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"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina"

sábado, 8 de setembro de 2012

Paca

Paca (Cuniculus paca)

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Rodentia
Família: Cuniculidae
Género: Cuniculus
Espécie: C. paca
A paca (Cuniculus paca) é uma espécie de roedor da família Cuniculidae. Anteriormente era denominada Agouti paca.

Só tem um filhote e geralmente uma única gestação por ano. Notívaga, alimenta-se de frutas ou raízes. Assim como a capivara, era encontrada originariamente em quase todo Brasil.

Ela se caracteriza pelo seu pelame duro e eriçado, vermelho com manchas brancas. As pernas são fortes e terminam em grandes unhas afiadas. Ela possui quatro dedos nas patas dianteiras e cinco nas traseiras. Sua cauda é minúscula.

A paca é encontrada na América do Sul, desde a bacia do Orinoco até o Paraguai. Animal de faro apurado e de ouvido aguçado, ela vive nas florestas tropicais, de preferência perto de um rio ou riacho. É boa nadadora e gosta da água, que é o local onde ela se refugia quando está em perigo. Sua toca tem muitas saídas de emergência, bem escondidas por folhas. A paca passa o dia na sua toca. Sai para se alimentar somente quando não estiver enluarado: nas fases de lua nova a crescente a paca espera a lua se pôr para sair da toca; nas fases de lua cheia e minguante ele sai da toca e volta antes da lua nascer. Ali na toca a fêmea tem suas ninhadas. São até duas por ano de um filhote cada uma. Geralmente as pacas trilham caminhos nas matas, os quais são chamados de carreiro, e por estes caminhos sempre trafegam em busca de comida, passando por eles todos os dias. Sua carne , muito consumida e muito apreciada em todo o pais , é considerada uma das melhores carnes de caça.


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Fonte: iconpublicita.blogspot.com.br/2010/06/galeria-de-bichos-ameacados-paca.html

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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Seriema

Seriema (Cariama cristata)

Ave típica dos cerrados do Brasil, a seriema possui porte imponente e cauda longa

Classe: Aves

Ordem: Gruiformes

Família: Cariamidae

Nome científico: Cariama cristata

Nome vulgar: Siriema

Categoria: Não consta


Características físicas: ave típica dos cerrados do Brasil, a seriema possui porte imponente e cauda longa. Sua plumagem é cinza-amarelada, com finas riscas escuras: abdomên um pouco mais claro, bico e pernas vermelhos. Tem a crista formada por um tufo de penas longas, com cerca de 12 cm. É uma das poucas aves que possuem pestanas. Atinge uma altura média de 70 cm, podendo chegar a 90 cm de comprimento e pesar até 1,4 kg.

Alimentação: vermes, roedores, insetos e pequenos répteis, incluindo lagartos e cobras, fazem parte de sua dieta.

Biologia e comportamento social: durante o dia, casais ou pequenos bandos procuram alimentos no chão. À noite dormem empoleirados em galhos baixos.

Reprodução: o casal usa gravetos para construir ninhos em árvores, onde põem dois ovos brancos, levemente rosados e pintados de castanho. O casal se reveza no choco. Após 26 dias os ovos eclodem mas os pais costumam criar apenas um dos filhotes que fica cerca de duas semanas no ninho, onde é alimentado. Habitam campos e cerrados.


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Fonte: ambientes.ambientebrasil.com.br/fauna/aves/siriema_(cariama_cristata).html
Fonte parcial: Guia Ilustrado de Animais do Cerrado de Minas Gerais. 2.° edição. CEMIG. Editare Editora.2003.

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Ema

Ema (Rhea americana)

Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Struthioniformes
Família Rheidae
Gênero Rhea
Espécie
Rhea americana

O macho é o responsável pela incubação dos ovos.


As emas pertencem à mesma ordem que os avestruzes: Rheidae, mas diferentemente deles ocorrem naturalmente na América do Sul, mais especificamente na Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai. Em classificações mais recentes, são consideradas integrantes do grupo das aves de grande porte e não voadoras, as chamadas ratitas. São elas os avestruzes, casuares, quivis e as extintas aves-elefantes e moas.

