Página Inicial / homepage  -   Entre no fórum/participe
"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina"
Mostrando postagens com marcador minas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador minas. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Casca da Laranja

Acendendo Fogo

A casca custa a queimar, por isto é indicada para acender fogo

A casca de laranja tem um combustível formado por uma mistura de óleos essenciais. Cerca de 90% desses óleos são constituídos por limoneno, substância pertencente aos hidrocarbonetos (composição de carbono e hidrogênio). Esse composto é inflamável. A gasolina, produto derivado do petróleo, também tem uma mistura de hidrocarbonetos.

Casca de laranja? Não jogue fora!

Há anos uso as cascas das laranjas que chegam na cozinha e que ficam penduradas ou a secar em alguma parte livre da mesa.  Elas são úteis na culinária para doces e salgados e na casa em geral.

As cascas, depois de secas, são guardadas em vidros e datadas. As mais velhas uso na casa, e as fresquinhas, recém secas, na culinária.

Procuro usar laranjas sem agrotóxicos, laranjas orgãnicas.  As pulverizadas absorvem os pesticidas justamente no óleo. E as enceradas levam 5% de tiabendazol contra larvas. Antes  pedia a amigos que têm sítio, mas hoje em dia pode-se encontrar em lojas de orgânicos. É melhor lavá-las antes de utilizar para secarem bem e não mofarem; depois é que descasco-as.

Na culinária,  a casca de laranja mais conhecida é aquela casquinha com açúcar que acompanha um cafezinho, ou, mais antigo, o doce em calda de casca de laranja. Mas também tempera bolos (cortada em pedacinhos ou ralada até virar pó), acompanha o chocolate em recheios e coberturas e dá um toque em sobremesas. Gosto muito de temperar chás com um pedacinho que pego, às vezes, até  antes de completar a secagem. É indicada para o fígado no chá de boldo. Pode ser usada com banchá e chá de camomila.

A casca de laranja é também usada para temperar carnes - não é assunto deste blogue, mas é um dos seus usos que não experimentei. Também tempera o azeite de oliva e fica muito bom!

Como me acostumei a usá-la, quando descasco lima e mexerica também guardo e uso da mesma forma.

Na casa, a casca de laranja substitui aquele refil químico para o aparelhinho na tomada  que espanta pernilongos. A casca custa a queimar, por isto é indicada para acender fogo em lareiras e churrasco. Menciono isto porque  dura mais tempo no aparelhinho e ainda dá um leve aroma, bem suave, no quarto antes de dormir. Pode-se usar numa tomada junto da cabeceira porque o óleo não tem nada tóxico. Dizem que serve como repelente de formigas em acampamentos, estas mesmas cascas secas empilhadas ou agrupadas num montinho.

Outro costume que adquiri foi o de não jogar fora um limão partido até terminar de lavar a louça. Esfrego-o nas mãos no final e isso retira odores e amacia as mãos (a borra de café também serve). Neste caso, o limão é melhor que a laranja. Só o faço à noite pois o limão em contato com o sol pode manchar a pele, isto já me ocorreu e posso me esquecer de enxaguar muito bem. Cascas de laranja fervidas (pode-se acrescentar cravo) ou colocadas no forno, dizem, dão um bom aroma na cozinha. Há quem as utilize no fundo da lata de lixo para dar bom cheiro.


Outras sugestões que conheço mas não experimentei:

- adicionar ao pote de açúcar mascavo para mantê-lo macio

- usar tirinhas  nos cubos de gelo dando um leve aroma quando forem usados, estas tirinhas podem ser cortadas no zester (que é um instrumento de culinária agora facilmente encontrável por aqui e vale a pena ter)

- além do que já foi dito, pode-se acrescentar as casquinhas a cremes, molhos e sopas

- pode-se preparar o óleo de laranja a partir das cascas - este óleo já é utilizado em produtos químicos convencionais e em alguns produtos de limpeza livres de petroquímica como Biowash.

Faça uma Vela com uma Laranja

Materiais necessários:

  1. Laranja
  2. Óleo de cozinha
  3. Faca
  4. Tesoura
  5. Isqueiro

Como fazer:

Para começar, corte a laranja ao meio. Se quiser fazer uma vela mais alta, corte uma parte maior que a outra.

Com a tesoura, faça cortes em volta do miolo branco da laranja. É necessário tomar cuidado para não cortar a base desse miolo. Faça cortes também entre a casca e a polpa.

Com o dedo, retire toda a polpa , deixando a laranja praticamente branca, com uma espécie de pavio no centro.

Deixe a laranja secando por uns dois dias. Se for possível colocar no sol, melhor. Ela estará pronta quando estiver seca. Se estiver úmida, não funciona.

Encha a laranja de óleo, deixando cerca de 3 cm de pavio. Se o pavio estiver muito grosso, corte um pouco. O ideal é ter um pavio de uns 3 mm de diâmetro. Mais do que isso, é difícil de acender e gera fuligem.

