como o martelo, até mesmo para quebrar escudos e carros de guerra, decepar cabeças tanto em combate como pelos executores e/ou carrascos, como o seu precedente o martelo.

Utilidades:

Uma variedade muito grande de lâminas e cabos combinados formam tipos de machados específicos para cada atividade, e por isso foi adaptado para várias funções diferentes:

Um machado de cabo de comprimento médio com uma lâmina de duas faces sempre foi muito utilizado por lenhadores pela praticidade de uso e pela redução na necessidade de amolá-lo à todo o tempo.

Um machado de cabo curto com lâmina pequena é adequado para camping pelo seu tamanho compacto, porém a redução no tamanho também implica redução no poder de corte, o que pode gerar dificuldades.

Um machado de cabo longo com lâmina larga e curva é adequado para decapitações, porém seu peso exagerado o torna inviável para qualquer outra atividade como coleta de madeira, combate ou camping

Um machado de cabo longo e curvo com lâmina larga e reta é utilizado desde os tempos antigos para abastar tábuas e descascar troncos.

Um machado de cabo médio com lâmina estreita é utilizado hoje em dia como ferramenta de salvamento por bombeiros, sua redução no ponto de pressão da cunha é perfeita para atravessar obstáculos como portas e paredes menos espessas. Normalmente sua lâmina se localiza no extremo fim do cabo, não permitindo que o mesmo sobre acima da cabeça do machado, isso facilita seu manuseio em lugares reduzidos e permite golpear, de forma reta, alvos horizontais à frente do utilizador.

Um machado de cabo médio com lâmina estreita e levemente curvada para baixo foi muito utilizado em batalha por bárbaros, a cunha reduzida possuia a mesma função do machado de bombeiro atravessando escudos e armaduras, porém a inclinação a torna uma ferramenta ineficiente na derruba de árvores.

Ao longo dos anos, o machado foi sendo adaptado com apêndices como ponteiras, para ceder pedras, cimento e outros objetos quebradiços, e ganchos para derrubar cavaleiros montados em batalhas. Essas adaptações foram cruciais para a sua versatilidade, o que garantiu sua sobrevivência ao longo dos milênios.

Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/Machado


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O que é a Cutelaria?

O que é a Cutelaria?

Purbhu (Tibetana)

Se você não sabe o que exatamente significa cutelaria, não se assuste. Uma legião de brasileiros ainda desconhece a palavra. Apesar de o termo cutelaria ser pouco utilizado, ele começa a aparecer com maior freqüência, inclusive fora dos círculos especializados. Resumindo, cutelaria é a arte de fabricar instrumentos de corte. A palavra cutelo – instrumento cortante semicircular de ferro – vem do latim cultellu (faquinha), de onde provém também a palavra cutela, faca larga para cortar carne.

As facas fazem parte da história do homem e não é possível imaginar o desenvolvimento de nossa raça e a sua sobrevivência sem elas. No paleolítico inferior, há 2.500.000 anos, na Tanzânia e na Etiópia já existiam as primitivas facas feitas de lascas de pedra. Com elas foram feitas as pontas das lanças, foi cortado o couro para as roupas e foram produzidos utensílios destinados à defesa e ao abrigo. Podemos dizer que o que diferenciou o homem dos macacos foi, sem dúvida o fato de que um descobriu a faca e dominou o fogo e o outro não.

Um longo período passou até que se chegasse a dominar o primeiro metal, na Idade do Bronze, que vai de 2000 a 700 a.C. Já o ferro passou a ter uso generalizado depois do ano 1000 a.C. Apesar de já ser conhecido muito tempo antes, a tecnologia de sua utilização era muito rudimentar e só depois da colonização romana, por meio das suas legiões, é que a técnica de forjar este metal tornou-se popular. A siderurgia teve um nascimento místico do qual fez parte o ferreiro, que é o pai do cuteleiro. A palavra mais antiga para denominar ferro é an bar, de origem suméria, e designa respectivamente “Céu e Fogo”, traduzida por “metal celeste” ou “metal estrela”

Muitos séculos antes do ferro ser domesticado pelos ferreiros e extraído das minas, ele era utilizado de forma ritual e mágica para produzir amuletos e facas para sacerdotes e reis, já que era proveniente de meteoritos, um fenômeno considerado sagrado desde a remota antiguidade. Há quem diga que origem da palavra siderurgia vem de sideral, exatamente porque o ferro vinha de meteoritos. Era considerado sagrado, como um presente dos deuses aos homens, ou melhor, aos reis e sacerdotes.