Tais animais podem atingir 1,70 metros de altura, e até trinta e cinco quilos; sendo as maiores aves do Brasil. Possuem asas atrofiadas, penas de cor marrom acinzentada e três dedos em cada pé. Nos machos há uma mancha negra no pescoço, diferindo-os das fêmeas.

São encontrados em ambientes cobertos por gramíneas, alimentando-se de folhas, frutos, sementes, invertebrados e pequenos vertebrados, ou seja: são onívoros. Para auxiliar na trituração do alimento, podem ingerir pequenas pedras e cocos.

Possuem longas e fortes pernas, propiciando que, em situações de perigo, alcancem os 60 km/h. Para tal, as asas auxiliam tais indivíduos no equilíbrio.

As emas vivem em bandos de aproximadamente trinta indivíduos. Na época de acasalamento, o macho dominante expulsa os demais, reúne aproximadamente cinco fêmeas, e se acasala com elas. É também o responsável pela preparação dos ninhos, incubação dos ovos e cuidado com os filhotes. Todos os ovos, de aproximadamente meio quilo cada, são colocados em um mesmo ninho, e eclodem em um pouco mais de um mês, dando origem a aproximadamente vinte e cinco filhotes.

Essa espécie atinge a maturidade sexual aos três anos de idade e tem expectativa média de vida de quarenta anos.

Teiús são os maiores predadores de ovos de emas; e os filhotes são fonte alimentar de gaviões, alguns felinos e do lobo-guará. Aliadas a este fato, a caça (com o intuito de retirar suas penas) e a perda de habitats permitiram com que tal espécie se encontre, atualmente, em declínio, quase ameaçada de extinção, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN).


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Fonte: www.brasilescola.com/animais/ema.htm
Por: Por Mariana Araguaia

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Tatu-Galinha

Tatu-galinha (Dasypus novemcinctus)

Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Mammalia
Ordem Cingulata
Família Dasypodidae
Gênero Dasypus
Espécie Dasypus novemcinctus

O nome tatu é de origem tupi e se refere à carapaça nestes animais (ta=duro; tu=espesso). Quanto a essa estrutura, o tatu-galinha, Dasypus novemcinctus, possui carapaça mais convexa que os outros tatus, e nesta há pequenas placas, com nove cintas móveis, localizadas centralmente, no dorso.

Também denominado tatu-de-nove-bandas, tatu-de-folha, tatuetê, tatu-veado e tatu-verdadeiro, esse animal possui cabeça pequena, focinho pontudo, olhos pequenos, e orelhas grandes e estreitas. A cauda é longa, com presença de placas, os membros são curtos, e as garras são longas, curvas e afiadas. Medem aproximadamente 60 centímetros e pesam cerca de cinco quilos. Há pouco pelo em seu corpo, este de cor castanho-escuro, e é levemente amarelado na barriga. Seu olfato é bastante apurado e a audição e visão se apresentam pouco desenvolvidas. Encontrado ao sul da América do Norte, e também na América do Sul, o D. novemcinctus ocorre em todos os biomas brasileiros.

De hábitos noturnos, esses animais vivem geralmente solitários, alimentando-se de invertebrados, pequenos vertebrados, ovos, fungos, frutos, raízes e tubérculos. Sua carne, bastante apreciada, faz com que esses animais não sejam vistos com tanta frequência quanto outrora – embora a caça de tatus seja proibida. Só para se ter uma ideia, o tatu-galinha é uma entre as dez espécies de mamíferos mais apreendidas pelo IBAMA.

Possivelmente, a criminalização da caça ao tatu, aliada ao fato desses animais darem origem a um número que varia entre quatro e doze filhotes a cada ninhada, em detrimento a outras espécies de tatu, que dão à luz a somente um filhote; são fatores relacionados ao motivo pelo qual esta espécie não se encontra ameaçada de extinção (segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, IUCN, o tatu-galinha apresenta risco mínimo de extinção).

Esses animais procriam uma vez ao ano e cada gestação tem duração de aproximadamente 120 dias. Os filhotes são univitelinos, ou seja: idênticos, e todos apresentando o mesmo sexo – fenômeno característico da poliembrionia.