Espere o óleo subir no pavio e o acenda usando um isqueiro. Tenha paciência, pois demora bastante tempo para o fogo pegar. Tome cuidado para não queimar a mão no isqueiro, pois as partes metálicas dele podem ficar muito quentes.

A chama da vela aumenta ao longo do tempo. Uma laranja cheia de óleo dura cerca de seis horas, podendo ser recarregada durante esse tempo.


»»---------(Bushcraft Minas)------>

Video - Reprodução

Fonte: www.guiadoscuriosos.com.br
Fonte: http://www.soniahirsch.com/2011/09/dicas-da-silvia-bh-casca-de-laranja-nao.html
Por: Sonia Hirsch
Fonte: Youtube/ Canal: iberethenorio

Seguir no Twitter Siga Bushcraft Minas no Twitter
Deixe seu comentário

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Militares do Cigs explicam como sobreviver na floresta amazônica

Densa, úmida e repleta de animais peçonhentos, a floresta amazônica é uma região de difícil acesso. Para preparar seus soldados, o Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) ensina como sobreviver na mata fechada, aproveitando os recursos naturais do lugar.

De acordo com o capitão Mendes Mello, a sobrevivência na floresta depende, principalmente, do local onde a pessoa se encontra e de que forma chegou lá. “Se alguém se perde sozinho, a primeira reação é de pânico, que se transforma em solidão. Estamos acostumados com o agito da cidade grande e esses sentimentos geram um desespero enorme. Já em grupo, a dica é apontar um líder para não haver desentendimentos, afinal vivemos em uma democracia”, explicou.

Acidentes de avião, naufrágios ou desorientação são os principais motivos que levam alguém a essas situações extremas. “Pode parecer bobagem, mas um canivete ou kit de primeiros socorros fazem milagres quando estamos em risco. Então, se você vai acampar ou viajar, lembre-se de levar uma bolsa com esse tipo de material. Não é pessimismo, é prevenção”, recomenda.

Outro ponto chave para a sobrevivência na floresta é a alimentação. De acordo com Mello, não se pode comer qualquer tipo de fruta. “O ideal é prestar atenção e verificar se existem frutas que foram mordiscadas por pássaros ou animais silvestres. Se tiver ração, use com moderação, afinal o corpo não pode ficar fraco nestes momentos”, frisou.

Material que os aventureiros devem ter por perto – Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

Aulas de sobrevivência

A amazonense Danielle Macedo é formada pelo curso de Comissários pela Escola de Aviação GF, de Brasília. Ela está participando de um estágio realizado pelo CIGS voltado para situações de risco na floresta. “Estou obtendo conhecimentos que abrangem várias áreas da sobrevivência. Todas as aulas nos ensinam o que fazer em determinado momento. É sem dúvida uma oportunidade para colocar as minhas habilidades a prova”, informou.

Durante as aulas de sobrevivência na selva, a tenente aderiu à nomenclatura ESAOM (Estacione-se, Sente-se, Alimente-se,Oriente-se e Navegue-se). Confira os detalhes da instrução:

Localize-se

- Evite deslocamento desnecessário;
- Aproveite os recursos da aeronave ou embarcações;
- Aguarde o resgate próximo ao local;
- Traçar um plano de sobrevivência

Sente-se

- Evite o cansaço;
- Cuide de seus ferimentos;
- Cuide dos feridos, pois, podem ser úteis para o grupo;
- Mantenha a calma

Alimente-se

- Procure nutrir o organismo;
- Busque alimentos oferecidos pelo local antes de consumir a porção;
- Seja moderado em suas necessidades

Oriente-se

- Determine o norte e o sul, para definir a direção certa;
- Na dúvida não prossiga

Navegue-se

- Procure documentos ou mapas, para saber os planos de voo e da rota de navegação;
- Utiliza-se dos meios de auxiliar à navegação (bússola, GPS, Carta do terreno);
- Siga a direção com exatidão e cuidado

Confira algumas dicas com o Cap. Mendes Mello

 


»»---------(Bushcraft Minas)------>

Fonte: http://www.portalamazonia.com.br/editoria/amazonia/como-sobreviver-na-selva-amazonica/

Seguir no Twitter Siga Bushcraft Minas no Twitter
Deixe seu comentário

domingo, 9 de setembro de 2012

Hipotermia

A Hipotermia é uma condição médica na qual a temperatura corporal da vítima baixou significativamente abaixo do normal e seu metabolismo começou a ser prejudicado. Isso ocorre quando a temperatura corporal fica abaixo do 35 graus Celsius. Se a temperatura corporal ficar abaixo de 32 graus Celsius a condição pode ficar crítica e até fatal. Temperaturas abaixo de 27 graus são quase sempre fatais, embora pessoas tenham sobrevivido com temperatura de 14 graus. Por razões desconhecidas, em casos raros, pessoas que ficam criticamente inconscientes e aparentemente mortas em águas muito frias são ressuscitadas, ainda que fosse esperada a morte por afogamento ou hipotermia.