Os meteoros eram chamados de “pedra dos raios” ou “machados de Deus” e tinham a conotação viril de penetrar a terra e fecundá-la, além de serem considerados armas de Deus. Os esquimós da Groenlândia faziam suas facas de meteoritos, martelando-os com pedra, como se o ferro também fosse um tipo de pedra, pois não conheciam a metalurgia. Quando Cortés, o conquistador espanhol, perguntou aos chefes astecas de onde obtinham suas facas, eles lhe apontaram o céu.

O ferro de meteoro era usado pelos Maias e pelos Incas e, até muito recentemente, pelos Malaios e Indonésios para a produção de uma arma que ainda hoje faz parte da indumentária (especialmente nas festas) do povo daquele arquipélago: o Kris é uma faca com lâmina ondulada, como uma espada flamejante maçônica, que lembra uma serpente.

As facas rituais são também usadas pelos tibetanos, sendo mais conhecidos dois modelos: um de lâmina larga, usado para “tirar a pele do ego” e outro com um ponta triangular, como se fosse uma ponta de flecha, que é conhecido como “Purbhu”. Esta faca tem na sua parte superior um objeto chamado “Vajra” ou “Dorje” que quer dizer raio ou diamante. Vemos, mais uma vez, o aparecimento da ligação sideral ou sagrada entre o objeto que corta, separa o bem do mal, símbolo da consciência discriminadora. O Purbhu foi mostrado no filme “O Sombra” e em “ O Rapto do Menino Dourado”, estrelado pelo ator Eddie Murphy.

Nos dias de hoje as facas são classificadas basicamente em utilitárias e esportivas, mas poderíamos mencionar ainda: facas de arremesso, decorativas, de cozinha, de caça, de bota, facas militares, de sobrevivência e canivetes (que na verdade são facas pequenas), entre outras. As espadas são um desenvolvimento natural das facas. Sendo maiores podiam manter o inimigo a uma distância maior e mais segura. Hoje são usadas quase que exclusivamente em competições esportivas e cerimônias militares ou maçônicas.

Falar em espadas e não mencionar as Katanas, espadas samurais, seria um descuido. As espadas, consideradas a alma do guerreiro, eram e são feitas por espadeiros com técnicas secretas e passadas de pai para filho desde a Idade Média. Os espadeiros japoneses são considerados patrimônios culturais vivos do Japão. Um pouco desta arte foi mostrada nos filmes da série Highlander.

A arte milenar de se produzir o aço conhecido na antiguidade como Damasco, com desenhos esculpidos na própria liga de metal, como fibras de madeira, também faz parte do acervo artístico da cutelaria atual. Esta forma de produzir aço especial teve origem na Índia, mas foi divulgada ao mundo cristão pelos árabes, durante as Cruzadas, daí “Damasco”. No Brasil, alguns cuteleiros produzem tal preciosidade, sendo com ela confeccionadas as facas mais caras do mercado nacional e internacional.

Outra novidade nos remete a Idade da Pedra: literalmente, a pedra voltou! As novas facas feitas de cerâmicas de alta tecnologia são novidade no mercado. Elas são produzidas com micro-cristais e óxidos metálicos, comprimidos e vitrificados em altas temperaturas.