Atingindo maturidade sexual no primeiro ano de vida, os filhotes permanecem em ninhos construídos no interior de suas tocas, por até dois meses de idade. Tais buracos, com vários metros de extensão, são cavados pelos próprios animais adultos, e servem de abrigo e refúgio contra predadores. Nesse último caso, correr e, em situações extremas, fechar-se em sua carapaça, são outras estratégias adotadas por eles.

O tatu-galinha e os demais representantes do Gênero Dasypus, ainda, são os únicos animais, além da nossa espécie, cujo organismo é capaz de desenvolver o Mycobacterium leprae, bactéria causadora da hanseníase. Assim, eles são bastante requeridos em estudos sobre a doença e no desenvolvimento de vacinas contra ela; e também em pesquisas sobre a coccidioidomicose, causada pelo fungo Cocciodioides immitis: doença respiratória que pode ser fatal e é transmitida por esses animais.


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Fonte: www.brasilescola.com/animais/tatu-galinha.htm
Por:

Por Mariana Araguaia

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Babosa - Aloe vera

Planta medicinal (cicatrizante e antibiótica) e comestível.
Nome científico: Aloe vera (L.) Burm. f.
Nomes populares: babosa, aloé, babosa-medicinal, erva-de-azebre, caraguatá, caraguatá-de-jardim, erva-babosa, aloé-do-cabo.
Família: Asphodelaceae (Liliaceae)
Centro de origem: Continente africano (provavelmente).
Planta suculenta, de até um metro de altura. Folhas grossas, carnosas e suculentas, dispostas em "roseta", com espinhos. Cresce espontâneamente na região Nordeste. Prefere solo arenoso e não exige muita água.

Outras espécies, de mesmos usos: Aloe arborescens Mill. e Aloe ferox Mill. (possuem florações de colocação rosada/amarelada e avermelhada, respectivamente).

O primeiro uso da babosa que vou citar é muito conhecido: o sumo da babosa é comprovadamente cicatrizante e antimicrobiano, sendo muito recomendada sua aplicação direta sobre ferimentos. Basta cortar a folha, e passar o gel ("mucilagem") dela sobre a ferida ou queimadura. Algumas pessoas, todavia, recomendam retirar com água antes o gel amarelo e utilizar apenas o gel transparente (não é difícil distinguir as diferentes mucilagens da planta). Eu tive bons resultados nos dois casos. Além disso, a planta é muito utilizada para tratar cabelos, sendo utilizada em cosméticos industriais e artesanais.

Já o segundo uso costuma surpreender: a babosa é uma planta comestível, inclusive muito rica em sais minerais. Mexicanos comem ela na salada. Na Venezuela, a mucilagem de babosa é parte do café da manhã, misturado com mel. Porém, ela é de um gosto extremamente forte e amargo, devido ao alto teor químico (alguém acompanha os mexicanos quando eles colocam "um pouquinho" de pimenta na comida?). Recomendação: experimente não com um pouco, mas com uma boa porção de mel junto do pedaço de babosa. Fica uma delícia. Só não exagere na dose, mesmo se você estiver acostumado, para não ter distúrbios pelo excesso de algum nutriente (sim, isso é possível, no caso de alguns sais minerais). Claro que estes distúrbios só podem ocorrer se você comer pedaços grandes de babosa todo dia.

Algo interessante da biologia da babosa é que sua química é das mais visivelmente influenciadas pela umidade e pela exposição ao sol. Dependendo destas variáveis, ao ser cortada ela pode exalar cheiro mais ou menos forte, e maior ou menor quantidade de mucilagem. Infelizmente eu nunca sistematizei minhas experiências com babosa, então não posso dar mais detalhes.

Mas algumas pessoas sistematizaram. E pelo menos uma com um fim muito nobre: tratar câncer. O último uso de babosa que vou citar hoje é uma receita, elaborada e melhorada pelo Frei Romano Zago, relatada em seu livro "Câncer têm cura!" (ver referências). Eu nunca experimentei a receita, porém muitos conhecidos, principalmente por intermédio de minha mãe, que divulgou entre os amigos a receita, alegaram ter se curado completamente usando a planta. Esta mesma receita pode ser tomada por pessoas saudáveis pelo menos uma vez ao ano, como tônico e rejuvenescedor, e para prevenir câncer.