Tipos de hipotermia

Há três tipos de hipotermia: aguda, subaguda e crônica.

* Hipotermia aguda é a mais perigosa; a temperatura corporal cai muito rapidamente, geralmente em segundos ou minutos, como quando a vítima cai em um lago coberto por gelo.

* Hipotermia subaguda ocorre em escala de horas, mais comumente por permanecer em ambiente frio por muito tempo.

* Hipotermia crônica é tipicamente causada por alguma enfermidade. 

Tratamento da hipotermia

O tratamento da hipotermia envolve aumentar a temperatura corporal da vítima. Porém, os primeiros socorres a alguém com hipotermia devem ser feitos com cuidado.
* Não massageie ou esfregue a vítima.
* Não dê álcool.
* Não trate qualquer ulceração causada pelo frio.
* Não deixe que o corpo fique na vertical.

Qualquer uma dessas ações irá desviar o sangue dos órgãos internos críticos e agravarão a situação.

O que você deve fazer:
* Chame os serviços de emergência.
* Leve a vítima a um abrigo.
* Se possível, coloque a pessoa de roupas numa banheira com temperatura média.
* Coloque garrafas de água quente enroladas em meias de algodão nas axilas e as pernas da vítima.
* Dê comida e bebida quente.
* Monitore a vítima e esteja preparado para a ressuscitação cardio-pulmonária.
Remova a roupa molhada somente se tiver outra para colocar no seu lugar.

Se a hipotermia ficou severa, notavelmente se a pessoas está incoerente ou inconsciente, reaquecimento deve ser feito sob circunstâncias estritamente controladas em um hospital. Leigos devem apenas remover a vítima do ambiente gelado, dar bebida quente (não muito quente porque poderia ocasionar choque de temperatura) e levar a pessoa para o cuidado médico o mais rápido possível. Na hipotermia o reaquecimento rápido pode causar arritmia cardíaca.

Leia também:


»»---------(Bushcraft Minas)------>

Fonte: http://www.copacabanarunners.net/hipotermia.html

Seguir no Twitter Siga Bushcraft Minas no Twitter
Deixe seu comentário

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Ema

Ema (Rhea americana)

Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Struthioniformes
Família Rheidae
Gênero Rhea
Espécie
Rhea americana

O macho é o responsável pela incubação dos ovos.


As emas pertencem à mesma ordem que os avestruzes: Rheidae, mas diferentemente deles ocorrem naturalmente na América do Sul, mais especificamente na Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai. Em classificações mais recentes, são consideradas integrantes do grupo das aves de grande porte e não voadoras, as chamadas ratitas. São elas os avestruzes, casuares, quivis e as extintas aves-elefantes e moas.

Tais animais podem atingir 1,70 metros de altura, e até trinta e cinco quilos; sendo as maiores aves do Brasil. Possuem asas atrofiadas, penas de cor marrom acinzentada e três dedos em cada pé. Nos machos há uma mancha negra no pescoço, diferindo-os das fêmeas.

São encontrados em ambientes cobertos por gramíneas, alimentando-se de folhas, frutos, sementes, invertebrados e pequenos vertebrados, ou seja: são onívoros. Para auxiliar na trituração do alimento, podem ingerir pequenas pedras e cocos.

Possuem longas e fortes pernas, propiciando que, em situações de perigo, alcancem os 60 km/h. Para tal, as asas auxiliam tais indivíduos no equilíbrio.

As emas vivem em bandos de aproximadamente trinta indivíduos. Na época de acasalamento, o macho dominante expulsa os demais, reúne aproximadamente cinco fêmeas, e se acasala com elas. É também o responsável pela preparação dos ninhos, incubação dos ovos e cuidado com os filhotes. Todos os ovos, de aproximadamente meio quilo cada, são colocados em um mesmo ninho, e eclodem em um pouco mais de um mês, dando origem a aproximadamente vinte e cinco filhotes.

Essa espécie atinge a maturidade sexual aos três anos de idade e tem expectativa média de vida de quarenta anos.

Teiús são os maiores predadores de ovos de emas; e os filhotes são fonte alimentar de gaviões, alguns felinos e do lobo-guará. Aliadas a este fato, a caça (com o intuito de retirar suas penas) e a perda de habitats permitiram com que tal espécie se encontre, atualmente, em declínio, quase ameaçada de extinção, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN).


»»---------(Bushcraft Minas)------>

Fonte: www.brasilescola.com/animais/ema.htm
Por: Por Mariana Araguaia

Seguir no Twitter Siga Bushcraft Minas no Twitter
Deixe seu comentário

terça-feira, 20 de março de 2012

Bushcraft Minas

Apresentação de algumas imagens e artigos abordados aqui no Web Site - Bushcraft Minas


»»---------(Bushcraft Minas)------>

Video - Reprodução

Fonte: Web

Seguir no Twitter Siga Bushcraft Minas no Twitter
Deixe seu comentário