Fonte: www.sbccutelaria.org.br/


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segunda-feira, 19 de março de 2012

Tomahawk

"Tomahawk" Tipo de machado leve utilizado inicialmente pelos índios norte-americanos. Historicamente, o primeiro registro de seu uso (quando ainda de pedra) foi por parte dos índios da tribo Algonquin, na região que é o atual Estado da Virgínia. Comerciantes europeus que forneciam equipamentos copiaram-nos em bronze e aço e estes foram levados às primitivas fronteiras dos EUA por negociantes de peles para troca com os índios. Dada a sua eficácia tanto como ferramenta quanto como arma, foi também muito usado na Guerra da Independência dos EUA, ainda no século 18, e no século 19 pelos homens das montanhas. Existiram em diversos tipos, mas os mais conhecidos são: "pipe tomahawk", ou "tomahawk-cachimbo" (com um receptáculo acima da lâmina para a inserção de fumo e empunhadura perfurada para a passagem da fumaça), e "spike tomahawk", ou "tomahawk-espigão" (com uma projeção pontiaguda acima da lâmina).

A palavra "tomahawk" é uma derivação da fonética "tamahakan" no idioma das tribos índias Algonquin e Iroquois que habitavam o Leste da América do Norte. Originalmente, essa fonética aplicava-se a toda uma classe de armas para golpear, compreendendo as maças de guerra feitas de madeiras duras e pedras ("war clubs") e os primitivos machados deste último material. Assim, por analogia, essas e outras tribos dos EUA passaram a chamar de "tamahak" os primeiros machados de metal recebidos de comerciantes europeus (principalmente os franceses) que se dedicavam ao comércio de peles nas fronteiras norte-americanas ainda por volta de 1630. Estes, como eram tecnicamente muito superiores aos de pedra, rapidamente tornaram-se itens disputadissimos entre as populações indígenas daquele país. Tudo leva a crer que as primeiras tentativas de fornecimento de machadinhos de metal aos índios norte-americanos foi através de simples cópias européias dos modelos em pedra, isto certamente tendo sido rapidamente abandonado, haja vista a raridade atual de alguns poucos exemplares assim constituidos que chegaram aos nossos dias. Os próprios indígenas devem ter concluido que os modelos dos colonizadores brancos eram bem superiores.

Segundo alguns historiadores norte-americanos, o têrmo "tomahawk" também já era amplamente utilizado por volta de 1720..pelos colonizadores da Virginia para definir um machado de pequenas dimensões, independente de seu uso se fazer por índios ou por brancos e na época da Guerra da Independência dos EUA (1776) integrantes de milícias das 13 colônias revolucionárias portavam regularmente "tomahawks", bem como também o faziam alguns batalhões do exército britânico do período.. Por volta de 1810, ao se iniciar o efetivo desbravamento e colonização do Oeste Selvagem por norte-americanos e a intensificação do comércio das peles de castor por homens das montanhas, os "tomahawks" foram uma importante moeda de troca nas relações comerciais com os índios.

Machado Tático Tomahawk M48 United Cutlery

Tomahawk americano

Machado tático de gume duplo do Tomahawk/machado da caça


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Texto e Foto - Reprodução

Fonte: www.knifeco.ppg.br

Fonte: Web

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quinta-feira, 15 de março de 2012

Machado

Gransfors Hand Hatchet

Estwing Camping Axe


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Texto e Foto - Reprodução

Fonte: Web

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sábado, 10 de março de 2012

Machado e a Machadinha

Em nossas atividades de lenhadores, o uso de machados é de suma importância. Insubstituível no abate de árvores e no corte de lenha é uma ferramenta que tem como contrapartida de sua utilidade a necessidade de cuidados para manter tanto a eficiência, quanto a segurança. Os problemas mais freqüentes no uso de machados e machadinhas são:

QUEBRA DO CABO

Normalmente ocorre por uso inadequado de força, já que os machados devem cortar por seu próprio peso, ou por apodrecimento da madeira por má conservação.