Atenção:
- Colher a babosa de preferência de madrugada, antes do nascer do sol, e após 5 dias sem chuva (3 dias, pelo menos). Não colher com orvalho (para evitar o orvalho, colher a planta no meio da noite). Colher logo após o pôr-do-sol não é bom, pode-se colher parcialmente a química diurna da planta, que não é a desejada.
- Recomenda-se que o pé tenha alguns anos de vida. 
- Preparar o remédio logo após a colheita. Tanto a colheita quanto a preparação é ideal que sejam feitos ainda longe da luz solar, no escuro. Separe recipientes opacos para guardar o preparado final. Não lave a babosa com água! Use um pano seco ou uma esponja seca para remover qualquer poeira que exista nas folhas antes de começar.

Ingredientes
- Duas, três, ou quatro folhas de babosa (duas, se tiverem 50cm, três se tiverem 35cm, quatro, se tiverem 25cm), de modo a completar aproximadamente 1 metro, em fileira.
- Meio quilo de mel de abelha (evitar mel artificial, refinado, ou outras falsificações).
- 40 a 50 ml de bebida destilada (cachaça de alambique, uísque, conhaque, etc.; não entram álcool puro, vinho, cerveja, licores).A quantidade que cabe em uma pequena xícara de café.
- Não precisa ser apegado as estas medidas. Precisa sim ser apegado em colher em tempo seco e à noite!

Preparo
- Corte a babosa primeiro tirando os espinhos com uma faca afiada, depois picando em cubos.
- Tudo para liquidificador. Misture todos os ingredientes bem, até virar um creme esverdeado. Está pronto.
- Guarde em um recipiente tampado e opaco, como um vidro escuro, e na geladeira, evitando a luz.

Como tomar:
- Três vezes ao dia, ao fim do jejum antes de cada refeição, tomar uma ou duas colheres do preparado.
- Tomar por 10 dias, então não tomar por pelo menos outros 10 dias, antes de tomar por outros 10 dias, assim sucessivamente, até a cura. Quem estiver tomando como tônico, tomar apenas a primeira série de 10 dias, e a seguinte, se desejar, apenas após alguns meses.

Obviamente, não é necessário parar outros tratamentos para tomar o preparado de babosa. E este em nada afeta os outros tratamentos.
(a menos, é claro, na possível obtenção de uma cura mais rápida)


Referências:
“Plantas Medicinais no Brasil – Nativas e Exóticas”, Harri Lorenzi e F. J. Abreu Matos. 2ª Edição, Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008.
“Câncer tem cura!”, Frei Romano Zago, OFM. 11ª Edição, Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 1997.

AVISO GERAL: Sempre que utilizar plantas medicinais, certifique-se de colher a espécie correta, e que a planta esteja saudável e tenha crescido em bom solo. Ou seja: evite plantas próximas à esgoto, lixo, sujeira, etc. Evite plantas com sinais de predação por insetos ou fungos. Não utilize produtos agroquímicos sobre plantios de finalidade medicinal. Leia atentamente as dicas e recomendações, no mundo biológico todo detalhe é importante.

O SUCO QUE CURA GRIPE E DESINTOXICA O FÍGADO

INGREDIENTES:

06 folhas de babosa
01 copo (americano) de água ou suco de laranja
1/2 maçã picada
01 folha de couve

MODO DE PREPARAR:

Tire os espinhos das folhas, lave e pique. Bata no liquidificador e coe. Despeje esse suco novamente no liquidificador junto com os demais ingredientes e bata. Tome em jejum uma vez por dia.

ATENÇÃO: esse suco não é indicado para gestantes. A casca possui uma substância que pode provocar parto prematuro.