COMO SUBSTITUIR O CABO:

Para se efetuar a substituição, deve-se enterrar a lâmina em terra úmida, para se proteger a têmpera, e fazer uma pequena fogueira sobre o “olho” para que se carbonize a madeira remanescente do cabo. A seguir deve-se ajustar o novo cabo, pelo uso de uma cunha de ferro ou aço a ser introduzida em uma ranhura previamente feita no novo cabo. Por ser parte vital da ferramenta, este ajuste deve ser perfeito, proporcionando grande firmeza ao conjunto cabeça-cabo.

AFROUXAMENTO DA CABEÇA

Com o passar do tempo, a tendência é de que todos os cabos venham a se afrouxar da parte metálica. Um método de resgatar a firmeza é a de mergulhar a parte metálica em óleo, ou água para que a dilatação da madeira por efeito da capilaridade da madeira possa resgatar a rigidez do conjunto. No entanto, não se trata de solução absolutamente segura, sendo, assim, aconselhável a substituição do cabo, como descrito anteriormente.

MANUTENÇÃO DO MACHADO

O machado é um instrumento ao qual se deve dispensar os cuidados necessários para que conserve sua eficiência. Acabamos de ver como proceder para a substituição dos cabos. Com relação à porção metálica, é conveniente que se mantenha livre de oxidação (ferrugem). Assim, durante o seu uso, é conveniente que se mantenha seco e após a sua utilização, seja guardado lubrificado ou envolto em vaselina sólida.

AFIAÇÃO - FIO CORRETO MACHADO EM AÇÃO

Apesar de ser um método bastante usual, o uso do esmeril é desaconselhável, pois além de retirarem grandes porções de metal, o efeito de alta rotação causa aquecimento com conseqüente perda de têmpera. No caso de utilização de pedras rotativas, deve ser dada preferência às “pedras de água”, em baixa rotação, pois causarão menor calor e permitem maior controle da afiação. O método preferencial deve ser o uso de pedras planas, lubrificadas com óleo. Através de movimentos circulares, se obtém um fio uniforme e confiável. (ver figuras abaixo).

CERTO E ERRADO NO USO DO MACHADO OU MACHADINHA

Apesar de se tratar de uma ótima ferramenta, a falta de habilidade no seu manuseio fará com que seja de pouca serventia. Alguma prática e seguir os conselhos abaixo ajudarão bastante a explorar todo o potencial da ferramenta. Não golpear o tronco ou galho perpendicularmente. O ângulo correto é de cerca de 60º. Golpear alternadamente à direita e à esquerda. O primeiro golpe deve levantar uma lasca e o segundo deve cortá-la. Obviamente quanto mais profundo fique o talho, mais golpes serão necessários de cada lado. O apoio do material a ser cortado é de fundamental importância: Sendo o solo não rígido, os golpes serão amortecidos; Apoiar uma das pontas do tronco e golpeá-lo no meio também não é prática eficiente, já que o vão formado fará com que a tora oscile, diminuindo a eficiência dos golpes; Aplique sempre os golpes sobre o lado oposto àquele que está apoiado; Apenas quando se tratar de toras ou troncos muito grossos é que se pode dispensar o apoio. Uma prática muito usada, porém totalmente condenável, é se cortar a lenha diretamente sobre o solo, o que prejudica enormemente o fio do machado. Somente deve ser usado o apoio de madeira.

ALGUMAS PRECAUÇÕES

Além dos cuidados com o machado, devemos ter cuidado para evitar os graves ferimentos que o manuseio errado pode causar: Uma boa prática é a utilização de capa ou bainha que além de proteger o fio da ferramenta evita acidentes; Um erro muito freqüente é transportar o machado segurando-se o cabo pela extremidade oposta ao ferro. Qualquer descuido fará com que a parte cortante fique livre e sem controle. Deve-se adotar uma das soluções seguintes: Levar a ferramenta com o ferro próximo à mão e com o fio para frente: Caso seja necessário o uso das duas mãos, Levar o machado ao cinto, em uma das laterais do corpo com o fio para trás. Não deixar o machado largado no chão, o que pode causar acidentes.

Texto e Foto - Reprodução

Fonte: Web

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