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Fonte: vida-nos-bosques.blogspot.com.br/2011/04/babosa-aloe-vera.html#more

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Plantas alimentícias não convencionais

Plantas alimentícias não convencionais parte 1

Plantas alimentícias não convencionais parte 2

Plantas alimentícias não convencionais parte 3

Plantas alimentícias não convencionais parte 4


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Video - Reprodução

Fonte: Youtube/ Canal: robsontragibodcampos

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Taboa

Planta comestível, despoluente e artesanal.
Nome científico: Typha angustifolia L. (sinonímia: T. domingensis Pers.)
Nomes populares: Taboa, tabôa, tabua, pau de lagoa, partasana, paina-de-flexa, paineira-de-flexa, paineira-do-brejo, espadana, landim, capim-de-esteira, tabebuia, erva-de-esteira.
Família: Typhaceae
Centro de origem: América do Sul.
Planta aquática, ereta, de caule cilíndrico, chegando até 2-3 metros de altura. Abundante em margens de corpos d'água, o que leva alguns a consideram a espécie como daninha. Vigorosa, cresce e se reproduz rapidamente.

Esta planta é muito comum no país, e até por isso deveria ser melhor compreendida. O fato mais interessante é que se trata de uma planta comestível, e muito nutritiva. Partes comestíveis são: os brotos, crus ou cozidos, que parecem palmito; o pólen, que fica na parte superior da planta, rico em vitaminas, sai fácil na mão e é comido ao natural (e é delicioso); e o rizoma (ou raiz), que recomenda-se ser servido cozido, e possui teor de proteína igual ao do milho e teor de carboidratos igual o da batata. Coisas que me levam a perguntar: porque tanto trabalho plantando batatas e milho mesmo?

O biólogo Valdely Knupp, que têm trabalhado no projeto PANCs - Plantas Alimentícias Não-Convencionais, mostra melhor a planta e como comê-la no vídeo abaixo (nas referências), além de trazer mais informações. Por sinal, vale a pena assistir todo o vídeo, onde ele fala de mais algumas plantas.

Voltando à taboa, esta planta simpática também têm outros usos: a folha é utilizada para artesanato, na confecção de esteiras, cestos, tapeçarias. A fibra da folha serve para fazer papéis, cartões, ou outros tecidos. A inflorescência (parte que parece uma "salsicha") serve para encher travesseiros e almofadas. Existem inclusive alguns projetos sociais dedicados a tornar esta planta uma fonte de renda de comunidades carentes. 

Um último detalhe. Como boa parte das plantas aquáticas, a taboa absorve metais pesados e outros poluentes das águas. Isto é bom, muito bom, já que nos mostra que a natureza é capaz de se limpar, e podemos trabalhar para ajudar isso. Além disso torna a taboa uma planta capaz de participar de sistemas de purificação de água e de esgotos. Porém não é muito bom se você pretende comer esta planta (e talvez nem mesmo em alguns artesanatos... alguém gostaria de usar uma pulseira cheia de chumbo?).  Portanto sempre que coletar taboas com fins de alimentação, certifique-se que a água é de qualidade. Por exemplo, evite águas próximas à plantações que utilizem agrotóxicos, águas próximas à indústrias, e águas próximas à estradas de grande porte, ou ainda águas que estiverem cheias de lixo. Não custa nada lembrar.

Referências:
Valdely Knupp sobre Taboas (Vídeo PANCs - Parte 1)

Núcleo de estudos em desenvolvimento rural sustentável e Mata Atlântica
Sub-Projeto Macrófitas Aquáticas: http://www.ufrgs.br/desma/macrofitas.html

“Plantas daninhas do Brasil – terrestres, aquáticas, parasitas e tóxicas”, Harri Lorenzi. 4ª Edição, Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008.

"Botânica Sistemática - guia ilustrado para identificação das famílias de Angiospermas da flora brasileira, baseado em APG II", Vinicius C. Souza e Harri Lorenzi. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2005.

AVISO GERAL: Sempre que utilizar plantas comestíveis, certifique-se de colher a espécie correta, e que a planta esteja saudável e tenha crescido em bom solo (ou boa água, neste caso). Ou seja: evite plantas próximas à esgoto, lixo, sujeira, etc. Evite plantas com sinais de predação por insetos ou fungos. Não recomendo o uso de produtos agroquímicos sobre plantações ou populações selvagens, por qualquer finalidade. Leia atentamente as dicas e recomendações, no mundo biológico todo detalhe é importante.


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Fonte: Video: Youtube / Canal: flavioaugustopenha

Fonte: vida-nos-bosques.blogspot.com.br/2011/04/taboa-typha-angustifolia.html


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